Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

2015 PROMETE SER O ANO MAIS QUENTE NA POLÍTICA BRASILEIRA DESDE 1968

Até no visual esta parece à deriva...
Não trouxe esperança nenhuma a posse de Dilma Rousseff para o novo mandato conquistado aos trancos e barrancos, com a satanização dos adversários, o estelionato eleitoral e o abuso clamoroso da máquina governamental. 

Assumiu admitindo que fará mesmo um ajuste recessivo da economia, embora tenha sido este um dos principais espantalhos utilizados por sua campanha contra os adversários. 

Eles, os neoliberais empedernidos, estariam preparando medidas duras para tirarem o pão da mesa dos pobres. Ela, a heroína do bem, jamais abriria o saco das maldades. 

Agora, dá o dito por não dito e anuncia que vai aplicar fielmente tal receituário, fazendo-nos suspeitar que o vulto feminino com o qual acabará historicamente identificada vá ser o de Margaret Thatcher (já tinham em comum a rispidez e o mandonismo). Um péssimo ponto de chegada para quem um dia deve ter-se espelhado em Rosa Luxemburgo, La Pasionaria e Anita Garibaldi...

Para dourar a pílula, fez a ressalva meramente retórica de que submeterá o País ao "menor sacrifício possível".

O que isto refresca? Nada. Porque se trata de uma admissão de que as possibilidades ditarão a escala do ajuste. Se concluir que é imprescindível um ajuste dos mais rigorosos, Dilma não faltará com a palavra ao implementá-lo, portanto... me engana que eu gosto!

Quanto ao maior escândalo brasileiro de todos os tempos, o da Petrobrás, Dilma continua com a cabeça enfiada na areia, qual avestruz. Diz que é tudo culpa de funcionários subalternos e de um complô internacional. 

Não teria, portanto, nada a ver com o loteamento de cargos e a transformação do governo num balcão de negócios, marca registrada da política podre que nós, ingenuamente, supúnhamos que o PT extirparia do poder, se e quando a ele chegasse. Faz 12 anos que esperamos em vão.

...enquanto estes sabem o que querem e têm de fazer...
Declarações beirando o autismo e a posse de um Ministério super inflado e de quinta categoria só fizeram aumentar nossos receios de que o pior dos mundos possíveis nos espera ao longo de 2015: a certeza de recessão (que talvez evolua para depressão), a ser administrada por um governo fraco e com pouquíssima credibilidade, torpedeado pela direita e pela esquerda.

A primeira, obviamente, tentará o impedimento de Dilma, usando a munição fornecida pelas investigações do petrolão ou outras que surjam. Parece que a única dúvida restante é qual o motivo a ser alegado no pedido de impeachment.

Quanto à esquerda, vale notarmos uma notícia do Estadão do último dia 26, que passou meio despercebida em meio ao clima natalino (a íntegra está aqui):
"Cerca de 40 líderes de movimentos sociais, centrais sindicais e partidos como PT, PSOL, PC do B e PSTU começaram a articular a criação de uma frente nacional de esquerda e já preparam uma série de atos e manifestações para 2015. O objetivo dessa mobilização é o de se contrapor ao avanço de grupos conservadores e de direita não só nas ruas, mas no Congresso e no governo federal.
...A iniciativa partiu de Guilherme Boulos, do MTST, que (...) havia feito elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração de um conjunto habitacional gerido pelo movimento, na Grande São Paulo.
Dias depois, Lula (...) divulgou vídeo no qual diz que é preciso 'reorganizar' a relação com os movimentos e partidos de esquerda se o PT quiser 'continuar governando o Brasil'".
...e estes devem ser incorporados à luta maior que se travará.
Ou seja, o quadro que se desenha é de enfrentamento entre direita e esquerda, com um governo débil no meio, tentando apaziguar ora uma, ora outra. 

Este filme eu já vi e acabou mal. Foi no governo de João Goulart, que, aliás, era muito mais competente do que Dilma e mesmo assim não segurou o rojão.

Para contrabalançar, desta vez quem estará comandando a esquerda é o Lula, político dos mais argutos, que certamente vai obter de volta, na marra, os nacos de poder que lhe foram retirados na reforma ministerial, mas não vacilará um segundo quando for hora de preservar o mandato de Dilma, com todos os seus defeitos, da escalada direitista.

