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sábado, 15 de novembro de 2014

Vim de longe e vou mais longe.


Marlúzio F. Dantas, Outubro de 2014. Nascido para viver, vivi...

Vim de longe e vou mais longe.

Como pensador do marxismo atualizado em Gramsci e Guevara, de tempos em tempos faço uma análise do marxismo e sempre rompo novamente com o Stalinismo Russo, por seus equívocos da condução política. A Social Democracia Alemã também nos mostra como não fazer Socialismo, muito bem questionada por Rosa Luxemburgo na primeira metade do século passado; interessante, como a história se repete ao longo do tempo, só que em estágios superiores da sociedade.
Poderíamos dizer que o que acontece hoje no Brasil, com o retorno ao clamor nas ruas por justiça social, seria o mesmo do cenário Alemão no período compreendido entre as duas grandes Guerras. “Naquela época, um Sardo, corcunda e de saúde frágil, em seus cadernos do cárcere, pois, preso estava pelo Fascista Benito Mussolini, profetizava:” Negligenciar e desprezar os movimentos ditos espontâneos, ou seja, renunciar a dar-lhes uma direção consciente, a elevá-los a um patamar superior, inserindo-os na política, pode ter consequências sérias e graves." Os últimos encontros sindicais e de partidos dito de "esquerda" negligenciaram estes conselhos.



Uma única voz saiu das sombras para questionar e chamar à atenção para os movimentos da direita, do PIG e dos coxinhas, trata-se do Governador do Rio Grande, Tarso Genro, não por ser comunista, mas, por ser um estudioso do pensamento gramsciniano que no mesmo caderno do cárcere acrescenta:" (...) Uma crise econômica determina, por um lado, descontentamento nas classes subalternas e movimentos espontâneos de massa, e, por outro, complôs de grupos reacionária que exploram o enfraquecimento objetivo do governo para tentar golpes de Estado.”.

O movimento das ruas não significa que vivemos hoje no Brasil uma crise econômica, muito pelo contrário, vivemos pela primeira vez o momento de pleno emprego, visto que a taxa de desemprego beira os 5 %. Porém, as ruas me dizem:" queremos trabalho digno e melhor distribuição de renda." Ou acordamos para isso, ou, infelizmente, "sinto um cheiro de 64 no ar".

Ukraine warns EU of 'full-scale' Russian attack

Na minha leitura da situação Putin deveria ter ocupado a Ucrânia logo no início quando o Right Sektor e os golpistas tomaram o poder colocando Poroshenko, um visivel fantoche, no poder. Seria muito mais fácil, apropriado e aceitável, desde que depois de uma limpeza houvesse eleições verdadeiras sem pressões onde a população pudesse votar naturalmente. Mas tudo indica que era necessário que o tempo mostrasse o certo pelo desastre que é a Ucrania e o quanto pode deteriorar sem a presença da Russia para garantir estabilidade economica e social. Hoje, tanto o governo é inaceitavel pela sociedade como as pressões a que está sendo submetida para combater a Russia é intensa. No entanto parece que agora esta possivel investida de Putin venha a permitir o reconhecimento da próipria sociedade ucraniana da necessidade de uma intervenção desde que as condições internas estão de mal a pior. Portanto uma ocupação russa é a melhor solução para a Ucrânia desde que no inverno a falta de gaz seria catastrófico. E isto está sendo levado em consideração porque, afinal de contas, quem irá aquecê-los neste inverno e garantir meses de abastecimentos de toda sorte que com certeza faltarão, inclusive de víveres?

Rebello
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Ukraine warns EU of 'full-scale' Russian attack
 
14.11.14

By Andrew Rettman

BRUSSELS - Ukraine’s ambassador to the EU has warned Brussels that Russia is preparing “a new full-scaled offensive operation” in Ukraine.
 
Konstiantyn Yelisieiev wrote in a letter - seen by EUobserver - to EU embassies in Brussels on Wednesday (12 November) that the Russian intention is clear from troop movements and from increasingly hostile anti-Ukraine propaganda.
 
He urged the EU to put “diplomatic pressure” on Moscow to return to US and EU-mediated peace talks in the so-called Geneva format.
 
He urged it to impose “a new wave” of preventative sanctions, such as blacklisting more Russian officials and raising the “economic … cost” of Russia's actions.
 
He also accused Moscow of trying to undermine the political process in Kiev in order to make Ukraine a “failed state”, while calling on Europe to maintain “technical and financial support” in areas such as judicial and constitutional reform.

Yelisieiev’s warning comes ahead of the first meeting of EU foreign ministers, on Monday, to be chaired by the bloc’s new foreign policy chief, Federica Mogherini.

Mogherini’s spokeswoman, Maja Kocjiancic, told EUobserver that Ukraine will be “one of the main topics” of discussion.

“It’s important that peace efforts continue ... there will be a political debate about the situation on the ground and the EU response”.

Mogherini herself earlier said the ministers might expand EU blacklists on Russia but that talk of further economic sanctions will wait for December’s EU summit.

Fresh assessments by the US and by Nato corroborate Yelisieiev’s warning.
Speaking at the UN Security Council on Wednesday, US ambassador Samantha Power said “Russia is … surging more forces and more equipment across the border”.

She noted that since 9 November, the US has seen: 17 unmarked trucks moving toward the ceasefire line near Donetsk in east Ukraine; movements of 43 more military vehicles in the Donetsk area, some towing large-calibre howitzers and multi-launch rocket systems; and new “columns of … Russian tanks, Russian artillery, Russian air defense systems, and Russian combat troops entering Ukraine”.
US general Philip Breedlove, who is also Nato’s top military commander, echoed Power at a think-tank event, also on Wednesday, in Sofia.

“What worries me the most … is that we have a situation now where the former international border, the current international border, of Ukraine and Russia, is completely porous; it is completely wide-open. Forces, money, support, supplies, weapons are flowing back and forth”, he told press at a meeting of the Atlantic Club of Bulgaria.

He noted that pro-Russia fighters in east Ukraine control “pockets” of territory, but do not hold strategic airports and have “interrupted” lines of communication.

Ukrainian analysts also say Russia needs to create a land corridor to Crimea, which it annexed in March, but which it can only reach by sea.

