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sábado, 28 de setembro de 2013

Las FARC liberan unilateralmente al ex militar estadounidense de las Fuerzas Especiales en Afganistán, Kevin Scott, considerado como anzuelo para bombardeos.



Agencia de Noticias Nueva Colombia, ANNCOL
Web: www.anncol.euRedacción: editar@anncol.eu,
YouTube: http://www.youtube.com/user/anncol4?feature=mhee
Capturado soldado
norteamericano
Sep 28. Piloto estadounidense murió en accidente de avión en Caquetá. Otra víctima del Plan Colombia. Leer más.

Sep 28. Las FARC liberan unilateralmente al ex militar estadounidense de las Fuerzas Especiales en Afganistán, Kevin Scott

Written by ANNCOL, SECRETARIADO DE LAS FARC-EP
Published on Saturday, 28 September 2013 13:28

Las FARC liberan unilateralmente al ex militar estadounidense de las Fuerzas Especiales en Afganistán, Kevin Scott

ANNCOL / 2013-09-28 / En un comunicado publicado hace pocos minutos, el Secretariado del estado Mayor Central de las FARC-EP hace público su decisión de liberar unilateralmente al mercenario de las Fuerzas Especiales en Afganistán, Kevin Scott.
El militar profesional norteamericano fue retenido hace unos meses en el departamento del Guaviare, bastión histórico de la insurgencia Fariana.
Según las primeras versiones después de la retención, las autoridades y la embajada estadounidense en Bogota y también de los medios oficialistas colombianos, sostenían que Scott habría comenzado una excursión desde la capital de Guaviare hasta la frontera con Venezuela. “La Expedición del Marino de las Boinas Verdes”, unidades conocidas en la guerra de ocupación gringa en Vietnam por su crueldad contra la población civil, fue tomada a principio como un chiste pero el militar profesional estaba equipado para tal expedición.
Pero no solamente para la supervivencia en la selva. Scott poseía de todo tipo de instrumentos de navegación como GPS, para poder localizarlo donde estuviera, en la selva solitaria o capturado por la guerrilla de las FARC.

¿El anzuelo para bombardeo?

Y quizás eso fue la intención del “Rambo Versión 2013” que disminuyó considerablemente en tamaño cuando fue capturado por los guerrilleros que lo “desnudaron” por la tecnología que llama los Drones con sus cargas mortales.
La actuación del gobierno de Santos ha sido ridícula, ¿o ha sido una actuación que obedece órdenes del dueño de las siete bases militares en Colombia? Por que no aceptó la mediación para la entrega del mercenario gringo en manos de la Cruz Roja Internacional y Piedad Córdoba. Pero a final, la guerrilla liberó a Scott como un gesto para ambientar las negociaciones de paz en La Habana. Scott no pudo ser el anzuelo de las FF.MM. como habían calculado.

Comunicado - Liberación de
Kevin Scott

Read in English


1. La liberación del ciudadano estadounidense Kevin Scott, es una decisión unilateral de las FARC que responde en estricto a consideraciones humanitarias. Nada se ha exigido a cambio de este gesto, que solo tiene el propósito de contribuir a un medio ambiente positivo para la paz de Colombia.
2. Si esta liberación no se ha producido es porque el gobierno colombiano no brindó las condiciones mínimas necesarias que solicitamos para este procedimiento.
3. El pronunciamiento público de la ex senadora Piedad Córdoba, de la organización Colombianas y Colombianos por la Paz, declinando su participación en la misión humanitaria que traería de la selva al señor Scott, expresa la magnanimidad de una mujer que ha mostrado desprendimiento y entrega a la causa de la reconciliación. Tal circunstancia nos coloca en la posición de tener que buscar una alternativa fiable que permita dar una salida al caso.
4. Las FARC-EP han tomado la determinación de solicitar al reverendo Jesse Jackson, ponga a disposición de este empeño su experiencia y probidad para hacer expedita la liberación de Kevin Scott. Deberá acompañar esta misión el integrante de Colombianas y Colombianos por la paz, el señor Carlos Lozano Guillén.
SECRETARIADO DE LAS FARC-EP
Montañas de Colombia, septiembre 28 de 2013
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Agencia de Noticias Nueva Colombia, ANNCOL