E os valorosos manifestantes que foram às ruas a partir das jornadas de junho de 2013, tão vilipendiados pela esquerda palaciana, agora terão de ser vistos de forma bem diferente: conquistar o seu apoio e engajamento será fundamental para a Frente de Esquerda.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

PROVEDOR DE PANOS QUENTES É O NOVO INTEGRANTE DO MINISTÉRIO DE FRANKENSTEIN

NOVO MINISTRO QUER CLAREAR AOS POUQUINHOS, SUAVEMENTE, A ÁGUA ENSANGUENTADA DA DITADURA...

De Jobim para Wagner: "Eu sou você amanhã!".
Futuro ministro da Defesa, o governador baiano Jaques Wagner ameaça se tornar o novo Nelson Jobim. 

Aquele, vencendo a luta interna que foi travada no Ministério de Lula entre agosto e setembro de 2007, deu o principal passo para a impunidade eterna dos torturadores da ditadura militar, ao convencer seus pares e seu presidente de que o governo federal deveria lavar as mãos nesta questão, atirando o abacaxi no colo dos togados. 

Como consequência, já lá se vão mais de sete anos que patinamos sem sair do lugar, com as eventuais vitórias judiciais sendo anuladas pelas instâncias superiores e o Supremo Tribunal Federal se mostrando convicto defensor da prerrogativa dos tiranos, de anistiarem a si próprios e a seus esbirros em plena vigência do arbítrio. 

É chocante que a grande imprensa e as forças conservadoras impinjam até agora a lorota do pacto de pacificação nacional, quando salta aos olhos que ocorreu apenas e tão somente a imposição da vontade do mais forte sobre o mais fraco! 

De Wagner para Jobim: "Ué, pensei que já fosse hoje".
Temos de repetir mil vezes que os presos políticos e os exilados serviram como reféns para os fardados enfiarem tal simulacro de anistia goela dos oposicionistas adentro, condicionando a libertação dos primeiros e a permissão de volta dos segundos ao endosso parlamentar que fosse dado àquela patética farsa de meados de 1979!

E que os assassinos seriais da repressão política, os executores de prisioneiros rendidos, os torturadores, os estupradores e os ocultadores de cadáveres receberam de imediato seu habeas corpus preventivo, enquanto resistentes que justificadamente pegaram em armas contra o despotismo não foram incluídos na Lei da Anistia, permanecendo presos até que os tribunais militares os liberassem a conta-gotas, sob vários pretextos legais. 

Ou seja, os algozes puderam dormir ainda mais tranquilos e as vítimas, depois de barbarizadas e de amargarem longos anos de cativeiro, foram colocadas sorrateiramente nas ruas, como se tudo não passasse de um ato (meio envergonhado) de clemência dos usurpadores do poder!  

O exemplo de Jobim parece inspirar Wagner: ele defende que a responsabilização dos culpados pelo festival de horrores dos anos de chumbo se faça em "movimentos suaves" e que a "água suja" da ditadura não seja despejada o quanto antes no esgoto a que pertence, mas sim clareada aos pouquinhos, com "cuidado e parcimônia", à medida que a ela se adicione água limpa (sua inglória e abastardada entrevista pode ser acessada aqui). 

Senhor futuro ministro, o que V. Exª sugere é, de novo, um tratamento desigual, além de uma solução inadequada, pois: 
  • não eram suaves os movimentos dos que me espancaram a ponto de estourarem meu tímpano e que giravam com furiosa sofreguidão a manivela do dispositivo de aplicar choques, quase me fazendo enfartar aos 19 anos de idade;
  • intocáveis há quatro décadas, quantos desses ogros sobreviverão (a maioria já morreu) até que os movimentos suaves da Justiça terrena os alcancem?  Pelo andar da carruagem, a celestial chegará muito antes...
  • as tentativas de se purificar a água suja, ao invés de removê-la até a última gota, não deram certo nem com o mensalão, nem com o petrolão (talvez o apropriado seja outro lugar comum, aquele sobre certas matérias que, quanto mais são mexidas, mais fedem), portanto os precedentes desaconselham esta forma de se lidar com líquidos pútridos, ainda mais quando se trata da água ensanguentada pela bestialidade do homem contra o homem!
O LANÇAMENTO MAIS ARREPIANTE DE 2015: "O MINISTÉRIO DE FRANKENSTEIN"!!!