In August, Russia seized the town of Novoazovsk in south-east Ukraine, creating a potential staging post for an attack on the Ukrainian-held city of Mariupol - the main obstacle for the Crimea land bridge.

Looking at the recent movements of Russian forces in Ukraine, Breedlove added: “My strategic team believes … that these forces will go in to make this [the patchwork of Russia-controlled territories] a more contiguous, more whole and capable pocket of land in order to then hold onto it long-term”.

Meanwhile, Nato secretary general Jens Stoltenberg told Germany's Bild newspaper on Friday that "in the past days ... Russia has again brought arms, equipment, artillery, tanks, and rockets over the border into Ukraine".

“Putin has clearly broken the truce agreement and has violated Ukraine’s integrity".
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Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto - Cavalo de Pau


Las FARC rechazan declaraciones del jefe del Ejército Nacional y dicen que están dispuestas de negociar de la liberación de dos soldados capturados en combates en Arauca

              Fue en Arauca donde el sub teniente del Ejército Nacional, Raúl Muñoz, violó y asesinó tres menores y 
              en donde las Fuerzas Militares han intentado de ocultar matanzas como la de Santo Domingo, donde 
              asesinaron a 25 habitantes civiles en un bombardeo, la mitad de ellos niños.





Las FARC rechazan declaraciones del jefe del Ejército Nacional y dicen que están dispuestas de negociar de la liberación de dos soldados capturados en combates en Arauca

Por ANNCOL, Estado Mayor Bloque Comandante Jorge Briceño de las FARC-EP
En un comunicado del Bloque Comandante Jorge Briceño de las FARC-EP, la guerrilla rechaza las declaraciones del jefe del Ejército Nacional, el general Lasprilla que protesta por la captura en combate de dos militares, dos abatidos y cuatro heridos. Según el general, la guerrilla tenía planes de tomar la ciudad Tame en el departamento de Arauca, lo cual las FARC rechazan como una mentira.

Los medios de comunicación oficialistas también han citado y respaldado las declaraciones del general, diciendo que la guerrilla se había comprometido de no hacer “secuestros”. Pero las FARC sostienen que los combatientes de ambos lados son objetivos militares, no puede ser que solo un bando tiene derecho de tomar prisioneros de guerra o de disparar. Existe un conflicto armado donde ni siquiera existe un alto al fuego por que el gobierno de Santos prefiere negociar en medio de la guerra en La Habana.
Como un servicio a nuestros lectores, ANNCOL reproduce abajo el comunicado de la insurgencia para que Usted saque su propia conclusión.


Un tanque patrulla en las ciudades de Saravena, departamento de Arauca. Contra el Derecho Humanitario Internacional esta situada la guarnición militar y aprovecha la población civil como un escudo humano.


COMUNICADO
El señor general Lasprilla, comandante del Ejército Nacional, ha salido a los medios a mentir nuevamente con relación a las FARC-EP y a los desarrollos del conflicto armado interno.
No es cierto que unidades del Décimo Frente Comandante Arcesio Niño y la compañía Alfonso Castellanos tuvieran preparado un ataque contra la población de Tame, Arauca, el pasado 9 de noviembre, el cual supuestamente fue frustrado por el accionar de las tropas oficiales. Ese día lo que tuvo lugar fue la operación HONOR Y GLORIA A NUESTROS MÁRTIRES, en desarrollo de los actos conmemorativos al tercer aniversario del asesinato de nuestro Comandante Alfonso Cano.
La operación desarrollada entre las 2:45 y las 3:30 de la tarde del pasado 9 de noviembre, consistió en el asalto y copamiento a una patrulla de la brigada móvil 34, perteneciente a la Fuerza de Tarea Quirón, cumplido en la zona rural, vereda la Esperanza, de dicho municipio, con saldo de dos soldados muertos, cuatro heridos, dos capturados y el siguiente armamento recuperado: una ametralladora Neget calibre 2.23 con cañón de repuesto, un lanza granadas múltiple MGL con 6 granadas de 40 mm, 3 Fusiles M16 calibre 2,23 con miras, 9 proveedores, 5 cananas y un cañón para ametralladora M-60, 2.23 , 19 granadas M 26, 14 equipos con su dotación y abundante material de información, al que se suma variedad de material de intendencia.


Los guerrilleros en en Arauca entraron en combate con la patrulla del Ejército Nacional con el resultado negativo por parte del Ejército.


Tampoco es cierto que las FARC-EP hayamos secuestrado a los dos soldados profesionales. Los uniformados Paulo Cesar Rivera y Jonatán Andrés Díaz fueron hechos prisioneros tras haber sido reducidos en combate abierto. Ni mucho menos es cierto que obrando de ese modo estemos violando los derechos humanos o el derecho internacional humanitario. Por el contrario, lo que estamos haciendo es obrar en cumplimiento de dichos preceptos legales internacionales, respetándoles su vida e integridad física y otorgándoles el trato humanitario que merecen. Muy al contrario de lo que hizo el Ejército Nacional, por órdenes del Presidente Santos, cuando procedió a ejecutar a nuestro Comandante Alfonso Cano tras haberlo bombardeado y reducido.
Mucho menos es cierto que las FARC-EP estemos faltando a nuestro compromiso de no realizar ningún tipo de retenciones. El general Lasprilla y todo el país conoce que desde el mes de febrero de 2012 las FARC-EP, de manera pública, expresamos nuestra decisión de no realizar retenciones con fines financieros, fenómeno completamente distinto a la captura de prisioneros de guerra. Tras sus permanentes operaciones aéreas de bombardeo y ametrallamiento, la tropa desembarca y captura guerrilleros heridos y sobrevivientes, para conducirlos a las prisiones del Estado en las que se los somete a tratos discriminatorios e inhumanos. A diferencia del Estado y el gobierno, las FARC-EP manifestamos nuestra voluntad de dialogar acerca de la liberación de los prisioneros.
Miente finalmente el general Lasprilla cuando pretende que sus tropas puedan perseguir, reprimir, bombardear, ametrallar, asesinar, secuestrar, amenazar y realizar todo tipo de acciones criminales contra la inconformidad popular y la insurgencia armada, pero condena la legítima respuesta que se levanta heroicamente por el pueblo de Colombia. No se puede entender cómo un régimen que habla de paz y reconciliación se niega tozudamente a pactar un alto al fuego o armisticio reiteradamente propuesto.
Estado Mayor Bloque Comandante Jorge Briceño de las FARC-EP
Montañas de Colombia, 14 de noviembre de 2014

Cuba e empresas brasileiras fecham US$ 120 milhões em negócios

Cuba e empresas brasileiras fecham US$ 120 milhões em negócios

Em sete dias, Brasil fecha mais de US$ 120 milhões em negócios 

com Cuba. Participaram de evento em Havana empresas brasileiras 

dos mais variados segmentos – moda, casa e construção, alimentos e

 bebidas, higiene e cosméticos, máquinas e equipamentos, cutelaria,

 transporte e tecnologia da informação

Em sete dias, Brasil fecha mais de US$ 120 milhões em negócios com Cuba. Participaram do evento empresas dos mais variados segmentos – moda, casa e...
PRAGMATISMOPOLITICO.COM.BR

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

País dividido?

