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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Marcha em apoio à presidenta Dilma

 enviado por Jacob Blinder
Marcha em apoio à presidenta Dilma em São Paulo

PT de São Paulo convida nossos parlamentares, prefeitos, prefeitas e vices, dirigentes partidários e a militância para participar desta importante atividade convocada pelos movimentos sociais.
TAG sugerida para redes: #ContraGolpeÉDilmadeNovo
Dia: 13 de dezembro – sábado - às 14 horas
Local: Vão do MASP - Av. Paulista 1578 - Estação Trianon MASP

DIA 13 SERÁ UM DIA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL:
Rio de Janeiro/ RJ – Cinelândia
Belo Horizonte/MG – Praça da Liberdade
Porto Alegre/RS – Esquina Democrática
Recife/PE – Marco Zero
Brasília/DF – Esplanada dos Ministérios
Belém/PA – Praça Batista Campos
Curitiba/PR – Largo da Ordem
João Pessoa/PB – Av: Almirante Tamandaré
Salvador/BA – Faról da Barra
Campo Grande/MS – Praça do Rádio
Fortaleza/CE – Avenida da Universidade
Aracaju/SE – Mirante da 13 de Julho
Cuiabá/MT – Praça do Monumento U. Guimarães
Florianópolis/SC – Praça da Lagoa da Conceição

Secretaria Estadual de Nucleação e Mobilização do PT/SP
Secretaria Janaína Cristina
Assessor Celton Lazaro Antunese Felipe Araujo
(11) 2103-1333 / 1331