Depois de A alma de Frankenstein (dirigido por Erle C. Kenton, 1942),  A mansão de Frankenstein (d. Erle C. Kenton, 1944),  A maldição de Frankenstein (d. Terence Fisher, 1957), O castelo de Frankenstein (d. Howard W. Koch, 1958), Orlak, o inferno de Frankenstein (d. Rafael Baledón, 1960), O horror de Frankenstein (d. Jimmy Sangster, 1970), A ilha de Frankenstein (d. Jerry Warren, 1981) e O exército de Frankenstein (d. Richard Raaphorst, 2013), será agora lançado o mais nauseabundo e repulsivo filme da série: O ministério de Frankenstein (d. Dilma Rousseff, 2015).

O dado novo é que as partes de cadáveres (políticos) das quais foi formado o monstro FEDEM horrivelmente. Pior do que matadouro e depósito de lixo. 

Uma tem a catinga do agronegócio, outras o bodum da banca, há miasma de florestas queimadas e, inclusive, a morrinha enjoativa da exploração da fé.

Se tivesse sido utilizada a técnica do smellit (dispositivo que emite odores na platéia durante a projeção do filme), a debandada dos espectadores seria pior que estouro da boiada. 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Desejos de Vitória - Bem Vindo 2015

“Eles fecham as fábricas, nós abrimos. Eles roubam as terras e nós
 ocupamos. Eles fazem guerras e destroem nações, nós defendemos 
a paz e a integração soberana dos povos. Eles dividem e nós unimos.
 Porque somos a classe trabalhadora. Somos o presente
 e o futuro da humanidade”.
(Encontro Latino Americano de Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores 
– Caracas, outubro/05)
Um 2015 de vitórias e continuação de lutas.
Iniciemos com a DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA.

O que vi quando visitei a Coreia do Norte

Alguns brasileiros conhecidos, estiveram na Coreia do Norte. 
Trouxeram relatos e muita informação que a mídia vigarista
 ocidental distorce sobre aquele pequeno país. Infelizmente parece
 sina, brasileiro parece gostar de ouvir a voz do 'patrão' para 
poder dar certa credibilidade a algo, então, aos acostumados ao 'patrão',
 um relato de um Norte Americano sobre o país:
Jornalista dos EUA visita a Coreia do Norte e “corrige” alguns equívocos que a mídia ocidental propaga sobre o país. Confira mitos, verdades e episódios que podem surpreendê-lo
PRAGMATISMOPOLITICO.COM.BR

comemorando 30 anos, o MST convoca.: Feliz 2015 de lutas!



Realmente, 2014 foi de muita luta, como sempre, mas, ao que parece, com a PROVOCAÇÃO de dona Dilma colocar uma grileira, latifundiária e fascista como "ministra" da Agricultura, já passou todos os limites de mínimo bom-senso!
Isso nos levará, sem dúvida, a muitos confrontos violentos. Temos que estar preparados.
 Em S. Paulo, entre os dias 20 e 24 de janeiro próximo, o MST e a Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema/SP, promoverá palestras, debates e as comemorações dos 30 anos de MST e 10 anos da ENFF.

Que 2015 seja de muita luta, disposição, organização e consciência político-ideológica a todos!
Saudações Revolucionárias!
Safrany


De: Boletim MST RJ


Feliz 2015 de lutas!