Publicado em  

Por Adriano Benayon | Brasília, 10/11/2014

Só insensatos duvidam que a união faz a força. Quanto mais dividido um país, mais fraco ele fica. Por isso, os impérios, sempre usaram a estratégia de dividir os povos a conquistar.

2. “Divide et impera” foi o lema da Roma Antiga, durante os setecentos anos em que dominou o mundo, e de outros, antes dela. Tem sido seguido, com semelhante perfídia e brutalidade, pelo império britânico e por seu sucessor, o angloamericano, nestes 350 anos.

3. O Brasil é vítima da predação imperial, desde quando exportava suas mercadorias sob direção das casas comerciais britânicas e tinha as finanças externas e a infra-estrutura controladas por bancos e empresas estrangeiras.

4. Ao aparecer, com capitais nacionais, a promissora industrialização, na 1ª metade do século XX, antes, durante e depois da Revolução de 1930, o império, descontente com isso, fomentou o divisionismo em nosso País, justamente em São Paulo, onde despontara a industrialização, e de onde saía o café e outros produtos exportados.

5. No início dos anos 30, tendo as receitas da exportação caído 2/3 em relação a 1929, sobreveio a falsamente denominada revolução constitucionalista de 1932. De fato, o governo chefiado por Vargas já organizava eleições e o processo que culminou na Constituição de 1934.

6. O movimento de 5 de julho de 1932, de conotações separatistas, visava, na realidade, sustar a industrialização e reamarrar o comércio exterior à finança e à direção imperiais.

7. Foi liderado pelos barões da pseudo-elite agrária da Av. Paulista, econômica e culturalmente vinculados a Londres, juntamente com a grande mídia prostituída.

8. Atitude irracional, pois o retrocesso ao modelo colonial prejudicaria os industriais e até os cafeicultores, que estavam sendo salvos da ruína pela política do presidente Vargas, através da compra pelo governo dos invendáveis estoques de café e de sua queima.

9. Esse é um dos antecedentes do presente tsunami de ignorância, que leva os pró-imperiais de hoje a alimentar mentiras, como a que atribui as misérias do País ao Nordeste e ao Norte, quando elas provêm do modelo dependente, adotado a partir da queda de Vargas, em 1954, quando a política passou a favorecer os carteis transnacionais.

10. É por causa desse modelo que a economia do Brasil se desnacionaliza  desindustrializa, que as transferências de renda das transnacionais para o exterior só aumentam e que se criaram mecanismos para fazer crescer, sem parar, a dívida pública.

11. Para poder encobrir os fatos importantes, o império, desde os anos 50, investe bilhões de dólares, em contracultura, desinformação e aviltamento dos padrões éticos e culturais, além de cooptação de pessoas em todas as instituições públicas e privadas de maior porte.

12. Essa é a corrupção da grossa, incrementada aceleradamente nos mandatos de FHC (1995-2002), que a mídia sequer menciona. É a que faz dezenas de milhões de brasileiros crerem que um governo do PSDB, vinculadíssimo aos interesses imperiais reduza, e não aumente, a corrupção.

13. Apesar do tsunami de ignorância gerado pelo império e das fraudes eleitorais, o povo brasileiro escapou da radicalização do entreguismo. Entretanto, não escapou de seu avanço, impregnado que está na estrutura econômica e nas instituições.

14. A presidente é alvo de intensa campanha de desestabilização, visando, no mínimo, a acuá-la a fazer concessões mais radicais que as que têm feito a banqueiros e transnacionais.

15. As influências imperiais estão dentro do próprio Executivo e suas agências reguladoras, e também no PT, que nunca mostrou consciência clara da questão nacional em face das transnacionais e das potências que as representam.

16. Além disso, o Congresso e os executivos e legislativos estaduais têm composições cada vez menos favoráveis aos interesses do País, e os demais poderes e instituições da República estão grandemente infiltrados pelos esquemas pró-imperiais.

17. Ilustrativa de não ter cessado a campanha de desestabilização da presidente, sequer no dia das eleições, foi a balela proclamada nas grandes redes de TV, na mesma noite do resultado, segundo a qual o País estaria dividido, diante do apertado resultado das urnas.

18. Logo a seguir, comentaristas e pseudocientistas políticos passaram a difundir a estória de que a divisão do País se manifesta ao longo de linhas de classes sociais e de áreas geográficas.

19. Mais relevante do que fomentar a divisão entre as regiões Norte e Nordeste e o Sul, seria reconhecer a falta de acesso do grosso da população do País inteiro a condições de vida condizentes com os excelentes recursos naturais do País e com as possibilidades tecnológicas dele, se não tivesse sido alijado do real desenvolvimento, devido ao modelo econômico dependente.

20. Esse modelo causa o endividamento, os juros absurdos, as transferências de renda ao exterior, o atraso tecnológico e tudo mais que enfraquece o País.
21. Ele vem de meados dos anos 50, sendo, pois, ridículo atribuir suas mazelas só ao presente Executivo federal. Cabe, condenar, em primeiro lugar, governos que mais contribuíram para acentuá-las.

22. O ridículo chega ao absurdo, quando os entreguistas acusam o Executivo de que sua política econômica afugenta os investidores. Ora, o montante dos investimentos, mormente os estrangeiros, nunca foi tão alto. Entretanto, mais que proporcionalmente crescem as transferências de renda e de supostas despesas para o exterior, e mais ainda as de recursos reais.

