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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

FERVO É LUTA – I Curso de Formação Política Da UNA – União Nacional LGBT ES

FERVO É LUTA –
I Curso de Formação Política Da UNA – União Nacional LGBT ES
  A União Nacional LGBT - UNA , realizará neste sábado, dia 20 de agosto o I Curso de Formação para seus militantes, associados e simpatizantes. Segundo Marco Antônio Silva, vice-presidente da UNA no ES, o Curso será um espaço de formação da população LGBT, onde poderemos conversar e aprender sobre Saúde, Políticas Públicas, Conjuntura Politica dentre outros temas.

Abaixo a programação:
9h - Resgate Histórico do Movimento LGBT
André Tosta e Iara Lima
10h - Movimento LGBT, Questões Raciais e Luta de Classes (Manifesto da UNA e Conjuntura)
Felipe Caboclo Andrade, Josandra Rupf
11h - Debate de Planejamento e Organização da 
União Nacional LGBT ES                   Marco Antônio Silva e Ana Paula Perciano


A Noite, a partir das 22 horas, a confraternização será na Burlesqueria, com a festa BAPHONICA

Serviços:
Local do Curso: CASA DA BARÃO
Rua Barão Monjardim, 317 - Centro Histórico de Vitória. Inscrição Gratuita
Link para Inscrição: 
https://goo.gl/forms/wKei2TvO4wSpoY5P2 ou no local - Vagas Limitadas
 Baphônica: Local – Burlesquerie - Escadaria do Rosário, no Centro de Vitória   Entrada: 
 Portaria R$ 15,00 , Apresentando Checkin neste evento R$ 10,00
Proibida a entrada de Novinhos e Novinhas menores de 18 anos
contato: 995186257- Marco Antônio

por Secretaria de Movimentos Sociais do PCdoB ES

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O ÚLTIMO ATO DE UM DRAMA HISTÓRICO QUE COMEÇOU HÁ 46 ANOS

Veículos revistados: sem resultados concretos.
"Jogaram a viola no mundo,
mas fui lá no fundo buscar"
(José Carlos Capinam)
Com a chegada às livrarias do livro 1970, a guerra no Vale do Ribeira, no início do mês que vem, estará sendo finalmente revelada a verdade sobre como os órgãos de repressão da ditadura ficaram conhecendo a localização exata da escola de guerrilha da Vanguarda Popular Revolucionária em Jacupiranga (SP), ponto de partida da fracassada Operação Registro, quando mobilizaram quase 3 mil homens para a caçada a um punhado de guerrilheiros e nem assim evitaram que escapasse aquele a quem mais queriam agarrar. 

Sou parte desta história: durante 34 anos me apontaram como o autor da delação. 

Num primeiro momento, em companhia de Massafumi Yoshinaga, como se vê neste manifesto de setembro de 1970. Tal versão não se sustentou pois, embora o nissei houvesse rompido publicamente com a VPR, nada tinha a ver com a queda da área e seu nome estava sendo citado como mera retaliação.
No processo da foto famosa da Dilma...

A minha suposta culpa foi tão propalada entre militantes, simpatizantes e admiradores da esquerda que, quando finalmente deixei os cárceres militares, nada havia a fazer. A imprensa, sob censura, não publicaria a minha versão, nem eu tinha como fazê-la circular nos círculos esquerdistas. 

Então, sob intensa estigmatização, só me restou o caminho do isolamento numa das comunidades alternativas que pululavam então. Alheio às invencionices sobre mim que abundavam lá fora e apoiado por pessoas que acreditavam em mim, superei os traumas e me reconstruí (o Massafumi, coitado, sucumbiu ao linchamento moral, acabando por enlouquecer e se matar).

Cheguei, na segunda metade da década de 1970, a receber proposta de outro agrupamento de esquerda (a VPR fora dizimada e os sobreviventes a dissolveram): divulgaria declarações minhas sobre as torturas que me haviam sido infligidas (no DOI-Codi/RJ quase enfartei e na PE da Vila Militar/RJ sofri lesão permanente), reabilitando-me para que pudesse retomar a militância, em escalão inferior.

O acordo emperrou na minha exigência de contar também que estava sendo feito de bode expiatório no tocante à delação da escola de guerrilha. Era compreensível que quisessem preservar a aura de heroísmo e martírio da VPR, mas eu não estava disposto a passar para a História como o vacilão que destruíra o sonho do comandante Carlos Lamarca. 
...eu era outro dos réus.