No final da VI Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, o simbolismo da união entre trabahadoras e trabalhadores do campo e da cidade. Foto: Rafael Daguerre
No final da VI Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, o simbolismo da união entre trabahadoras e trabalhadores do campo e da cidade. Foto: Rafael Daguerre
Companheiras e companheiros,
No final de mais um ano de lutas, é tempo de relembrar os principais acontecimentos de 2014 e entender o que nos espera no próximo ano.
2014 foi um ano intenso.
Logo no início do ano, o MST mostrou sua força no VI Congresso Nacional, onde mais de 15.000 Sem Terras se reuniram para afirmar a luta pela Reforma Agrária Popular e comemorar os 30 anos do movimento. Também no início do ano, participamos das atividades da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, realizada no Brasil e no mundo.
Ainda que a reforma agrária não tenha avançado em nada no país, no estado do RJ, 2014 foi um ano surpreendente. Depois de 6 anos sem conquistas de novas áreas, 3 novos assentamentos foram criados. O primeiro deles foi o assentamento Osvaldo de Oliveira, em Macaé, onde as famílias aguardaram por 4 anos, tendo sofrido uma série de despejos violentos. Em seguida, foram os Sem Terra do Irmã Dorothy, em Quatis, que comemoraram a conquista da terra, após 9 anos de espera. E no apagar das luzes de 2014, a Fazenda Poço das Antas, em Silva Jardim, foi desapropriada em dezembro, e passa a ser o assentamento Sebastião Lan II. Lá, as famílias 79 famíliasaguardaram por 15 anos.
Ainda na esperança de ver a Terra Conquistada, os Sem Terra do acampamento Marli Pereira da Silva festejaram 5 anos da ocupação.
Mas nem só de festa viveu 2014. A repressão aos protestos durante a Copa do Mundo, que teve seu auge no dia da final, motivou uma carta de repúdio escrita pelo MST.
Até 2013, a Feira Estadual da Reforma Agrária era realizada uma vez por ano. Em 2014, concretizamos um sonho de todo o MST, e especialmente de Cícero Guedes: a Feira aconteceu em duas edições, em julho e dezembro, conseguindo assim avançar no diálogo com a sociedade através da venda de alimentos saudáveis vindos das áreas de reforma agrária do Rio de Janeiro. Desta forma, buscamos mostrar para o povo da cidade que a reforma agrária deve ser uma luta de todas e todos. Mais uma vez, as feiras foram um sucesso tanto para os camponeses, quanto para os trabalhadores do centro do Rio do Janeiro.
No dia internacional da Mulheres, estivemos presentes nas mobilizações da capital, e asmulheres do MST receberam uma linda homenagem do grupo Samba Brilha. Marina dos Santos, dirigente do MST no Rio, também recebeu uma homenagem, da Escola da Magistratura do Estado do Rio. No mês de outubro, reunimos nossos Sem Terrinha por Terra, Escola, Saúde, Educação e Internacionalismo em Cabo Frio. E no dia internacional de luta contra os agrotóxicos, estivemos na Cinelândia para denunciar o uso de venenos no Brasil e dizer que é possível produzir alimentos saudáveis para alimentar o povo, através da agroecologia. Outro momento marcante do ano foi aformatura da turma Cícero Guedes, no assentamento Osvaldo de Oliveira. As camponesas e camponeses foram alfabetizados pelo método cubano “Sim, eu posso!”.
O ano de 2015 se apresenta quente. Congresso conservador, aumento da bancada ruralista e Kátia Abreu no Ministério da Agricultura são apenas alguns dos apertivos. Neste contexto, não nos resta outra alternativa, e como afirmou o dirigente nacional, Jaime Amorim, “2015 será o ano de retomar as grandes mobilizações pela Reforma Agrária”.
Contamos com o companheirismos de todos e todas as amigas do MST, para numa só voz gritarmos: Lutar, construir Reforma Agrária Popular.

Boletim FARC - el comandante del Bloque Sur, Joaquín Gómez, ya se encuentra en La Habana

50 años de Resistencia de un                                                          Pueblo                                                          FARC-EP 
La Habana, cuba, sede de los diálogos de paz diciembre 28 de 2014
BOLETÍN DE PRENSA
Informamos al país que el comandante del Bloque Sur, Joaquín Gómez, ya se encuentra en La Habana para asumir funciones en relación con la Sub-comisión Técnica que buscará aproximaciones entre Gobierno y FARC, en torno al punto 3 de la Agenda, referido al Fin del Conflicto.
Desde octubre, nuestra organización tiene en La Habana trabajando en la mencionada tarea, al equipo de guerrilleros que integran dicha sub-comisión.
La presencia del comandante Joaquín en Cuba, es un nuevo gesto de paz de las FARC, que expresa nuestra determinación de avanzar hacia la firma del acuerdo final que sentará las bases de la Colombia del futuro.
DELEGACIÓN DE PAZ DE LAS FARC-EP

LA                                                          HABANA

'El País': Cuba e as miragens da liberdade, por Mario Vargas Llosa

'El País': Cuba e as miragens da liberdade, por Mario Vargas Llosa
Enviado por Vitor Buaiz