Relatório histórico da CNV: justiça agora depende de nós

Relatório histórico da CNV: justiça agora depende de nós

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

'AS FAVAS COM O ESCRUPULO ' : 29 pontos


'AS FAVAS COM O ESCRUPULO ' :  29 pontos


O documento propõe medidas relacionadas à punição de autores de violações de direitos durante a ditadura militar, além da desmilitarização da polícia e a reforma no sistema carcerário; foram apresentados ainda 377 nomes de responsáveis por crimes nesse período
Por Redação, com informações de BBC Brasil | Foto: Agência Brasil
Em seu relatório final entregue hoje (10), a Comissão Nacional da Verdade – que investigou os crimes e violações de direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985) -, compilou uma lista de 29 recomendações às autoridades, sendo a maioria delas voltada à responsabilização civil e criminal. Além disso, o documento propôs mudanças que gerariam grande impacto na área de segurança pública, como a desmilitarização da polícia e reformas no sistema carcerário.
Foram listados também os nomes de 377 pessoas apontadas como responsáveis por crimes durante esse período, incluindo tortura, assassinato, desaparecimento forçado e ocultação de cadáver.
É possível acessar o relatório final aqui. Leia, abaixo, as 29 recomendações da CNV:
1.Reconhecimento de culpa
Segundo a CNV, até agora as Forças Armadas não negaram que ocorreram abusos de direitos humanos cometidos em suas instalações, cometidos por seus militares. Mas isso não seria suficiente. A primeira recomendação do relatório final é que as forças reconheçam sua responsabilidade institucional pelos abusos ocorridos entre a ditadura.
2.Punição de agentes públicos
A CNV entendeu, com base em legislação internacional que a Lei de Anistia não pode proteger autores de crimes contra a humanidade. Por isso recomenda que os agentes do Estado envolvidos com episódios de tortura, assassinatos e outros abusos sejam investigados, processados e punidos.
3.Acusados de abusos devem custear indenizações de vítimas
O Estado brasileiro já foi condenado a pagar diversas indenizações a vítmas de abusos de forças de segurança durante a ditadura. O documento final da CNV recomenda agora que o Estado tome medidas administrativas para que os agentes públicos cujos atos resultaram nessas condenações sejam obrigados a ressarcir os cofres públicos.
4.Proibição das comemorações do golpe militar de 1964
A CNV recomenda a proibição de qualquer celebração oficial relacionada ao tema. Associações relacionadas aos militares tradiconalmente comemoram os aniversários da revolução de 1964.
5.Alteração dos concursos públicos para as forças de segurança
O documento recomenda que os processos de recrutamento das Forças Armadas e das polícias levem em conta os conhecimentos dos candidatos sobre preceitos teóricos e práticos relacionados à promoção dos Direitos Humanos.
6.Modificação do currículo das academias militares e policiais
A CNV recomenda alterações no ensino sobre os conceitos de democracia e direitos humanos nas academias militares e de polícia do Brasil. Essas entidades deveriam ainda suprimir qualquer referência à doutrina de segurança nacional.
7.Mudanças nos registros de óbito das vítimas
A alteração de registros de causas de óbitos de vítimas do regime militar é outra das recomendações da comissão. O objetivo é tornar oficial que diversas pessoas morream em decorrência de violência de agentes do Estados e não por suicídio.
8.Mudanças no Infoseg
A CNV recomenda que os registros criminais de pessoas que posteriormente foram reconhecidas como vítimas de perseguição política e de condenações na Justiça Militar entre 1946 a 1988 sejam excluídos da rede Infoseg – o banco de dados que tenta integrar as informações de segurança pública dos Estados brasileiros. A comissão pede ainda a criação de um banco de DNA de pessoas sepultadas sem identificação para facilitar sua posterior identificação.
9.Criação de mecanismos de prevenção e combate à tortura
Segundo o documento, a tortura continuaria a ser praticada em instalações policiais pelo Brasil. Esse entendimento levou a comissão a recomendar a criação de mecanismos e comitês de prevenção e combate à tortura nos Estados e na Federação.
10.Desvinculação dos IMLs das Secretarias de Segurança Pública
A apuração pela CNV de casos de conivência de peritos com crimes de agentes do Estado e a produção de laudos imprecisos durante o regime militar fez a comissão recomendar a desvinculação dos Institutos Médicos Legais das polícias e Secretarias de Segurança Pública. O objetivo seria a melhora na qualidade de produção de provas, especialmente em casos de tortura.
11.Fortalecimento das Defensorias Públicas
Segundo as investigações da CNV, a dificuldade de acesso dos presos à Justiça facilitou a ocorrenência de abusos de direitos humanos nas prisões durante o regime. Situação semelhante persistiria no sistema penitenciário atual. Por isso, seria necessário melhorar a atuação dos defensores públicos e amentar seu contato com os detentos.
12.Dignificação do sistema prisional e do tratamento dado ao preso
O relatório final da CNV faz uma série de críticas às condições do sistema prisional e ecomenda ações de combate à superlotação, aos abusos de direitos humanos e às revistas vexatórias. A comissão critica ainda o processo de privatização de presídios que já ocorre em alguns Estados do país.