Web: www.anncol.euRedacción: editar@anncol.eu,
YouTube: http://www.youtube.com/user/anncol4?featur

Frei Beto lança FOME de DEUS

Neste livro, Frei Betto, um dos mais importantes líderes espirituais brasileiros, aborda temas como a oração, o amor ao próximo, a fé e a vida de santos, sempre a partir de um ponto de vista contemporâneo. Por meio de textos simples e curtos, mas extremamente profundos, ele nos propõe um encontro transparente e frequente com Deus, uma experiência rica que é mais significativa do que imaginamos. “O que se busca não é ouvir falar de Deus, falar sobre Deus ou mesmo falar a Deus. Busca-se, sobretudo, deixar que Deus rompa o seu silêncio e fale no íntimo de cada um.”
Segunda-feira, 07 de outubro, às 19h30 - Lançamento - Fome de Deus - Frei Betto
Loja da Companhia das Letras por Livraria Cultura
Avenida Paulista, 2076 – Conjunto Nacional

Enviado por Vitor Buaiz

Discurso do presidente do Irã, Hassan Rouhani, à 68ª Assembleia Geral da ONU



24/9/2013, no blog de Paul Craig Roberts
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Agora, comparem a decência humana do discurso do presidente do Irã e as 45 mentiras do discurso de Obama, Paul Craig Roberts.

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, discursa na 68ª Assembleia Geral da ONU
Sr. Presidente, Sr. Secretário-geral, Autoridades presentes, Senhoras e Senhores

De início, quero apresentar minhas muito sinceras felicitações por sua merecida eleição à presidência da Assembleia Geral, e aproveito o momento para manifestar meu apreço pelos valiosos esforços de nosso ilustre secretário-geral.

Nosso mundo está hoje repleto de medo e de esperança; medo da guerra e das relações regionais e globais hostis; medo da mortal confrontação entre religiões, etnias e identidades nacionais; medo da institucionalização da violência e do extremismo; medo da pobreza e da discriminação destrutiva; medo da exaustão e da destruição de recursos indispensáveis à vida; medo do desrespeito à dignidade e aos direitos humanos; e medo da desatenção à moralidade na vida. Mas, ao lado desses medos, há novas esperanças; a esperança de que povos e elites em todo o mundo comecem a dizer “sim à paz e não à guerra”; e a esperança de que prevaleça o diálogo, sobre o conflito; e a moderação, sobre o extremismo.

As recentes eleições no Irã são exemplo vivo, claro, de uma opção pela esperança, pela racionalidade e pela moderação, declarada pelo grande povo iraniano. A realização da democracia consistente com a religião, e a transferência pacífica do poder executivo, mostram que o Irã é a âncora de estabilidade no que, sem o Irã, seria um oceano de instabilidades regionais. A firme crença de nosso povo e de nosso governo, numa paz duradoura, na resolução de disputas com estabilidade, tranquilidade e em paz, e a confiança absoluta nas urnas como base do poder, da legitimidade e da confiança do povo, sem dúvida desempenharam papel chave, para criar o ambiente de segurança em que vive o Irã.

Sr. presidente, senhoras e senhores,

O atual período crítico de transição nas relações internacionais é repleto de perigos, mas traz também oportunidades únicas. Qualquer erro de cálculo na posição de um, e também, é claro, na posição dos outros, determinará danos históricos; um erro de um ator terá impacto negativo sobre todos os demais. A vulnerabilidade é agora fenômeno global e indivisível.

Nessa conjuntura sensível, na história das relações globais, a era dos jogos de soma zero é passado, embora alguns poucos atores ainda tendam a confiar em meios arcaicos e profundamente ineficazes para tentar preservar velhas superioridade e dominação. O militarismo e o recurso à violência e a meios militares para subjugar, são exemplos falhados da perpetuação de vias antiquadas, em circunstâncias novas.

Políticas e práticas econômicas coercitivas, e políticas e práticas militares orientadas para manter e preservar antigas superioridades e velhas dominações foram insistentemente tentadas num quadro conceitual que renega a paz, a segurança, a dignidade humana e todos os mais altos ideais humanos. Ignorar as diferenças entre as sociedades e pretender globalizar valores ocidentais como se fossem universais é mais uma manifestação desse mesmo quadro mental conceitual. Mais um reflexo do mesmo modelo cognitivo é a persistência de uma mentalidade de Guerra Fria, com o mundo dividido em dois polos: ou “nós-superiores” ou “outros-inferiores”. Estimular o medo e as fobias em torno de cada novo ator que surja no cenário mundial, é mais um desses reflexos do mesmo quadro mental antiquado.