Escritor vê com otimismo recuperação econômica do país, mas tem dúvidas quanto à abertura política
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O escritor peruano Mario Vargas Llosa escreveu sobre a reaproximação de Cuba e Estados Unidos em sua coluna deste domingo (28/12), no jornal espanhol El País. Vargas Llosa, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2010, analisa os efeitos que a abertura econômica pode ter sobre o regime político que vigora há 55 anos na ilha.
“O restabelecimento de relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos depois de mais de meio século e a possibilidade do fim do embargo norte-americano foram recebidos com beneplácito na Europa e América Latina. E, no próprio Estados Unidos, as pesquisas dizem que a maioria das pessoas também aprova, ainda que os republicanos sejam contra. O exílio cubano está dividido; enquanto nas velhas gerações prevalece o repúdio, as novas vêem nessa medida um apaziguamento do qual poderia derivar uma abertura maior do regime e até sua democratização. Em todo caso, existe um consenso de que, nas palavras do Presidente Obama, ‘o embargo foi um fracasso’”, comenta Vargas Llosa.
“A leitura otimista desse acordo pressupõe o fim do embargo, conjetura ainda incerta, pois essa decisão depende do Congresso dominado pelos republicanos”, lembra o escritor.
Ele prossegue: “Mas, se ele acabar, sustenta essa tese, o aumento dos intercâmbios turísticos e comerciais, o investimento de capitais norte-americanos na ilha e o consequente desenvolvimento econômico iriam flexibilizar cada vez mais o regime castrista, levando-o a fazer concessões maiores para a liberdade econômica, o que, cedo ou tarde, resultaria em uma abertura econômica e na democracia. Indício desse futuro promissor seria o fato de que, ao mesmo tempo em que Raúl Castro anunciava a boa nova, 53 presos políticos cubanos eram postos em liberdade.
Como nas últimas décadas vivemos todo tipo de fenômenos sociais e políticos extraordinários, nada mais parece impossível em nosso tempo e, então, tudo aquilo poderia acontecer. Seria o único caso na história de um regime comunista que renuncia ao comunismo e escolhe a democracia graças ao desenvolvimento econômico e a melhoria do nível de vida de sua população devido às aplicações de políticas de mercado. O fabuloso crescimento da China não trouxe a decadência do totalitarismo político, mas, pelo contrário, como acabam de experimentar os estudantes de Hong Kong, o seu fortalecimento. O mesmo poderia ser dito do Vietnã, onde a adoção desse modelo anômalo – o capitalismo comunista – apesar de ter impulsionado uma prosperidade indiscutível, não suavizou a dureza do regime de partido único e a perseguição de toda forma de dissidência. O desmoronamento da União Soviética e seus satélites centro-europeus não foi obra do progresso econômico, pelo contrário: foi o fracasso do estatismo e do coletivismo que levou essa sociedade à ruína e ao caos. Cuba poderia ser a exceção à regra, como espera a maioria dos cubanos e entre eles muitos críticos e resistentes ao domínio castrista? É preciso desejá-lo, a partir de agora, mas não acreditar ingenuamente que isso já está escrito nas estrelas e será inevitável e automático”, pondera o escritor peruano.
Vargas Llosa analisa como se dá o processo de ruína de um regime autoritário: “As ditaduras nunca caem graças à bonança econômica, mas graças à sua inaptidão para satisfazer as mais elementares necessidades da população e a que esta, em um dado momento, se mobiliza contra a asfixia política e a pobreza, não acredita mais nas instituições e perde as ilusões que sustentaram o regime. Ainda que o meio século e pouco de ditadura que Cuba padece tenha visto aparecer, em seu interior, opositores heróicos, pelo desamparo com o qual enfrentavam a prisão, a tortura ou a morte, a verdade é que, como a eficácia da repressão os impedia, ou porque as reformas da revolução nos campos da educação, da medicina e do trabalho trouxeram melhoras reais na condição de vida dos mais pobres e adormeciam seu desejo de liberdade, o regime castrista não teve uma oposição maciça nesse meio século; somente uma míngua discreta do apoio quase generalizado com que contou no começo e que, com o empobrecimento progressivo e o fechamento político, transformou-se na resignação e no sonho da fuga para as costas da Flórida. Não é de estranhar que, para aqueles que perderam as esperanças, a abertura de relações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos, e a perspectiva de milhões de turistas dispostos a gastar seus dólares e de empresários e comerciantes decididos a investir e criar empregos por toda a ilha, tenha sido exultante, a ilusão de um novo despertar”.