Quando a sanha ditatorial arrefeceu e a grande imprensa começou a me procurar, pude enfim denunciar pormenorizadamente as torturas que sofrera, mas os focos das reportagens eram outros e o caso de Jacupiranga não interessou a nenhum veículo. 

Em meados de 1994, o jornalista e escritor Marcelo Paiva imputou-me tal delação, em reportagem que saiu na capa do caderno de Variedades da Folha de S. PauloRetruquei, ele treplicou e encerramos a polêmica com um artigo cada.

Inicialmente, ele repetiu a versão simplificada: eu tinha estado na área, sabia a localização e a revelara ao DOI-Codi.

A minha réplica trouxe informação nova para o público de esquerda: eram duas as áreas. Eu fizera parte da equipe precursora que fora preparar o terreno para a chegada dos aprendizes, mas o sítio adquirido pela VPR fora considerado inadequado, com o trabalho sendo transferido para outro lugar.
Na fase de torturas

Decidida a desocupação da área 1, fui incumbido de criar um serviço de Inteligência no Rio de Janeiro. Isto porque, desconhecendo a localização da área 2, mesmo que fosse preso não colocaria a atividade principal em risco. 

Em 2004, tomei conhecimento de um relatório de operações do II Exército que corroborou totalmente a minha versão, apresentando a seguinte cronologia dos acontecimentos:
  • no dia 16/04/1970 eu revelei ao DOI-Codi/RJ a existência e localização da área 1;
  • no dia 17, o DOI-Codi/SP enviou duas equipes para lá;
  • no dia 18, ambas voltaram para São Paulo trazendo a informação de que a área efetivamente existia, mas estava abandonada, sem atividades guerrilheiras;
  • no mesmo dia 18, a partir de nova prisão efetuada pelo DOI-Codi/RJ, foi descoberta a existência de uma segunda área, esta sim ativa, na mesma região.
Carta do principal historiador da luta armada brasileira, Jacob Gorender, publicada na Folha de S. Paulo, deu-me razão:
"A respeito dessa segunda área, nenhuma responsabilidade cabe a Celso Lungaretti, que ignorava a sua existência. Sua vinculação com o episódio restringiu-se, por conseguinte, à informação sobre a área que sabia desativada, fornecida, segundo afirma, sob tortura irresistível".
Enfim, toda a verdade.
As pessoas mais interessadas e bem informadas passaram a reconhecer a minha inocência. E, repugnando-me o papel de apontar outrem para sofrer estigmatização no meu lugar, preferi manter a coisa no pé em que Gorender a deixou; eu saíra da berlinda e ninguém nela entrou. O nome da pessoa responsável só aparecia na web (num ou noutro artiguete da extrema-direita, que só fanáticos leem).

As emoções, com o tempo, vão sendo substituídas pela reflexão serena. Percebi que tais detalhes eram, na verdade, irrelevantes. Fundamental havia sido a extrema disparidade de forças que nos tangia inexoravelmente para a derrota final, não a forma como cada batalha foi perdida.

É uma ingenuidade acreditar que os bons serão sempre recompensados e os maus castigados, mas foi este primarismo emocional que tornou necessárias válvulas de escape como a busca sôfrega de culpados nos quais concentrar as pedras, uma espécie de catarse face ao inconformismo com um desfecho difícil de engolir. Daí para ser satanizado também quem não era culpado e quem era menos culpado, foi só um passo.

E, tendo passado pelos trituradores de carne da repressão política, jamais me permitirei julgar o comportamento de nenhum prisioneiro político forçado a dizer o que não queria. Mas, o pecado da pessoa cujo ato me foi atribuído por 34 anos é outro: o da total falta de solidariedade para com um companheiro que foi ao inferno no lugar dela. Fraquezas na sala de tortura são compreensíveis, mas não a atitude de alguém que, em segurança e com todo conforto, decidiu que um inocente sofreria no seu lugar.

Sou um homem de princípios: considerei que me cabia apenas o papel de esclarecer a minha participação. Mas, até por senso de justiça, torcia para que toda a verdade acabasse sendo resgatada e exposta.

O ideal, para mim, seria que o fizessem aqueles a quem concerne tal papel: historiadores, jornalistas ou escritores.