Nesse ambiente, cresceu a violência governamental e não governamental, religiosa, étnica e até racial, e não há garantia de que a era de calma entre as grandes potências permaneça imune aos discursos, práticas e ações violentas. O impacto catastrófico de narrativas violentas e extremistas não pode – de fato, não deve – ser subestimado.

Nesse contexto, a violência estratégica, que se vê manifesta nos esforços para privar atores regionais de seu domínio natural da ação, nas políticas de contenção, de mudança de regime feita de fora para dentro, e nos esforços para redesenhar fronteiras políticas, é extremamente perigosa e provocadora.

O discurso político internacional prevalente pinta um centro civilizado cercado por periferias não civilizadas. Nesse quadro, a relação entre o centro do poder do mundo e as periferias é hegemônica. O discurso que põe o Norte no centro do palco e relega o Sul à periferia levou a estabelecer-se um monólogo no plano das relações internacionais. A criação de distinções identitárias ilusórias e as formas violentas de xenofobia hoje prevalecentes são o resultado inevitável daquele discurso. Discursos de propaganda de fobias antirreligião, sem qualquer fundamento, islamofóbicos, xiitofóbicos e iranofóbicos são ameaças reais e graves contra a paz mundial e a segurança humana. 

Esse discurso propagandístico assumiu proporções perigosas mediante a criação e a inculcação de presumidas ameaças imaginárias. Uma dessas ameaças imaginárias é a chamada “ameaça iraniana” – que tem sido empregada como pretexto para justificar um longo catálogo de crimes e de práticas catastróficas ao longo dos últimos 30 anos. Que o exército de Saddam Hussein tenha sido armado com armas químicas, e que os Talibã e a al-Qaeda tenham recebido apoio, são apenas dois exemplos dessas catástrofes.

Permitam-me que diga, com toda a franqueza, diante dessa ilustre assembleia mundial e baseado em provas irrefutáveis, que os que criaram e elaboram sobre a dita “ameaça iraniana” são, ou uma ameaça à paz internacional e à sua própria segurança, ou promotores dessas ameaças.

O Irã absolutamente não é ameaça alguma nem ao mundo, nem à região. De fato, tanto nos ideais quanto em sua prática real, meu país tem sido como sentinela avançada de paz com justiça e de ampla segurança.

Sr. presidente, senhoras e senhores,

Em nenhum outro lugar do mundo a violência tem sido tão mortal e tão destrutiva como no norte da África e no oeste da Ásia. Intervenção militar no Afeganistão, a guerra que Saddam Hussein impôs ao Irã, a ocupação do Kuwait, intervenções militares contra o Iraque, a repressão brutal contra o povo palestino, o assassinato de pessoas comuns e de figuras políticas no Irã, e atentados terroristas à bomba em países como o Iraque, o Afeganistão e o Líbano são exemplos da violência nessa região, nas últimas três décadas.

O que foi – e continua a ser feito – contra o povo inocente da Palestina é nada menos que violência estrutural. A Palestina vive sob ocupação; os direitos básicos dos palestinos são tragicamente violados, e eles vivem privados do direito de retornar e viver em suas próprias casas, em sua própria terra e na própria pátria. Apartheid, como conceito, é pouco, para descrever os crimes e a agressão institucionalizada contra o inocente povo palestino.

A tragédia humana na Síria é doloroso exemplo da disseminação catastrófica da violência e do extremismo em nossa região. Desde o início da crise e quando alguns atores regionais e internacionais ajudaram a militarizar a situação pela distribuição de armas e inteligência para dentro do país, e pelo apoio ativo a grupos extremistas, já chamávamos a atenção para a evidência de que não há solução militar para a crise síria. Perseguir estratégias e objetivos expansionistas e atentados para mudar o equilíbrio regional mediante terceiros não são movimentos que se possam camuflar por trás de retórica humanitária.