Raúl Castro, mais pragmático que seu irmão, parece ter compreendido que Cuba não pode continuar vivendo das dádivas petrolíferas da Venezuela, muito ameaçadas desde a queda brutal dos preços do ouro negro e da bagunça na qual o governo de Maduro está metido. E que a única sobrevivência possível de seu regime em longo prazo é uma certa distensão e uma acomodação com os Estados Unidos. Isso está em marcha. O desígnio do governo cubano é, sem dúvida, seguindo o modelo chinês ou vietnamita, abrir a economia, um setor dela pelo menos, ao mercado e à empresa privada, de modo que os níveis de vida aumentem, empregos sejam criados, o turismo se desenvolva, ao mesmo tempo que no campo político sejam mantidos o monolitismo e a mão de ferro para quem alimente aspirações democráticas. Pode funcionar? Em curto prazo, sem dúvida nenhuma, e desde que o embargo acabe”, assinala o escritor.
Vargas Llosa, porém, admite a dificuldade de prever como Cuba estará em um futuro mais distante. “Em médio ou longo prazo não é muito certo. A abertura econômica e os intercâmbios crescentes vão contaminar a ilha com informação e modelos culturais e institucionais das sociedades abertas que contrastam de maneira tão espetacular com os que o comunismo impõe à ilha, o que, cedo ou tarde, animará a oposição interna. E, diferentemente da China e do Vietnã, que estão muito distantes, Cuba está no coração do Ocidente e rodeada de países que, uns mais e outros menos, participam da cultura da liberdade. É inevitável que ela termine por se infiltrar sobretudo nas camadas mais ilustradas da sociedade. Cuba estará em condições de resistir a essa pressão democrática e libertária, como fazem a China e o Vietnã?
Minha esperança é que não, que o castrismo tenha perdido toda a força ideológica que teve no começo e que em todos esses anos se tenha transformado em mera retórica, uma propaganda na qual seja improvável que até mesmo os dirigentes da Revolução acreditem. O desaparecimento dos irmãos Castro e dos veteranos da Revolução, que agora ainda exercem o controle do país, e a tomada dos postos de comando pelas novas gerações, menos ideológicas e mais pragmáticas, poderia facilitar aquela transição pacífica que esperam aqueles que comemoram com tanto entusiasmo o fim do embargo.
Existem razões para compartilhar esse entusiasmo? Talvez em longo prazo. Em curto, não. Porque agora quem tira mais proveito do novo estado de coisas é o governo cubano: os Estados Unidos reconhecem que se equivocaram tentando dobrar Cuba mediante uma quarentena econômica (“o bloqueio criminoso”) e agora vão contribuir com seus turistas, seus dólares e suas empresas para levantar a economia da ilha, para reduzir a pobreza, para criar emprego, em outras palavras, para escorar o regime castrista. Se Obama visitar Cuba será recebido com todas as honras, tanto pelos opositores como pelo governo.
Não é nada para se alegrar do ponto de vista da democracia e da liberdade. Mas a verdade é que esta não era, não é, uma opção realista neste preciso momento da história de Cuba. A escolha era entre Cuba continuar empobrecendo e os cubanos continuarem submergidos no obscurantismo, no isolamento informativo, na incerteza, ou que, graças a esse acordo com os Estados Unidos, e sempre desde que o embargo acabe, seu futuro imediato se alivie, gozem de melhores oportunidades econômicas, sejam abertas maiores vias de comunicação com o restante do mundo, e – se eles se portam bem e não incorrem, por exemplo, nas extravagâncias dos estudantes de Hong Kong – possam até gozar de certa abertura política. Ainda que a contragosto, eu também escolheria essa segunda opção”.
“Época confusa a nossa na qual ocorrem certas coisas que nos fazem sentir saudade daqueles anos tensos da guerra fria, onde pelo menos a escolha era muito clara, pois se tratava de optar “entre a liberdade e o medo” (para citar o livro de Germán Arciniegas). Agora a escolha é muito mais arriscada porque é preciso optar entre o menos mau e o menos bom, cujas fronteiras não são nem um pouco claras, mas escorregadiças e volúveis. Resumindo: alegra-me que o acordo entre Obama e Raúl Castro possa tornar a vida dos cubanos mais respirável e esperançosa, mas me entristece pensar que isso poderia afastar ainda por alguns anos mais a recuperação de sua liberdade”, conclui Mario Vargas Llosa.