Demorou, mas isto acabou ocorrendo. E, curiosamente, por alguém que, parcial ou totalmente, preenchia os três requisitos: Celso Luiz Pinho, um jornalista que escreve livros sobre episódios históricos.

domingo, 14 de agosto de 2016

Ciudades brasileñas celebran los 90 cumpleaños de Fidel.

Ciudades brasileñas celebran los 90 cumpleaños de Fidel.
Sao Paulo, 14 de agosto- Los 90 años del siempre Comandante en Jefe Fidel Castro, fue motivo de celebración entre los miembros de las organizaciones de solidaridad en las ciudades del sureste de Brasil. El homenaje al líder de la Revolución Cubana, comenzó desde unas semanas antes de su aniversario, con el relanzamiento del libro de Frei Betto, Fidel y la Religión, con un reconocimiento de la UJS al líder cubano y con un sin número de artículos, fotos y videos en las redes sociales, que exaltaban la trayectoria y trascendencia del pensamiento de Fidel,
La jornada de celebración por las nueve décadas del Comandante, generó un entusiasmo inigualable entre los amigos de Cuba y de Fidel. En cada estado del gigante suramericano se oyó ayer con fuerza y sentimiento el grito de Viva Fidel y el deseo de que la salud le alcance para seguir viviendo y alertando de los graves peligros que corre el planeta.
En Sao Paulo, el Movimiento Paulista de Solidaridad a Cuba organizó una jornada de conmemoración que incluye debates, exposiciones, documentales y una gran fiesta final. Ayer 13 de agosto, la Asociación Cultural de la Baixada Santista, CEBRAPAZ y la CTB, con la presencia del Cónsul Aurín Guerrero, festejaron en diferentes espacios, la felicidad de que el Fidel de la montaña que libró cuantos riesgos y obstáculos encontró a su paso, estuviera cumpliendo sus 90 años.
Especial momento resultó el encuentro “Amigos da Resistencia”, que reunió a militantes brasileños que lucharon contra la dictadura y fueron exiliados con sus familias en Cuba. Con la presencia de la Cónsul General en Sao Paulo Nélida Hernández, el emotivo encuentro organizado por el Ernesto Nascimento contó con la participación de Clara Sharf y Damaris Lucena que comparten junto a Fidel 90 años de vida, y otros exiliados como Manoel Dias, Elsa Lobo, Dulce Diniz y Adriano Diogo.
En la ciudad capixaba de Espíritu Santos el movimiento de solidaridad organizó un debate con la participación del Cónsul Roberto Gómez y médicos cubanos que participan del Programa Más Médicos, la celebración concluyó con bailes y poesías en la Casa Cultural de Stael, En Rio de Janeiro la Delegación Olímpica Cubana dedicó un espacio de su noche a homenajear a quien ha sido fuente de inspiración para el esfuerzo y logro de distinciones Olímpicas. Con la participación del Presidente del Inder, el Vicepresidente del Comité Olímpico Cubano, el Ministro de Deporte Venezolano y el Cónsul Alexander Quintana los atletas leyeron un sentido mensaje a Fidel y ratificaron su compromiso en Río 2016.
En Belo Horizonte, el Sindicato de los Periodistas abrió su sala de actividades para la jornada organizada por la Asociación Minera de Solidaridad a Cuba. Con una exposición de fotos, postales y pinturas alegóricas a Cuba y Fidel, los participantes celebraron el cumpleaños del líder cubano y las amistades entre los pueblos de Cuba y Brasil. El evento contó con la participación de la funcionaria de la Embajada Cubana Yusmari Díaz. Por su parte la ACJM de Santa Catarina no pasó por alto la fecha y junto a sus miembros celebraron y desearon larga vida al Comandante.
En la capital gaúcha, Porto Alegre, la celebración ganó varias razones para conmemorar, especial fue el homenaje al Comandante por su vida y ejemplo en sus nueve décadas, asi como los 32 aniversarios de la ACJM Rio Grande del Sur y el merecido reconocimiento a los galenos cubanos que ya termina su misión. El evento contó con la participación del Cónsul y Consejero Comercial René Capote Forzate.
Este 13 de agostos, fue un día de celebración donde los amigos brasileños mostraron el orgullo de contar con Fidel en sus 90 años. (ConsulCuba Sao Paulo)