13.Instituição de ouvidorias do sistema penitenciário
A comissão recomenda a adoção de ouvidorias no sistema penitenciário, na Defensoria Pública e no Ministério Público para aperfeiçoar esses órgãos. Os defensores devem ser membros da sociedade civil.
14.Fortalecimento de Conselhos da Comunidade para fiscalizar o sistema prisional
Os Conselhos da Comunidade já estão previstos em lei e devem ser instalados em comarcas que tenham varas de execução penal. Eles devem acompanhar o que acontece nos estabelecimentos penais.
15.Garantia de atendimento às vítimas de abusos de direitos humanos
De acordo com a CNV, as vítimas de graves violações de direitos humanos estão sujeitas a sequelas que demandam atendimento médico e psicossocial contínuo – que devem ser garantidos pelo Estado.
16.Promoção dos valores democráticos e dos direitos humanos na educação
Basicamente, os integrantes da comissão pedem que as escolas ensinem a seus alunos a história recente do país e “incentivem o respeito à democracia, à institucionalidade constitucional, aos direitos humanos e à diversidade cultural”.
17.Criação ou aperfeiçoamento de órgãos de defesa dos direitos humanos
A comissão recomenda a criação e o apoio a secretarias de direitos humanos em todos os Estados e municípios do país. O grupo também pede reformas em órgãos federais já existentes, como o CNDH (Conselho Nacional dos Direitos Humanos), a CEMDP (Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos) e a Comissão de Anistia.
18.Revogação da Lei de Segurança Nacional
A CNV quer a revogação da Lei de Segurança Nacional (que define os crimes contra a segurança nacional e a ordem política e social), adotada na época do regime militar e ainda vigente.
19.Mudança das leis para punir crimes contra a humanidade e desaparecimentos forçados
A comissão solicita a incorporação na legislação brasileira do crime de “desaparecimento forçado” – quando uma pessoa é detida secretamente por uma organização do Estado – e dos crimes contra a humanidade. Segundo a CNV esses crimes já estão previstos no Direito internacional, mas não nas leis brasileiras.
20.Desmilitarização das polícias militares estaduais
Para a CNV, a estrutura militar da Polícia Militar dos Estados e sua subordinação às Forças Armadas é uma herança do regime que não foi alterada com a Constituição de 1988. Segundo a comissão, essa estrutura não é compatível com o Estado democrático de direito e impede uma integração completa das forças policiais. O grupo recomenda que a Constituição seja alterada para desmilitarizar as polícias.
21.Extinção da Justiça Militar estadual
Com a desmilitarização das polícias dos Estados, a Justiça Militar estadual deveria ser extinta. Os assuntos relacionados às Forças Armadas seriam tratados pela Justiça Militar Federal.
22.Exclusão de civis da jurisdição da Justiça Militar federal
A comissão recomenda que se acabe com qualquer jurisdição da Justiça Militar sobre civis e que esse ramo do Judiciário tenha atribuições relacionadas apenas aos militares.
23.Supressão, na legislação, de referências discriminatórias da homossexualidade
A CNV recomendou a retirada da legislação de referências supostamente discriminatórias a homossexuais. O grupo cita como exemplo uma lei militar descreve um crime como “praticar, ou permitir o militar que com ele se pratique ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito a administração militar”.
24.Extinção do auto de resistência
A comissão recomenda que as polícias não usem mais classificações criminais como “auto de resistência” ou “resistência seguida de morte”. Geralmente essas tipificações são usadas em casos que suspeitos são feridos ou mortos pela polícia. A CNV sugere tipificações como “lesão corporal decorrente de intervenção policial” e “morte decorrente de intervenção policial”.
25.Introdução da audiência de custódia
A comissão recomenda a introdução no ordenamento jurídico brasileiro da audiência de custódia. Ou seja, todo preso teria que ser apresentado a um juiz até no máximo 24 horas após sua prisão. O objetivo é dificultar a prática de abusos.
26.Manutenção dos trabalhos da CNV
A comissão entendeu que não foi possível esgotar todas as possibilidades de investigação até a sua conclusão. Por isso recomenda que um órgão permanente seja criado para continuar as apurações e verificar a implementação de medidas sugeridas.
27.Manutenção da busca por corpos
O grupo sugeriu ainda que orgãos competentes recebam os recursos necessários para continuar tentando encontrar os corpos de desaparecidos políticos – frente em que a comissão não fez grandes avanços.
28.Preservação da memória
A comissão sugere uma série de ações para preservar a memória dos abusos cometidos durante a época do regime militar. Entre elas estão a criação de um Museu da Memória, em Brasília e o tombamento de imóveis onde ocorreram abusos. Eles também querem que nomes de acusados de abusos deixem de nomear vias e logrradouros públicos.
29.Ampliação da abertura dos arquivos militares
A comissão deseja que o processo de abertura de arquivos militares relacionados ao regime expandam seu processo de abertura. O grupo estimulou ainda a realização de mais pesquisas sobre o período nas universidades.