LULA: “Se você é o futuro, seja já!"

JANELA DO ABELHA: 28/12 - LULA: “Se você é o futuro, seja já!": FONTE: http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2014/12/25/lula-brasil-precisa-de-mais-participacao-da-juventude/ Publicado em 25/12/201...

Lula: PT tem que se aliar a movimentos sociais “se...

FALA MAIS QUE IMPORTANTE DE lULA- APOIADO"





GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Lula: PT tem que se aliar a movimentos sociais “se...: De A Tarde : by DCM Cerca de 40 líderes de movimentos sociais, centrais sindicais e partidos como PT, PSOL, PC do B e PSTU começaram a ...

Comienza a manifestarse la "bondad" Barack

 

Comienza a manifestarse la "bondad"  Barack
 


 

 
 






La Empresa de Telecomunicaciones de Cuba (ETECSA) denuncia que se está viendo afectada
 por la recepción constante de mensajes antigubernamentales que saturan la red.

Desde el pasado 21 de diciembre se han detectado mensajes que llaman a la población a concentrarse
 en plazas del país y "apoyar una provocación" convocada para este 30 de diciembre, aseguran
 altos cargos de la empresa, según el blog 'Cambios en Cuba'.

ETECSA sospecha que los mensajes provienen de una plataforma ubicada fuera de la isla que
 funciona de manera similar a proyectos financiados por la agencia norteamericana USAID, como
 ZunZuneo y Martí Noticias.

La agencia AP reveló el pasado mes de abril que la red social cubana ZunZuneo, que existió 
entre el 2009 y 2012, fue financiada en secreto por el Gobierno de EE.UU. para generar agitación
 política y socavar la posición del Gobierno de la isla caribeña.

La activista Gloria La Riva, por su parte, opina que a pesar del restablecimiento de las relaciones
 con Estados Unidos, el Gobierno cubano seguirá sufriendo intentos de derrocamiento
 por parte de instituciones norteamericanas.

"En los últimos dos años EE.UU. ha estado divulgando estos programas de injerencia 
telecomunicacional contra Cuba y seguramente van a exponer más y revelar más de esta práctica 
ilegal por parte de Washington", afirmó La Riva a RT. La experta también ha señalado que 
"estos mensajes que están llegando a los teléfonos de la gente en Cuba para anunciar actividades
 ilegales es una violación de las libertades y un abuso al derecho del pueblo cubano de tener 
sus legítimas comunicaciones entre familias en Cuba y EE.UU."


 http://youtu.be/XZHF6SDWtU8?list=RDtnFfKbxIHD0

 "No debemos crear asalariados dóciles 
al pensamiento oficial ni «becarios» que vivan al amparo del presupuesto,
 ejerciendo una libertad entre comillas. Ya vendrán los revolucionarios que entonen
 el canto del hombre nuevo con la auténtica voz del pueblo. Es un proceso que requiere tiempo."
Ernesto "Che" G

DEPARTAMENTO 19 AUTENTICO DEL fnrp
Colectivos: de New York, New Jersey, Los Ángeles ,Florida, Missouri, Milwaukee, Minnesota, 
Utah, Pensilvania.
 

 

Cuba - Estados Unidos: falta lo más importante ( Para não duvidar, esquecer e muito menos santificar)


Cuba - Estados Unidos: falta lo más importante



Por Ángel Guerra Cabrera, @aguerraguerra
http://api.ning.com:80/files/k3CULkKWsLbhWkBXkDZ2Jm9pZF1sXbDK8DAmn0iEkfZungQHRrvhtWsvTdQc8dAQ4RP8tzvVkb6UeDT942mfMkXqjMiEI1Ly/10426847_388828457908903_3287178513985707444_n.jpg