a corrupção é manipulável para rodrigo maia

Prestem muita atenção a esta entrevista: as regras estão postas e não são boas para ninguém, só para a elite dominante e os verdadeiros políticos corruptos. REPASSEM, o POVO tem que acordar agora ou ficaremos reféns do sistema . Nanda. Comentarios de Marcos Rebello: 'Ele tem um discurso que à primeira vista parece justo, mas que será preciso muita, mas muita leitura nas entrelinhas do que de fato será proposto a fim de ficar claro quem será beneficiado. Por exemplo: ele fala que não se pode colocar fermento na massa para ser dividida. Isso parece correto, mas eu pergunto: e os lucros do Pré-sal nas mãos de uma Petrobras autônoma versus uma Petrobras fatiada e privatizada? A massa não seria drasticamente reduzida ou eliminada prejudicando a saúde, a educação e o resto das finanças do estado? Que espécie de sociedade teríamos senão uma estratificada em vez de uma igualitária nas oportunidades? Outra coisa sobre a aposentadoria. Parece correto pensar na proporcionalidade entre contribuição e benefícios na aposentadoria: quem "investe" mais, receberá mais. Na verdade é uma forma de garantir as diferenças sociais e a estratificação. Ele fala em "capitalização", ou seja, em sistemas capitalistas de aposentadoria funcionando à base de fundos privados que serão a nova moda. Quem pode mais, chora menos!

'http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/08/12/para-rodrigo-maia-caixa-2-e-corrupcao-sao-casos-diferentes.htm
'Em entrevista veiculada na noite desta sexta-feira (12) ao "SBT Brasil", o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que não se deve misturar os casos de políticos que fizeram uso de caixa 2 em campanhas eleitorais com aqueles envolvidos em casos de corrupção.
Maia foi entrevistado pelo jornalista Kennedy Alencar, que o questionou sobre uma proposta de anistia a políticos delatados na Operação Lava Jato, que vem sendo discutida nos bastidores do Congresso Nacional.
"A lei já faz essa distinção, não é isso? Crime eleitoral é um caminho e o resto é corrupção", afirmou Maia. De acordo c... segue

90 ANOS DE VITÓRIAS - Aniversario de FIDEL CASTRO Ato em Vitória ES

90 ANOS DE VITÓRIAS - Aniversario de FIDEL CASTRO - ato cultural envolvendo artistas, militantes de DH, politicos de vários partidos de esquerda, medicos cubanos e o Consul de Cuba Roberto Gomez ( Ivette Martínez)
Vitória faz uma homenagem no centro histórico da Capital, a Capital que nos anos 90, após a assinatura do Termo de cooperação entre o Gov. de Cuba e a PMV de Vitor Buaiz- Como Fruto do acordo, o governo de Vitor Buaiz foi referencia de saude e educação mundial;
Agradece também aos médicos cubanos,presentes via Mais Médicos, nas comunidades de mais de 5- municipios do ES

Organizado pelas Instituições Hermanas: Calles Casa America Latina Liberdade e Solidariedade Fernanda Tardin(Nanda Tardine/ou Fernanda Waichert Pinheiro), Cebrapaz(Mônica Simões, ACJM-ES, Clipper Agencia de Turismo ( Lucilia Assis , e Nucleo do Barao de Itarare-ES Claudio Machado apoiada pela Casa da Stael,pela Comunidade do Centro de Vitória, da Rozi de Sá, o evento registrou a presença de uma diversidade cultural como Wilson Coelho ( teatrologo), Carlos Papel , Congo do Mestre Renato Santos, do maestro italiano Luig ( Alba Aguiar)i, de bateristas e ritmistas ea Escola de Samba , de poetisas
O Presidente da Camara de Vitória, Vereador Namy Chequer e o Consul de Angola ( representante Oficial de Angola no ES) , oficializaram agradecimentos e homenagens a Fidel Castro,
Estiveram presentes ex presos políticos que de uma forma ou outra , na trajetoria de lutas, encontrou FIDEL e a mão de FIDEL, como Iran Caetano ( Medico Social e atualmente Dirigente do PCdoB) - Izaias Santana ( ex Presidente do Conselho Estadual de DH e pai do atual e licenciado presidente Lula Rocha), Perly Cipriano ( ex Sub Secretario Nacional de Direitos Humanos, nos 08 anos de Governo Lula e que recebeu tratamento médico gratuito em Cuba, quando teve 80% de seu corpo queimado, após acidente de carro e Raimundo,
Advogados dos DH Como AndreMoreira (Carlos Augusto Lima Moreira) ,e Antonio Fernando Lima Moreira Silva, a advogada Alba Aguiar o Presidente dos Conselhos Comunitarios Robinho da Ilha,o Vereador Marcelão, o sargento Pedrini.
Colaborou muito para o evento, a Secretaria de Midias Alternativas da CALLES , Ana Paula Perciano, que não esteve presente no ato, por problemas de saude na familia. 
Agradecemos muito a Stael Mageski ( que cedeu o espaço cultural Casa da Stael e a Rozi que organizou a parte cultural da Roda de Congo e Sarau de Poesias, em praça pública.