http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/12/29-recomendacoes-cnv/

A PRINCIPAL RECOMENDAÇÃO DA CNV FICARÁ SÓ NO LERO LERO?

"Não guardo mágoa, 
não blasfemo, não pondero
Não tolero lero lero, 
devo nada pra ninguém"
(Cacaso)

Tem gente demais escrevendo sobre o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que será tema obrigatório ao longo desta semana e, provavelmente, notinha de rodapé na próxima.

Então, evitando entediar os leitores, vou separar o joio do trigo, o que realmente importa do supérfluo, do rancoroso e do oba oba palaciano.

Em 1979, as altas autoridades da ditadura negociaram com a oposição consentida uma anistia recíproca, que não passou da imposição da vontade dos vencedores sobre os vencidos: o preço da libertação de presos políticos e da permissão para que exilados voltassem a salvo de represálias foi o perdão eterno dos agentes crapulosos do Estado e seus mandantes.

A barganha espúria teve a conseqüência de manter o passado insepulto; há três décadas e meia seus fantasmas teimam em assombrar a Nação brasileira.

A ONU, a OEA e o Direito internacional acertadamente consideram aberrantes e ilegais esses simulacros de anistias emanados de ditaduras, pois a desigualdade de forças determina invariavelmente o resultado .

Canso de indagar: se Adolf Hitler houvesse montado farsa semelhante quando os aliados desembarcaram na Normandia, os altos dirigentes nazistas seriam poupados do julgamento de Nuremberg? 

Então, cabia ao Estado brasileiro, como uma das primeiras medidas da redemocratização, revogar a Lei de Anistia imposta --um mero habeas corpus preventivo de que os torturadores e seus mandantes se muniram-- e substitui-la por outra, compatível com um Estado de direito.

O governo de José Sarney (logo quem!) não fez a lição de casa, assim como não a fizeram todos os presidentes da República depois dele. 

Em 2008, o lançamento do livro Direito à Memória e à Verdade e a insubmissão de alguns comandantes militares que peitaram o governo, acendeu a polêmica no seio do Ministério de Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros Tarso Genro e Paulo Vannuchi defendiam a revisão da anistia de 1979, mas perderam a parada para a corrente do imobilismo, da omissão e da covardia, liderada pelo ministro da Defesa Nelson Jobim. 

Lula instruiu os ministros enaltecerem os resistentes, mas não tomarem nenhuma iniciativa concreta, em nome do seu governo, contra a Lei da Anistia. 

Evidentemente, com o Executivo fora da jogada, não se poderia esperar grande coisa do Legislativo e do Judiciário. 

Que o primeiro fingiria nada ter a ver com a encrenca era a chamada caçapa cantada.  

Pior ainda fez o Supremo Tribunal Federal em 2010, ao considerar plenamente válida uma armação que fez lembrar os sequestros de pessoas: os indiscutíveis representantes dos algozes mantiveram centenas de vítimas como reféns até que os presumidos representantes das ditas cujas concordassem em pagar o resgate exigido. Os que chamam isso de pacto, devem ter em mente a acepção goethiana do termo; os Faustos foram infaustos, enquanto Mefistófeles estava mefistofélico como nunca.

Genro e Vannuchi, para salvarem a própria imagem depois que Lula os desautorizou a cumprirem com seu dever, apontaram o caminho dos tribunais para os inconformados com a impunidade dos ogros. Várias tentativas têm sido feitas desde a ação pioneira da família Telles contra o torturador-mor Carlos Alberto Brilhante Ustra, algumas até indo além das primeiras instâncias,  sem que, contudo, fosse ultrapassado o derradeiro obstáculo: o STF.

Agora Dilma Rousseff terá outra oportunidade de fazer o que é certo, tomando a única atitude capaz de destravar esses processos: a de colocar todo o peso do governo federal a favor da revisão da Lei da Anistia. Caso contrário, a principal recomendação da CNV --acabar com a impunidade dos verdugos-- ficará no lero lero.

Talvez seja sua última chance de honrar o passado de resistente e torturada, depois de haver olimpicamente ignorado a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre os mortos do Araguaia.