23. É o modelo de dependência financeira e tecnológica que faz minguar verbas para os investimentos produtivos e sociais, e também direcionar erradamente boa parte deles.

24. Ora, quanto maior o espaço geográfico do mercado nacional, mais cada região tem a ganhar com o comércio e a interação financeira internos.

25. De todo o exposto, decorre que o império, primeiramente tratou de desestruturar o País como um todo. Isso o amoleceu para a etapa seguinte: desmembrá-lo, como se delineia, em face das demarcações de supostas terras indígenas, sobre tudo na Amazônia, entregando-as ao controle de fundações, ONGs e igrejas controladas pelos oligarcas donos dos carteis mineradores de âmbito mundial.

26. Outra vertente do projeto separatista parece ser a radicalização da ignorância política e econômica, que investe nas diferenças regionais e de classes de renda.

27. Essa está imbricada com o divisionismo ideológico direita/esquerda. O império angloamericano o tem fomentado, em todo o mundo, desde os tempos da revolução francesa. No Brasil, muito contribuiu para acirrá-lo, a tentativa de golpe comunista em 1935.

28. Especialmente em função da geopolítica, nunca foram altas as chances de o partido comunista chegar ao poder, mesmo em curtos períodos pós-2ª Guerra Mundial, em que contou com recursos e teve apreciável penetração eleitoral. De qualquer forma, a suposta ameaça comunista encaixou-se como uma luva na estratégia imperial para fazer abortar o desenvolvimento do Brasil.

29. Assim, qualquer coisa que implicasse modificar a arcaica estrutura social e que não fosse favorável aos carteis econômicos e financeiros transnacionais, passou a ser associada ao comunismo, na versão da grande mídia e dos demais instrumentos da intervenção imperial angloamericana.

30. Não só empresas transnacionais, mas também industriais e outros empresários nacionais investiram para derrubar os governos voltados para o desenvolvimento industrial e tecnológico.

31. Mas os proprietários brasileiros foram expropriados – não, como temiam, pelos comunistas – mas, sim, pelo capital estrangeiro, privilegiado com favores inacreditáveis por governos egressos de golpes cuja direção, como, em 1954, era orientada de fora do País.

32. Esse resultou da armação por serviços secretos estrangeiros de atentado para supostamente matar um adversário do presidente, no qual foi morto um oficial da Aeronáutica. Os comunistas não apoiavam Vargas e até o criticavam.

33. Em 1964, a par das provocações suscitadas para envolver o governo em atos de indisciplina de militares, houve intensa campanha para que fossem vistos como de molde comunista os projetos de reforma econômica e social de Goulart.

34. Apesar de o PT não representar resistência séria à intensificação do modelo dependente, ele nasceu sob falsas bandeiras vermelhas, para dividir a esquerda e, em última análise, participar dos golpes do sistema para cortar as chances de Leonel Brizola.

35. Apesar também da política externa simpática a governos vizinhos de inclinação bolivariana, embora não partilhando dela, a retórica e os clichês do PT e sobre ele oferecem campo fértil ao império angloamericano para pressionar a presidente e intensificar as ações para a sua desestabilização.
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* – Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento

Enfim: O Es na luta pela Liberdade dos 5 cubanos e Associação Jose Marti



Olá! Venho convidar aos amigos e professores para este inicio de formação.

Uma noite há muito aguardada, primeira reunião para a formação da ACJM-ES e criação do Comitê Brasília Solidariedade Cuba pela libertação dos Cinco.

A Próxima será uma Reunião ampliada, no dia 21 de novembro,18h na Camara Municipal de Vitória- TODOS são importantes e bem vindos. Juntos somos fortes.

"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.


Marlúzio F. Dantas, Hoje, Chove ontem, Nascido para Viver, vivi...
"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.
"O Movimento Separatista da elite paulista de 1932 e o movimento hoje do Não vai ter Copa".
'Revolução'
Um dos revisionismos mais evidentes da história brasileira diz respeito às leituras do levante que se iniciou em 09 de julho de 1932.
Faz parte do exercício da historiografia conservadora, em sua matriz paulista, vender a ideia de que uma típica revolta oligárquica teria sido uma revolução popular. Dessa maneira, somos obrigados, desde 1997, a comemorar as aspirações da elite paulista de outrora em retomar o controle do país.
Não se trata aqui de fazer a apologia do varguismo, o que seria um exercício míope e equivocado.

A ditadura instaurada por Getúlio Vargas a partir de 1937 foi um dos momentos mais sombrios da história brasileira. Querer vender, entretanto, a ideia de que os paulistas se revoltaram para fundar uma institucionalidade democrática e defender a legalidade constitucional é algo da ordem da piada malfeita e de muito mau gosto.
Expulsa do poder por ser o eixo de uma República de fachada, assentada sobre os piores laivos autoritários e periodicamente sacudida por revoltas populares, a elite paulista procurou criar para si uma história de glória e resistência.
O descontentamento popular com os pilares da República oligárquica e com a sua política dos governadores era de ordem tal que governos como o do mineiro Arthur Bernardes somente foram possíveis sob estado de sítio permanente.
Outros, como o do presidente Washington Luís, governaram sob a Lei Celerada, de 1927, que censurava a imprensa e restringia o direito de reunião. Contudo, na defesa entusiasta do "espírito insubmisso de nosso povo", tal descontentamento desaparece.
O fato impressionante é como tal momento é usado atualmente por alguns que procuram recriar nossa história como se ela fosse à luta contínua contra o "perigo populista".

Estes que têm um cuidado especial para com o risco populista, sempre prontos a denunciar as pretensas derivas em direção às modalidades de "chavismo", são estranhamente complacentes com os fundamentos oligárquicos dos Poderes no Brasil e em nosso Estado de São Paulo. Talvez porque eles gostem mesmo é de uma República nos moldes da que existia no país até 1930.
Isso apenas demonstra como o escritor George Orwell estava certo ao lembrar que "quem controla o passado controla o futuro".
Os embates históricos têm a característica de nunca terminarem completamente, de ressoarem como matriz de compreensão das lutas presentes. Por isso, quando levarmos hoje nossas crianças para desfiles, seria bom nos perguntarmos o seguinte: o que estamos mesmo comemorando?