Fidel foi referendado, (em diasatuais e trsites de golpe brasileiro,) no Centro de Vitória, por lideres e admirado pela população reconhecida.
E por tudo que Fidel representa, muito mais que o exposto, agradecemos: GRACIAS COMANDANTE.
VIVA FIDEL, HASTA LA VITÓRIA, SEMPRE!

O nazismo esteve para Einstein, como o fascismo está para o Almirante Othon


Portal Pravda
14.08.2015

"O nazismo esteve para Einstein, como o fascismo está para o Almirante Othon"

por Fernando Soares Campos

Trechos:

Analogia por semelhança entre os casos e por fatos opostos

O nazismo esteve para Einstein, assim como o fascismo caboclo do Brasil está para o Almirante Othon Pinheiro da Silva. A diferença está nos aliados a quem o almirante poderia hoje recorrer. Se Einstein refugiou-se nos Estados Unidos para escapar da Alemanha nazista, Othon, para se livrar da perseguição do fascismo caboclo, teria atualmente a opção de buscar refúgio na Rússia ou no Irã.

A perseguição e prisão do almirante Othon (preso pela PF na Operação Lava Jato e condenado a 43 anos de prisão) também podem ser compreendidas como um caso às avessas do caso Julius e Ethel Rosenberg, acusados de espionagem e revelação de segredos científicos para instituições de pesquisa nuclear da antiga União Soviética (URSS), o que pode ter sido a chave que os soviéticos precisavam para fabricar a bomba atômica. Os dois foram condenados à morte e executados em cadeira elétrica, na prisão de Sing Sing, EUA, em 1953. O próprio Einstein protestou veementemente contra a condenação do casal.

Por que afirmo que se trata de casos opostos? Porque as acusações de lá e de cá são esdruxulamente díspares. Enquanto o casal Rosenberg foi acusado de entregar segredos científicos da área de estudos da energia nuclear ao inimigo, o cientista almirante Othon se recusou a revelar ou vender os segredos do desenvolvimento de centrífugas de enriquecimento de urânio e de propulsão nuclear para submarinos aos americanos, que já possuem suas próprias tecnologias nessa área há muitos anos, porém o que aqui em nosso país se desenvolveu interessa a eles, como já afirmei, por questões econômico-financeiras e geopolíticas.

(...)

A delação e a ilógica de propina para enriquecimento ilícito

Rogério Nora de Sá, ex-presidente da Andrade Gutierrez, delator na Operação Lava Jato, declarou à Justiça Federal que o almirante Othon, na condição de presidente da Eletronuclear, pediu "contribuição política" para o PT e para o PMDB, além de "contribuição científica" para seus próprios “projetos futuros”, o desenvolvimento de turbinas. "Rogério disse ter concordado com o pedido, sendo definido que, quando os contratos passassem a ter eficácia, haveria o pagamento da ‘contribuição política’ e da ‘contribuição científica’”.

"Indagado a respeito do benefício que a Andrade Gutierrez esperava ter ao realizar os pagamentos de propina para Othon Luiz, Rogério Nora respondeu que não esperava benefício em relação à lucratividade da obra, mas sim que a empresa não fosse prejudicada ou sofresse algum tipo de represália que atrapalhasse o seu andamento. Ao final, esclareceu não ter participado de qualquer situação ilícita envolvendo a licitação para a montagem eletromecânica." Assim declarado, consta do depoimento do delator. Nisso não se pode afirmar que Othon tenha achacado o executivo. Deduz-se apenas que Rogério Nora deve ter amargas experiências em relacionamento com responsáveis pela fiscalização de obras executadas por sua empresa, elementos que tenham criado obstáculos, reprovando métodos, equipamentos, produtos e serviços, sob a alegação de que não atendiam especificações e normas técnicas, até que uma polpuda propina fosse paga para aprovação das etapas realizadas e liberação das parcelas de pagamento.

Leia completo AQUI