La nueva etapa en las relaciones entre Cuba y Estados Unidos, anunciada por los presidentes Barak Obama y Raúl Castro el 17 de diciembre, ha sido objeto de algunas interpretaciones ligeras y sesgadas que exageran o minimizan el alcance del acontecimiento. Lo que sigue es un intento por ponderarla así como explicar el contexto geopolítico que la ha propiciado.
En primer lugar, la liberación por Obama de los tres antiterroristas cubanos, pues los otros dos ya habían regresado a la patria después de cumplir su injusta y desproporcionada pena de cárcel, es una victoria de la solidaridad internacional, incluyendo eminentes intelectuales, artistas, juristas así como gobiernos y parlamentos, que tuvieron como eje una intensa y masiva movilización en la isla.
Al parecer la intervención del Papa Francisco en la etapa final fue decisiva para destrabar el canje de prisioneros y de esa forma llevar a buen puerto el conjunto de una negociación de alrededor de año y medio, en la que ha sido notable la discreción de todas las partes involucradas. Esta era una cuestión clave pues de haber trascendido el diálogo desarrollado en Canadá posiblemente la extrema derecha de Estados Unidos, aliada a los impresentables legisladores de origen cubano, lo habrían hecho abortar.
La decisión de iniciar en enero los pasos que conduzcan al restablecimiento de relaciones diplomáticas a nivel de embajadas entre La Habana y Washington y otras medidas flexibilizadoras anunciadas por Obama  son muestra de un cambio muy importante en el enfoque de Estados Unidos sobre la relación con Cuba, hasta ahora caracterizada por el objetivo de rendir por hambre al pueblo cubano como reza uno de los primeros documentos oficiales que dio inicio al bloqueo.
Lo que explica en primer lugar que este desenlace haya sido posible es la heroica resistencia de ese pueblo durante más de cinco décadas ante una política estadunidense de hostilidad, terrorismo y guerra económica, incluyendo la derrotada invasión de Playa Girón. Debe quedar bien claro por eso que el hecho significa una gran victoria del pueblo de Cuba y su dirección revolucionaria. Conducir y defender el proyecto socialista en las condiciones más adversas y llegar hasta este punto sin hacer ninguna concesión en los principios ha exigido mucha  sabiduría política y audacia revolucionaria.
Otro dato fundamental es que el mundo ha condenado el bloqueo en la ONU durante 23 años consecutivos y su mantenimiento es una pesadilla diplomática para Estados Unidos, donde importantes sectores empresariales, políticos y religiosos así como una mayoría de ciudadanos, más amplia entre la emigración cubana, apoya una normalización de relaciones entre los dos países.
 En tercer lugar, nuestra región vive un cambio de época. Existe un conjunto de gobiernos antineoliberales  y todos nuestros pueblos luchan contra las políticas de libre mercado. Ello ha hecho que cambie la correlación de fuerzas a favor de las posiciones de defensa de la independencia y soberanía y rechazo a la injerencia extranjera, que han logrado la edificación de una densa arquitectura de unidad y concertación política regional expresada en el Alba, Unasur, Caricom y Celac.
 Es unánime entre los gobiernos latino-caribeños la oposición al bloqueo y el reconocimiento de Cuba,  electa por eso presidenta pro tempore de la Celac en el periodo 2013, como se constata en la Declaración Final de la II Cumbre del organismo celebrada en La Habana (2014).  Igualmente, en la última Cumbre de las Américas celebrada en Colombia, Estados Unidos y Canadá se quedaron aislados ante el cerrado consenso latinoamericano de que no podía celebrarse otra cumbre sin la presencia de Cuba. Cuba, además, goza de un enorme reconocimiento internacional y la alianza estratégica con China y Rusia en un mundo que transita hacia la unipolaridad en medio de la crisis de hegemonía de Estados Unidos.
Obama es el primer presidente estadunidense que confiesa públicamente lo inútil y contraproducente de la política seguida por su país hacia Cuba. Pero todavía le queda por resolver lo más importante, que es el levantamiento del bloqueo, al cual puede arrancar muchos dientes si aplicara sus facultades ejecutivas pero que tendrá que ser finalmente derogado por un Congreso cada vez más conservador.
Washington debe comprender que Cuba seguirá siendo socialista y no admitirá injerencia alguna en su política nacional e internacional. Para Cuba se abre una etapa que exigirá mucho más refinamiento y complejidad en la batalla de ideas.

*Periodista cubano residente en México y columnista del diario La Jornada
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Fernando Yépez Rivas, Lic.
Director del Colegio Latinoamericano de Periodistas en Ecuador-COLAPER
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