O objetivo comum da comunidade internacional deve ser pôr fim rápido na matança de inocentes. Sempre condenando qualquer uso de armas químicas, recebemos como bem-vindo o movimento da Síria de aceitar a Convenção sobre Armas Químicas, e acreditamos que o acesso a essas armas, por grupos extremistas, é o maior perigo para toda a região, e que tem de ser considerado em qualquer plano de desarmamento. Simultaneamente, tenho de destacar que a ameaça ilegítima e ineficaz de usar a força só levará a exacerbar ainda mais a violência e a crise na região.

O terrorismo e a matança de inocentes são a culminação da desumanidade do extremismo e da violência. O terrorismo é monstruosidade violenta e não conhece país ou fronteiras nacionais. Mas a violência e ações extremas, como o uso de drones contra inocentes em nome de combater o terrorismo, também têm de ser condenadas.

Aqui, devo também acrescentar uma palavra sobre o criminoso assassinato de cientistas nucleares iranianos. Foram assassinados por quais crimes? A ONU e o Conselho de Segurança têm de responder a pergunta: os que perpetraram aqueles crimes foram condenados?

Sanções injustas, que também são manifestação de violência estrutural, são intrinsecamente desumanas e são ação contra a paz. E, ao contrário do que dizem os que as pregam e impõem, os alvos não são nem os estados nem a elite política, mas, isso sim, o povo comum; ele é a principal vítima dessas sanções. Não esqueçamos os milhões de iraquianos que, por causa de sanções mascaradas sob o jargão jurídico internacional, perderam e continuam a perder a vida; e dos muitos mais que continuam a sofrer ao longo do que lhes reste de vida.

Essas sanções são violência pura e simples, que se as chamem de espertas, inteligentes, unilaterais ou multilaterais. Essas sanções violam direitos humanos inalienáveis, dentre outros o direito à paz, a lutar pelo desenvolvimento, pelo direito de acesso à saúde e à educação e, sobretudo, violam o direito à vida. Essas sanções, além de toda e qualquer retórica, são causa de beligerância, de pregação pró-guerra e de sofrimento humano.
Devem todos ter em mente, além do mais, que o impacto negativo dessas sanções não se limita apenas às vítimas às quais as sanções visam; ele afeta também a economia e a vida de outros países e sociedades – inclusive dos países que imponham as sanções.

Senhor presidente, autoridades,

Hoje, a violência e o extremismo já foram muito além do âmbito físico e desgraçadamente já agridem as dimensões mental e espiritual da vida em sociedades humanas. A violência e o extremismo não deixam espaço para a compreensão, o entendimento e a moderação, como pilares necessários da vida coletiva dos seres humanos na sociedade moderna. A intolerância é a praga de nosso tempo.

Precisamos promover e reforçar a tolerância à luz dos ensinamentos religiosos e de abordagens culturais e políticas adequadas. A sociedade humana tem de elevar-se, de um estado de mera tolerância ao estado de colaboração coletiva. Não basta apenas tolerar os outros. Temos de nos elevar acima da mera tolerância, e ousar trabalhar juntos.

Os povos de todo o mundo estão cansados de guerras, de violência, de extremismo. Esperam e anseiam por mudança no status quo. E temos agora uma oportunidade única – para todos nós. A República Islâmica do Irã acredita que todos os desafios podem ser geridos – com bom sucesso – mediante uma mistura judiciosa, inteligente, generosa, de esperança e moderação. Os pregadores de guerras trabalham para matar toda a esperança. Mas esperar pelo melhor é conceito universal, inato, religioso, disseminado em toda a humanidade.

A esperança é fundada no desejo universal do povo do mundo de combater a violência e o extremismo, de procurar mudanças, de opor-se a estruturas impostas, de valorizar o direito de escolher e de agir conforme a responsabilidade humana. A esperança é, sem dúvida, uma das maiores dádivas derramadas sobre os seres humanos por seu Bem-Amado Criador. E moderação é pensar e movimentar-se com sabedoria, de modo judicioso, consciente do tempo e do espaço, e alinhar os mais elevados ideais com a seleção de estratégias e políticas efetivas, sem perder de vista as realidades objetivas.