Do mesmo modo quando vemos os nossos jovens incitados pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) capitaneada pelos Marinhos mudarem da agua para vinho quando convocava o povo a celebrar a grande vitória do governo do presidente LULA com a escolha do Brasil como país sede da Copa de 2014.
Digo: que não se trata aqui de fazer a apologia ao lulismo, mas, se assim o fosse, não seria uma tarefa difícil e, nem tão pouco equivocada; visto que, o DNA governo do presidente LULA continua no governo da presidenta DILMA, isso, salta aos olhos, para um observador arguto, pois, muito e em muito mesmo diferem do DNA das elites paulistas de ontem e de hoje.
Portanto, a elite paulista de hoje e não é de hoje que ela tenta repetir em 09 de Julho de 2014, aquele de 1932 mesmo que, para isso, ainda utilize os mesmos chavões e a mesma mídia golpista.
Uma no Cravo,
Outra na ferradura.

QUEREMOS MAIS, Requião para Ministro da Agricultura




Pegando uma postagem antiga, justificamos nossa preferencia.
Porque nós QUEREMOS MAIS, Requião para Ministro da Agricultura
O resto fica por conta do ABREU,
numa linguagem golpista http://jornadaagroecologia.com.br/node/105
é ele, pra gente seguir em frente, Requiao para ministro da agricultura
Norma Dias, é ele?
Marcando Fernanda Tardin
Agricultores brasileiros e a multinacional Monsanto não conseguem chegar a um acordo sobre a cobrança de...
JORNADAAGROECOLOGIA.COM.BR

Katia abreu é mais um dos Boatos contra Dilma. .
Os movimentos de modo geral, diante da conjuntura e do histórico, tende a apoiar o nome de REQUIAO para o ministerio da Agricultura.
Precisamos combater a manipulação e a pressao. Precisamos todos pautar a preferencia: Requiao para ministro da Agricultura.

Caros amigos Aproveitando o fim de ano os ruralistas se articulam para emplacar sua principal representante no congresso, a senadora Kátia Abreu (PSD - TO),...
AVAAZ.ORG

Ciro Gomes -Futuro Ministro da Ciência e Tecnologia


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Futuro Ministro da Ciência e Tecnologia no segundo mandato da presidenta DILMA, Ciro Gomes do (Pros).
O secretário estadual da Saúde do Ceará, Ciro Gomes (Pros), senta a pua em Eduardo Cunha (RJ), pré-candidato a presidente da Câmara dos Deputados. Ciro...
POCOS10.COM.BR

Mujica falou sobre as marcas deixadas pela ditadura no país

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No último bloco do programa, Mujica falou sobre as marcas deixadas pela ditadura no país, lembrou os horrores que passou quando esteve preso, e explicou o motivo de muitas das investigações não terem resultados, mas disse que não irá parar de trabalhar até a verdade ser descoberta.

Enviado por Vitor B.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

The Take (2004) Occupy, Resist, Produce! (english sub)


PONTE BETINHO DE SOUZA, uauauauaua

Ademir Ribeiro compartilhou um link —
Projeto segue para Comissão de Constituição e Justiça da Câmara
OGLOBO.GLOBO.COM

A Doutrina do Choque (The Shock Doctrine) - Naomi Klein [completo] - A psicologia de massa na economia neoliberal


Elizabeth Warren Brings News Anchors To Knees


Brasil y Unasur abogan por más igualdad en Suramérica

Samper y Rousseff se reunieron este lunes en el Palacio de Planalto. (Foto: @ernestosamperp)


En Brasilia, Dilma Rousseff y Ernesto Samper, ratificaron su voluntad de reducir desigualdades en la región y seguir trabajando por la integración.
 
La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, y el secretario general de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), Ernersto Samper, abogaron este lunes por consolidar una Suramérica más igualitaria y más integrada.

En una reunión sostenida en el Palacio de Planalto (Brasilia), los representantes señalaron la importancia de seguir ratificando acuerdos en pro de intensificar la defensa y mejorar la infrestructura en el continente.

A través de la red social Twitter, Samper saludó el encuentro:

En lo económico, Rousseff indicó que la prioridad es la mejora de la competitividad, pero aclaró que los países suramericanos "no tienen que salir a buscar posibilidades de desarrollo en otras partes del mundo, pues las oportunidades están aquí".

En ese sentido, aseguró que eso "lo demuestran las posibilidades de crecimiento del comercio" y de las "inversiones mutuas", que se deben apuntalar a corto plazo con proyectos de infraestructura que "involucren a más de dos países" en sectores como los ferrocarriles, las hidrovías y las carreteras.

"Tienen que ser proyectos de interés multinacional y encontramos el apoyo de Brasil para apoyarlos", declare.

Diálogo en Venezuela

Por su parte, el secretario general hizo referencia a la situación de Venezuela e informó que estará presente en los diálogos de paz entre el gobierno de Nicolás Maduro y la oposición para seguir actuante y vigilante en todos los casos en que se pueda comprobar que hay una amenaza de ruptura del orden democrático en el país suramericano.

Samper explicó que, durante su audiencia con Rousseff, también fueron tratados algunos aspectos de la próxima Cumbre de la Unasur, que se celebrará en Ecuador los días 4 y 5 de diciembre.

Según Samper, se requieren "acciones concretas" a fin de que "los suramericanos sientan que la Unasur es un escenario para hacer cosas y no sólo para discutir cosas".

Esta fue la primera reunión entre Rousseff y Samper luego de la reelección de la Presidenta de Brasil, el pasado 26 de octubre.

Tras esas elecciones, el secretario general de la Unasur le envió un saludo por su victoria en el balotaje, al tiempo que felicitó al pueblo por la lección de democracia ofrecida en las urnas.
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Relações Brasil - Alemanha

Disciplinas, Política Internacional

Relações Brasil-Alemanha


*Por Phill Estre.
 
Bem sabemos que a Europa tem papel de destaque nas relações exteriores do Brasil desde os tempo de colônia. Apesar disso, poucos se lembram de que a Alemanha é há décadas um dos mais importantes parceiros internacionais do Brasil.
 