Há quem acredite que, pelo menos no caso do atentado ao Riocentro, o STF deixará de se comportar como guardião da impunidade dos hediondos; afinal, cronologicamente, tal ação terrorista, datada de abril de 1981, não estava mais sob o guarda-chuva protetor da Lei da Anistia. Mas, ainda que isto ocorra, nada indica que abrirá um precedente para a condenação de réus de cometeram suas bestialidades no período permitido (até 15 de agosto de 1979). Não nos iludamos.

E é também sem ilusões que devemos encarar a possibilidade de que, façamos o que fizermos, talvez nenhum dos 196 acusados pela CNV acabe preso. Nossa Justiça é morosa ao extremo e permite uma infinitude de manobras protelatórias para os que podem pagar bons advogados. Mais da metade já morreu e, dada a idade avançada, poucos alcançarão a próxima década. Será melhor colocarmos nossas esperanças na justiça divina...

Ainda assim, não podemos fechar esta página vergonhosa da nossa História com um veredito tão dúbio.

Por um lado, o Estado brasileiro estaria admitindo que seus agentes podem ser anistiados após executarem prisioneiros indefesos, estuprarem, torturarem, maltratarem crianças para coagirem pais, ocultarem cadáveres, etc.

Por outro, instituiu as comissões de Mortos e Desaparecidos Políticosde Anistia e da Verdade para apurarem as atrocidades do período e, as duas primeiras, concederem reparações às vítimas ou seus herdeiros.

O que isto sinaliza para os pósteros? Que, em determinadas circunstâncias, eles poderão cometer os crimes mais atrozes sem serem punidos, correndo apenas o risco de ficarem com péssima imagem. Os cínicos concluirão que as generosas recompensas para quem serve aos déspotas compensam o mico de depois figurarem na História como vilões e serem alvos de escrachos...

É por isto que se impõe a substituição do simulacro de anistia por uma anistia de verdade! Os tentados a atentarem contra as instituições (e eles têm mostrado a cara por aí!) saberão que, da próxima vez, tendem a não escapar tão facilmente do merecido castigo.

Para os governantes que têm paúra de quarteladas, uma sugestão: se querem conceder algo aos velhos gorilas para apaziguá-los, que seja a garantia de não encarceramento dos condenados. Que, lá no fim da linha, os poucos que tiverem sobrevivido à maratona jurídica sejam indultados por velhice e/ou doença grave, ou mantidos em prisão domiciliar. Certamente não mostraram idêntica consideração para com nossos velhos, mas temos a obrigação de ser melhores do que eles.

No entanto, é como oficialmente culpados que eles têm de passar à História. Se quisemos respeitarmo-nos como povo e como nação. Se tivermos vergonha na cara.

OUTROS POSTS DO NÁUFRAGO DA UTOPIA SOBRE O RELATÓRIO FINAL DA CNV (clique p/ abrir):

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

BLOGPROG PUBLICA CARTA DE REPÚDIO A JAIR BOLSONARO

BLOGPROG PUBLICA CARTA DE REPÚDIO A JAIR BOLSONARO
LIGADO 10 DEZEMBRO 2014. (http://baraodeitarare.org.br/index.php…)
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A Comissão Nacional do Movimento de Blogueiros Progressistas e Ativistas Digitais (BlogProg) vem a público manifestar seu repúdio diante de mais uma cena de intolerância, desrespeito e preconceito protagonizada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), conhecido por suas posições políticas fascistas, pelo discurso de ódio e pela intolerância política.
Na sessão da Câmara Federal desta terça-feira, 9, ele extrapolou todos os limites ao agredir a deputada Maria do Rosário (PT-RS), dizendo em tom de ameaça que "só não te estupro porque você não merece". A parlamentar havia feito discursado em defesa do direito à memória, à verdade e à justiça sobre os fatos envolvendo a ditadura militar no Brasil. Bolsonaro, um saudosista do regime dos generais, reagiu com sua verborragia costumeira incitando a violência sexual contra a ex-ministra dos Direitos Humanos.
Essa não é a primeira vez que o deputado passa por cima da ética, envergonha a representação política e zomba da democracia brasileira. Por isso, nos juntamos às vozes que, em razão da flagrante quebra de decoro, exigem a cassação do seu mandato. Não podemos aceitar que essa nova agressão, a exemplo de tantas outras registradas à exaustão, passe despercebida sem sofrer nenhuma consequência. Um parlamentar que prometeu defender a Constituição Cidadã não tem o direito de continuar destilando ódio impunemente.
Para ativistas digitais, parlamentar 'destila ódio impunemente'.
BARAODEITARARE.ORG.BR|POR SUPER USER