Essa relação iniciou-se ainda no século XIX, com a influência cultural, forte especialmente no Sul do país, para onde significativas levas de imigrantes alemães se dirigiram. Durante a década de 1930, o Brasil soube explorar habilmente a competição entre o país europeu e os EUA pela hegemonia mundial por meio da “equidistância pragmática”, conforma definida por Gerson Moura. E, de fato, no ano de 1936, a Alemanha foi a principal parceira comercial do país.
 
Após a II Guerra Mundial, na esteira do processo de recuperação do Velho Continente, as relações entre nosso país e RFA ganharam novamente densidade. O acordo de nuclear de 1975 para a construção de usinas nucleares nos releva que a aproximação é também político-estratégica. Diversos projetos de cooperação científica e tecnológica estão atualmente em andamento. Não por acaso A. C. Lessa afirma que a Alemanha faz parte do Eixo Instrumental das relações do Brasil com a Europa, caracterizado “pela confluência das duas dimensões, econômica e cultural”. Ainda segundo o autor, “as relações com a Alemanha e com a Itália constituem o eixo no qual historicamente se realizaram os interesses brasileiros na Europa Ocidental no pós-Guerra, e foram [...] os relacionamentos mais estáveis e efetivos da Vertente Europeia da política exterior da nação, provendo-lhe instrumentalidade tanto sob a ótica das relações econômicas quanto sob a da cooperação política”. (LESSA, Antônio Carlos. Uma parceria em construção. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013, p.27).
 
Em abril de 2014, ocorreu o Encontro Brasil-Alemanha 2014: Visões e Revisões. O Embaixador Eduardo Dos Santos, em sua intervenção, conseguiu sintetizar com maestria as relações entre os dois países. Segue abaixo sua intervenção, ótimo resumo para estudar para o CACD - Concurso de Admissão à Carreira Diplomática..
 
Intervenção do Senhor Secretário-Geral das Relações Exteriores, Embaixador Eduardo dos Santos, no Encontro Brasil-Alemanha 2014: Visões e Revisões
 
Foi com grande satisfação que aceitei o convite do Embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa para abrir este Encontro Brasil-Alemanha 2014, e o fiz por dois motivos. Em primeiro lugar, por tratar-se de convite do Embaixador Seixas Corrêa, meu antecessor na Secretaria-Geral das Relações Exteriores e um dos diplomatas brasileiros mais destacados, há quase meio século servindo ao Brasil com seu saber, sua inteligência e seu espírito público. E, em segundo lugar, por vivermos momento de particular dinamismo nas relações entre Brasil e Alemanha.
 
Esse bom momento das relações bilaterais ficou mais uma vez evidenciado no último dia 21 de março, quando o Ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado realizou sua primeira visita de trabalho a Berlim. Na ocasião, o Ministro Figueiredo e o Ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, tiveram a oportunidade de repassar a amplíssima agenda bilateral em todos os seus quadrantes – econômico, político, educacional, cultural, ambiental, energético, etc. – além de explorar novas possibilidades de cooperação em áreas como defesa e segurança cibernética, aprofundando a Parceria Estratégica que une os dois países.
 
A relação bilateral que temos hoje tem suas origens nos laços antigos e densos que Brasil e Alemanha construíram ao longo do tempo. Foi significativa a projeção que o mundo alemão teve entre nós desde que, com a Independência, passamos a ter no trono brasileiro uma Imperatriz Habsburgo, Dona Maria Leopoldina de Áustria. É notável o fato de que, com ela, chegada ao Brasil em fins de 1817, veio uma plêiade de cientistas, entre os quais os naturalistas von Spix e von Martius, cuja expedição épica pelos sertões teve o mérito de despertar nos círculos intelectuais alemães grande interesse pelo Brasil.
 
Permito-me destacar, ainda, que não foi menor o papel desempenhado por militares alemães, arregimentados pelo Major Anton von Schaeffer, na formação do Exército brasileiro. Dois deles, tenentes engenheiros Halfeld e Koeler, foram fundadores de Juiz de Fora e Petrópolis.
 
Recordo que as primeiras famílias de língua alemã vieram estabelecer-se no Brasil antes mesmo da Independência: primeiro, os colonos suíços, que fundaram Nova Friburgo, em 1818; depois, famílias propriamente alemãs, que se estabelecem em Ilhéus e São Jorge, na Bahia, ainda no reinado de Dom João VI. Em 1824, com a promulgação da primeira Constituição brasileira, foram eliminados os óbices legais à imigração de pessoas que professassem outra fé que não a católica romana. A nova Carta abriu as portas para a imigração de colonos da Alemanha setentrional, que se concentraram, sobretudo, na província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Estima-se que, hoje, quase 10 milhões de brasileiros tenham ascendência alemã.
 
Foi inestimável a contribuição desses primeiros alemães e de seus descendentes ao desenvolvimento do Brasil. Pelos conhecimentos que traziam consigo, pelo engenho que lhes era inato, exerceram papel fundamental na diversificação de nossa agricultura — de que é exemplo a introdução do cultivo do trigo —, bem como nos processos de urbanização e industrialização do Brasil. Se a instalação da siderúrgica Mannesmann (1954) e a inauguração da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (1959) constituem, por um lado, marcos essenciais de desenvolvimento industrial brasileiro, constituem também, por outro, capítulo central da reinserção internacional da indústria alemã no pós-guerra.
 
Parece-me natural que, em virtude dos laços humanos e econômicos criados pela via da imigração e dos investimentos, Brasil e Alemanha estivessem destinados à construção de uma parceria estreita entre si. Dois grandes marcos desse processo ocorreram ao longo da década de 70, com a então Alemanha Ocidental já plenamente reconstruída e o Brasil vivendo o chamado “Milagre Econômico”.
 
Em primeiro lugar, Brasil e Alemanha desejavam criar mecanismos para gerir os muitos interesses convergentes e fazer frente às demandas decorrentes da presença do capital alemão no Brasil.
 
Fizeram-no com a criação da Comissão Mista Brasil-Alemanha, em 1974, pela qual o empresariado dos dois países pôde apresentar suas percepções e pleitos diretamente a seus governos, os quais passaram a trabalhar coordenadamente para estabelecer um ambiente de negócios cada vez mais favorável.
 