Trecho Discurso emocionante da PRESIDENTA GUERREIRA -





Política no Face II
Comunidade · 81.945 curtidas
 · 10 h · 
Entrega do relatório da Comissão da Verdade. Para que os crimes da ditadura nunca mais se repitam. Para que o Brasil passe seu passado a limpo. E para que os fantasmas do passado continuem no passado. É o que querem todos os que defendem a democracia. Veja trecho emocionante da fala de Dilma Rousseff na cerimônia.

ES RESISTE - "Aos nossos mortos e feridos , nenhum minuto de nosso silêncio' #vamosficarjuntos - A LUTA CONTINUA





                                "Aos nossos mortos e feridos , nenhum minuto de nosso silêncio'
                                                #vamosficarjuntos - A LUTA CONTINUA

Hoje final do dia , a convite dO Jornal O Metro e a da TV Capixaba ,representantes de comissões da Verdade ( Estadual, UFES, Levante, de Resistentes - Representado por Iran Caetano ( PCdoB) e a Calles - Casa América Latina Liberdade e Solidariedade), e da campanha Vamos ficar Juntos - do fotógrafo italiano Oliviero Toscani, estiveram reunidos para uma conversa sobre o relatório final da Comissão Nacional da Verdade - entregue hoje cedo à presidente Dilma Rousseff . avaliarem os resultados .
Apesar de considerado de importância a Comissão da Verdade , foi unanime que a não existe parte de verdade.
Aqui no ES, não produzimos documentos da resistência Rural , Quase não temos dados da Guerrilha do Araguaia que perseguiram e fizeram presos políticos a vários daqui, incluindo os médicos Iran Caetano e Vitor Buaiz ( ex governador do ES) , presos por enviarem medicamentos a guerrilheiros no Araguaia.
Quase não se sabe que Franklin Martins é resistente e filho da terra
que Leonardo Boff e Frei Beto , resistiram aqui uma boa parte da ditadura, que foi aqui o último discurso de Marighella ( auditório dos Portuários), antes de ser preso, que Carlos Eugenio Carlos Eugênio Clemente , Ultimo comandante da ALN , tb. passou uma parte do tempo de resistência aqui, dentre outros guerrilheiros e resistentes,que Manoel Pacheco, criou o suplemento A GAZETINHA , também para burlar a censura e repressão e crianças(algumas com vários nomes diferentes) faziam ' inocentes' desenhos semanais para assim mandar msgs a Resistentes escondidos.
Não falamos da Importância do FATO HISTÓRICO produzido no Livro Memórias de uma guerra suja - escrito por Rogério Medeiros ( comissão do SINDIJOR) tb. preso político , que denunciava nas memorias de um Delegado do DOPS - Claudio Guerra, incineração de corpos de lideres da resistência: Major Cerveira, Fernando Santa Cruz, Luiz Maranhão...) numa fazenda em Campos, CAMBAYBA, hoje ocupada pelo MST e NÃO ASSENTADA ( perdemos uma grande oportunidade de iniciar a justiça )
Não punimos Camilo Cola - deputado Federal, um dos maiores financiadores da ditadura, escrachado pelo LEVANTE-ES e representado nos docs da CNV- pelo documento produzido pelo Levante da Juventude.
no final, tiramos uma foto para a campanha #VamosFicarJuntos . com assinatura do fotógrafos treinados pelo italiano Oliviero Toscani.
SIM, VAMOS FICAR JUNTOS, a LUTA CONTINUA. Queremos a verdade na integra e punição para os torturadores
Queremos que CAMBAYBA seja ASSENTADA URGENTE!
Ditadura Nunca Mais.



NOTA DE REPÚDIO - PUNIÇÃO PARA JAIR BOLSONARO


CUT RJ informa:

Aos
Sindicatos filiados, às federações e confederações CUTistas
e à militância que compõe a CMS e à população em geral

Companheiros(as),
Ref.: NOTA DE REPÚDIO - PUNIÇÃO PARA JAIR BOLSONARO
O deputado federal Jair Bolsonaro, do PP do Rio de Janeiro, já é bastante conhecido dos trabalhadores brasileiros. Ele costuma votar sempre contra projetos do interesse da classe trabalhadora. Mas Bolsonaro não é apenas um parlamentar contra os trabalhadores. Ele é contra as mulheres, os negros, os índios e homossexuais. Incita o ódio de classe e defende a volta da ditadura militar. E agora Bolsonaro se assume como um estuprador confesso.
Na última terça-feira, dia 9, em discurso na Câmara Federal, o deputado não deixou dúvida sobre o seu perfil, ao afirmar que só não estupraria a deputada federal Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, porque ela não merece. Disse mais: que o governo federal está trazendo para o Brasil a “escória do mundo” ao facilitar a entrada de haitianos, contratar médicos cubanos e permitir que iranianos não precisem de visto para visitar o país.
Esse é Bolsonaro, um inimigo público dos trabalhadores e da democracia. Não dá mais suportá-lo. Ele precisa ser punido em todas as instâncias possíveis.
Na Câmara Federal, partidos como PT, PCdoB e Psol já anunciaram que vão entrar com representação no Conselho de Ética da Casa, pedindo o enquadramento do parlamentar. Nas redes sociais, já circulam abaixo-assinados defendendo a cassação do mandato do deputado.
Queremos manifestar aqui a nossa solidariedade à deputada Maria do Rosário e dizer que o movimento sindical não se dobrará diante de mais uma violência contra uma combativa parlamentar e, por extensão, contra os trabalhadores. Não nos calarão!
Vale lembrar que o discurso raivoso de Bolsonaro foi em resposta a uma fala de Maria do Rosário, que registrava o encerramento dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade e que, em seu relatório final, a Comissão pede a punição de militares que mataram, torturaram e perseguiram ativistas políticos na época da ditadura militar.
A CUT deu a sua contribuição à Comissão da Verdade, tendo participado ativamente da apuração de casos de crimes praticados pela ditadura, que vitimaram centenas de trabalhadores. Queremos agora punição para os torturadores, assim como exigimos punição para Bolsonaro.
Entendemos que a ausência de punição ao parlamentar estimulará nas ruas as frequentes agressões contra mulheres, negros, índios, nordestinos e homossexuais. A sociedade brasileira saberá responder a essa onda de violência e a CUT está firme nessa luta contra os inimigos públicos dos trabalhadores.

Assinam esta Nota:
INDALÉCIO W SILVA
• Secretário de Organização e Política Sindical da CUT-RJ
• Secretário de Comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro
• Secretário Sindical Nacional do PT
AURÉLIO ANTONIO DE MEDEIROS
• Secretário Geral da CUT-RJ
• Presidente da Federação dos Químicos do RJ-CUT
• Secretário Sindical do PT do Estado do RJ


MST recebe homenagem da EMERJ por atuação na luta pela Reforma Agrária

Marina dos Santos, da Coordenação Nacional do MST em B rasília, receberá na Noite Desta quarta-feira (10/12), Uma medalha da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), EM Reconhecimento EAO Relevantes Serviços prestados Uma Sociedade brasileira e Ao Poder judiciário.