Em segundo lugar, também em meados dos anos 70, o Brasil buscou na Alemanha o parceiro de que necessitava para um projeto verdadeiramente estratégico, qual seja a exploração pacífica da energia nuclear. Parcerias sólidas entre instituições de pesquisa científica e tecnológica e entre empresas dos dois países nasceram com o Acordo Nuclear de 1975.
 
Aos dois marcos referidos, agregaria um terceiro marco, que se revelou elemento potencializador da relação bilateral a partir de então. Refiro-me à criação do G4, em setembro de 2004, instância promotora do pleito de Brasil, Alemanha, Japão e Índia por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A criação do G4 dá-se em momento de auspiciosa convergência entre Brasil e Alemanha no campo da política exterior. Ao mesmo tempo em que o Brasil, com a economia em ordem, retoma uma política externa mais ativa e autônoma, também a Alemanha modifica a política exterior relativamente discreta que praticou desde a Segunda Guerra Mundial.
 
Este é, em linhas gerais, o alicerce sobre o qual se desenvolvem hoje as relações entre o Brasil e a Alemanha. Esse relacionamento singulariza-se por três características principais: (1) nossas relações econômicas são marcadas por diversidade e vigor excepcionais; (2) nosso diálogo político sobre temas de interesse mútuo e sobre os grandes assuntos da governança, paz, segurança e prosperidade globais é intenso e maduro; (3) nossa cooperação nos campos científico, tecnológico, educacional e cultural é significativa.
 
O reconhecimento, por ambos os países, da importância, variedade e intensidade de nossas relações bilaterais consubstanciou-se, em 2002, na sua elevação ao grau de Parceria Estratégica.
 
No plano político, nossas relações bilaterais são marcadas por ampla convergência de percepções, valores e interesses, o que tem permitido atuação conjunta em diversas questões globais, como o combate à fome, a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a defesa do direito à privacidade na era digital.
 
Tal convergência reflete-se na elevada frequência de encontros de alto nível entre os mandatários do Brasil e da Alemanha nas últimas décadas. Recordo que a primeira visita realizada pelo Chanceler Federal da Alemanha a um país não europeu depois da reunificação, em 1991, teve o Brasil como destino. Desde aquela visita do então Chanceler Kohl, os contatos entre o Presidente do Brasil e o Chanceler Federal ou o Presidente da Alemanha têm-se dado, praticamente, em bases anuais — seja no Brasil, seja na Alemanha, seja à margem de encontros multilaterais.
 
A Presidenta Dilma Rousseff e a Chanceler Angela Merkel mantiveram, nos últimos três anos, quatro encontros bilaterais. Há a perspectiva de uma visita oficial da Chanceler alemã em meados do ano, e de elevação do diálogo bilateral ao status de Consultas Políticas de Alto Nível.
 
No plano econômico, recordemos que nossas trocas comerciais mais do que triplicaram ao longo da década passada, sendo a Alemanha, hoje, o quarto maior parceiro comercial do Brasil (depois da China, dos EUA e da Argentina) e nosso maior parceiro na União Europeia. Também é verdade, no entanto, que as cifras recentes, de 2012 para cá, registram uma perda de dinamismo em nossas trocas, que precisamos saber superar com alternativas inovadoras. Voltarei a este tema mais adiante.
 
É preciso que se diga que as relações econômicas Brasil-Alemanha vão muito além do comércio. As cerca de 1.600 empresas alemãs presentes, hoje, no Brasil, respondem por cerca de 8 a 10% do PIB industrial brasileiro. Somente no Estado de São Paulo, são mais de 800 empresas, que geram aproximadamente 250 mil empregos diretos. Pela eloquência desses números, faz sentido afirmar que São Paulo é a maior cidade industrial alemã fora da Alemanha.
 
Esse relacionamento intenso, no âmbito econômico, beneficia-se de um arcabouço institucional há muito consolidado. A Comissão Mista Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica existe desde 1974, reunindo-se todos os anos, alternadamente, em um e outro país. Normalmente, cabe ao Secretário-Geral do Itamaraty e ao Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) chefiarem a delegação brasileira, ao passo que a delegação alemã é chefiada pelo Vice-Ministro da Economia e pelo Presidente da Federação das Indústrias Alemãs. Em 2013, tive a grande satisfação de presidir, em São Paulo, a quadragésima edição da reunião da Comissão.
 
O segundo foro de cooperação econômica é o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que reúne, anualmente, expoentes do setor privado dos dois países. Os Encontros, com duração de dois ou três dias, reúnem, em média, 600 participantes. A edição de 2013 contou com a presença da Presidenta Dilma Rousseff e do Presidente Federal Joachim Gauck.
 
Há pouco mencionei o menor dinamismo de nossas trocas a partir de 2012. O Governo brasileiro tem a percepção de que uma maior participação de pequenas e médias empresas nas relações econômicas bilaterais contribuiria não apenas para aumentar as cifras de comércio e investimento, mas também para diversificar as exportações brasileiras para a Alemanha e intensificar a transferência de tecnologia alemã ao Brasil. As vendas brasileiras estão limitadas a número relativamente pequeno de grandes firmas, ao passo que, no sentido inverso, as exportações alemãs englobam grande número de empresas, muitas das quais médias e pequenas, que produzem bens de alto valor agregado. Nesse contexto, é fundamental estreitar os laços entre as pequenas e médias empresas brasileiras e alemãs por meio da criação de joint ventures e iniciativas conjuntas de pesquisa.
 
Tais joint ventures devem ser construídas em torno de projetos orientados para a inovação e que envolvam articulação com parques tecnológicos do Brasil. A cooperação no âmbito das pequenas e médias empresas brasileiras e alemãs deve conjugar a parceria empresarial com os recursos de pesquisa e desenvolvimento dos dois países. Isso requer, sem dúvida, visão e investimento por parte da iniciativa privada, mas demanda, igualmente, o empenho e o apoio dos governos e das suas instituições.
 
Devemos ser ambiciosos. Nossa cooperação bilateral em pequenas e médias empresas deve contemplar setores de ponta, como a biotecnologia, a indústria aeroespacial, a nanotecnologia, as tecnologias ambientais e a microeletrônica, entre outros. O motor flex-fuel, que foi desenvolvido no Brasil por subsidiárias da Volkswagen e da Bosch, é um bom exemplo do patamar de cooperação a que devemos almejar.
 