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REPÚDIO E INDIGNAÇÃO - PT na Câmara

Fernanda Tardin Tardin compartilhou a foto de PT na Câmara.
6 h ·
REPÚDIO E INDIGNAÇÃO
Leia a íntegra do discurso feito pelo líder do PT na Câmara , Deputado Federal Vicentinho (SP), no plenário da Câmara, repudiando a apologia ao estupro feita pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O líder do PT anunciou a adoção de todas as medidas judiciais e regimentais contra o parlamentar:

''O Deputado Jair Bolsonaro é representante, aqui neste Parlamento, de um outro estágio civilizatório: um que a sociedade brasileira felizmente superou, mas que não está enterrado porque tem nesse senhor sua cria, a destilar a grosseria, o ódio, o desrespeito e a violência próprios dos tempos de barbárie.
Hoje este senhor cometeu mais um ato torpe ao declarar que “não estuprava a deputada Maria do Rosário porque ela não merece”, deixando assim transparecer como lhe é admissível a ideia de assumir o papel de estuprador condicionando, porém, sua agressão ao “merecimento” da vítima, assim demonstrando a covardia que é tão típica dos estupradores.
A dignidade da pessoa humana, que é relembrada, comemorada e reivindicada nesta semana do Dia Internacional dos Direitos Humanos, é um valor estranho a esse senhor: tudo o que está em sua mente e em sua boca é maldade e depravação, marcas indeléveis do regime de usurpadores e torturadores que ele tanto defende.
Num exercício de paranoia conspiracionista, os malfeitos desse tempo de horror ele quer projetar no nosso governo, que ao contrário de tudo o que ele representa, é democrático e vitorioso. Nossa Constituição prevê punição para práticas discriminatórias que atentem contra os direitos e liberdade fundamentais. O artigo 1º, da Carta Magna fundamenta-se, entre outros valores, na cidadania e na dignidade da pessoa humana e no pluralismo político.
Diante disso, a Bancada do PT decidiu tomar todas as medidas judiciais e regimentais contra o deputado Jair Bolsonaro. A barbárie cometida hoje no plenário da Câmara ofende a cidadania brasileira e as consciências das pessoas que lutam por uma sociedade civilizada, tolerante e democrática. No âmbito do Parlamento e do Judiciário, todas as iniciativas serão tomadas por nós, parlamentares da Bancada do PT, já que as declarações – ameaças – de Bolsonaro demonstram total desrespeito à condição de representante do povo deste país.
Cara companheira deputada Maria do Rosário, temos orgulho do seu caráter e do seu compromisso com a dignidade humana. Não se deixe abater por este ataque vil e conte sempre conosco.''

Aos Nossos Mortos e Desaparecidos , NENHUM MINUTO DE NOSSO SILÊNCIO. A luta Continua, companheiro!

Bom dia!
Aos nossos mortos e desaparecidos nenhum minuto de nosso silêncio!
O Brasil entrega hoje documentos sobre a ditadura Militar.
Não podemos , com isto , ter qualquer tipo de sensação de justiça.
Não fizemos justiça, não encontramos nossos desaparecidos, não prendemos ESTUPRADORES, Torturadores.

Não sabemos , em muitos lugares ( como aqui no ES) , fatos importantes da Ditadura: quem, onde, quando.

Camilo Cola, aqui ainda é comandante, aliado inclusive de muitos companheiros...foi apontado como destaque , na entrega dos documentos a Presidenta Dilma, como um dos principais financiadores da ditadura . è ainda deputado federal, aliado político de quase todos os políticos do Sul do estado. financiadores seguem livres e financiando outros golpes ,ainda nos dias atuais.
Por Exemplo :
No ES, local onde ficou bom tempo Carlos Eugênio Clemente, ultimo comandante da ALN  nada ou quase nada se tem de oficial sobre a existencia de Guerrilhas ou guerrilheiros. Nada temos referente a ALN no ES e olha que  trata-se da maior guerrilha urbana da resistência brasileira .
Não fiquemos com sensação de justiça: Não temos a verdade, não temos punição......... A LUTA CONTINUA companheiros.