Gostaria, igualmente, de salientar o avanço, nos últimos anos, da cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação — um esforço antigo e bem sucedido: celebramos, este ano, 45 anos da assinatura do primeiro Acordo Geral de Cooperação sobre Ciência e Tecnologia. Ao longo dos anos, a cooperação estabelecida nessa área tem dedicado a ênfase necessária à formação e intercâmbio de pesquisadores. A realização do Ano Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2010/2011, bem como a visita da Presidenta Dilma Rousseff à Alemanha, em 2012, no contexto da feira tecnológica CeBIT — a maior feira mundial no setor de tecnologias da informação, que em 2012 teve o Brasil como país-tema —, ofereceram oportunidade singular para a atualização da agenda científica e tecnológica entre nossos países.
 
No tocante ao Ano Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e inovação, ressalto, como seguimento particularmente importante, o acordo celebrado entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Sociedade Fraunhofer, em junho de 2012. A Sociedade Fraunhofer é a maior organização de pesquisa aplicada da Europa e exemplo de instituição de excelência na promoção da pesquisa e da inovação.
 
O acordo entre o SENAI e a Fraunhofer permitiu a criação, no Brasil, dos Institutos SENAI de Inovação, que proverão soluções tecnológicas e de gestão a empresas interessadas em agregar conhecimento a suas linhas de produção. Trata-se, portanto, de valioso instrumento para o aprimoramento da competitividade das empresas de nosso País.
 
Ainda na área de inovação, temos conseguido bons resultados ao fomentar parcerias com foco na pesquisa aplicada. A cooperação entre a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e a Sociedade Fraunhofer é exemplo de êxito nesse sentido – mas podemos avançar ainda mais, com a intensificação da colaboração entre Governos, institutos de pesquisa e setor privado visando a unir pesquisa, inovação e produção.
 
No campo educacional, temos alcançado avanços dignos de nota em nossa cooperação. O Programa Ciência sem Fronteiras tem na Alemanha um de seus parceiros mais importantes. Universidades alemãs já receberam mais de 4 mil alunos brasileiros sob os auspícios desse programa. Os estudantes brasileiros na Alemanha, além da experiência propriamente acadêmica, também aprimoram sua formação por meio de estágios em empresas alemãs. Estou seguro de que esse esforço será proveitoso não só para a sociedade brasileira, mas para o próprio relacionamento bilateral, na medida em que esses alunos tornam-se agentes disseminadores da cultura alemã e, ao mesmo tempo, capacitam-se para trabalhar nas mesmas empresas que constituem a espinha dorsal de nossa parceria.
 
A cooperação em energia constitui outro eixo importante das relações bilaterais entre o Brasil e a Alemanha. Os dois países ocupam posição de liderança no desenvolvimento de tecnologias no âmbito das energias renováveis e atribuem grande importância à dimensão da sustentabilidade na implementação de suas políticas energéticas. Vejo como especialmente promissora a intensificação da cooperação bilateral nos campos da energia solar e da energia eólica, pelos investimentos já feitos por empresas alemãs neste campo e pelas condições únicas — climáticas, mas também pelo potencial ainda inexplorado de seu mercado — que o Brasil oferece para o desenvolvimento do setor.
 
Quero ressaltar, ainda, a cooperação na área cultural. Sabemos do vivo e crescente interesse do público alemão pela cultura brasileira. Sublinho, particularmente, a participação do Brasil na última Feira do Livro de Frankfurt, maior encontro mundial do setor editorial. O Brasil foi, em 2013, pela segunda vez, país-tema da feira. Foram quase 300 mil visitantes, que tiveram a oportunidade de travar contato com as obras de nomes expressivos de nossa literatura.
 
Refiro-me, por último, ao diálogo político. Há vários níveis de convergência entre o Brasil e a Alemanha sobre os grandes temas da agenda internacional. Essa convergência manifesta-se, sobretudo, nas posições comuns sobre temas como reforma do Conselho de Segurança da ONU, meio ambiente e direitos humanos.
 
Recentemente, tivemos uma ilustração das potencialidades desse diálogo com a aprovação, por unanimidade, na Assembleia Geral das Nações Unidas, do projeto de resolução teuto-brasileiro sobre a defesa do direito à privacidade na era digital. Recorde-se que as recentes revelações sobre o uso indiscriminado do monitoramento de informações afetaram de maneira muito particular Brasil e Alemanha. A aprovação da resolução por unanimidade demonstrou de forma eloqüente a capacidade que têm os dois países, juntos — pelos valores que professam, pela credibilidade diplomática de que souberam dotar-se, ao longo das décadas —, de arregimentar apoios entre os interlocutores mais diversos, na defesa de valores universais.
 
Em essência, por tudo o que acabo de expor — pelo patrimônio construído ao longo dos anos, pelos laços humanos e materiais que nos unem à Alemanha, pela excelência de nosso diálogo político e pela variedade e profundidade de nossa cooperação —, torna-se inescapável a conclusão de que a Alemanha é, hoje, um dos parceiros centrais do Brasil em sua política exterior. Trabalhamos nesse sentido na convicção de que os progressos alcançados pelo Brasil, as dimensões de seu mercado, o dinamismo de sua economia e seu crescente peso internacional o tornam, igualmente, um sócio privilegiado aos olhos alemães.
 
Os Governos de Brasil e Alemanha querem intensificar ainda mais esse diálogo e essa cooperação por meio do engajamento das próprias Chefas de Governo em consultas políticas regulares, de que participará número expressivo de Ministros dos dois lados. Esperamos, por esse mecanismo, promover novas avenidas de cooperação em domínios estratégicos, como energia ou produtos de defesa, ciência e tecnologia e cibersegurança, e aprofundar o diálogo sobre as grandes questões relacionadas à paz, segurança e prosperidade globais. Estamos certos, no Itamaraty, de que esse mecanismo contribuirá para solidificar o lugar das relações Brasil-Alemanha nas políticas exteriores dos dois países. É esta, em essência, a aposta que fazem a Presidenta Dilma Rousseff e a Chanceler Angela Merkel ao comprometerem-se formalmente a manter esse diálogo periódico. Estou certo de que, no futuro, a parceria Brasil-Alemanha será cada vez mais importante e estratégica para a própria projeção internacional de nossos países.
 
Obrigado.
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