O povo iraniano, em escolha judiciosamente sóbria nas recentes eleições, votou a favor do discurso da esperança, da visão ampla e da moderação prudente – tanto em casa, como para o mundo.

Na política externa, a combinação desses elementos significa que a República Islâmica do Irã, como potência regional, agirá responsavelmente no que tenha a ver com a segurança regional e internacional, e está desejosa de, e preparada para, cooperar nesses campos, tanto bilateralmente quanto multilateralmente, com outros atores responsáveis.

Defendemos a paz baseada na democracia e a urna, em todos os casos, inclusive na Síria, no Bahrain e em outros países da região, e entendemos e cremos que não há solução de violência para as crises mundiais. As amargas e feias realidades da sociedade humana só podem ser superadas mediante o recurso à sabedoria humana, à interação e à moderação.

Garantir a paz e a democracia, e assegurar os direitos legítimos de todos os povos do mundo, também no Oriente Médio, não são metas que se alcancem – nem jamais serão alcançadas – com militarismo.

O Irã procura resolver problemas, não criá-los. Não há questão ou dossiê de problemas que não possam ser resolvidos se se opera com esperança e moderação prudente, com respeito mútuo, com absoluta rejeição à violência e ao extremismo. O dossiê nuclear iraniano é exemplo disso.

Como disse claramente o Líder da Revolução Islâmica, aceitar o direito inalienável do Irã é a melhor via, o caminho mais fácil para resolver essa questão. Isso não é retórica política. O que aí se declara baseia-se no reconhecimento profundo do estado da tecnologia iraniana, do ambiente político global, do fim da era dos jogos de soma zero, e o imperativo de buscar objetivos e interesses comuns na direção de alcançar compreensão comum e segurança partilhada. Dito de outro modo, o Irã e outros atores devem visar a dois objetivos comuns, como duas partes mutuamente inseparáveis de uma solução política para o dossiê nuclear do Irã.

O programa nuclear do Irã – e, quanto a isso, o de todos os demais países – tem de visar exclusivamente a finalidades pacíficas. Declaro aqui, aberta e bem claramente, que, independente do que pensem e façam outros, esse é e sempre foi e sempre será o objetivo da República Islâmica do Irã. Armas nucleares e outras armas de destruição em massa não têm lugar na doutrina de segurança e defesa do Irã, e contradizem nossas convicções religiosas e éticas fundamentais. Os nossos interesses nacionais obrigam, tornam imperativo, que removamos completamente toda e qualquer preocupação racional relativa ao programa nuclear iraniano, que tem finalidades exclusivamente pacíficas.

O segundo objetivo, a saber, que aceitem e respeitem a implementação do direito de enriquecer [urânio] em território do Irã, e o usufruto de outros direitos nucleares correlatos, é a única via para que se alcance o primeiro objetivo. O conhecimento nuclear já está internalizado no Irã, e a tecnologia nuclear, inclusive de enriquecimento [do urânio], já alcançou escala industrial. É pois ilusório, e extremamente fantasioso, presumir que a natureza pacífica do programa nuclear iraniano estaria ‘garantida’, se todo o programa fosse bloqueado por medidas ilegítimas.

Nesse contexto, a República Islâmica do Irã, insistindo na implementação de seus direitos e no imperativo do respeito e da cooperação internacionais para que sejam exercidos, está preparada para engajar-se imediatamente em conversações orientadas para resultados e com cronograma claro, para construir confiança mútua e remover as incertezas, dos dois lados, em total transparência.

O Irã busca engajamento construtivo com outros países, baseado no respeito mútuo e no interesse comum, e, nesse mesmo quadro, não deseja aumentar as tensões com os EUA.
Ouvi cuidadosamente a fala do presidente Obama, hoje, à Assembleia Geral. Conforme o desejo político da liderança dos EUA, e esperando que eles consigam impedir-se de seguir os interesses de visão curta dos grupos que pressionam a favor de mais guerras, podemos chegar a um quadro que nos permita administrar nossas diferenças.

Para tanto, condições de igualdade, respeito mútuo e os princípios reconhecidos da lei internacional devem comandar as interações. E, claro, esperamos ouvir uma voz consistente, de Washington.

Sr. presidente, senhoras e senhores

Nos anos recentes, uma voz dominante fez-se ouvir repetidamente: “A opção militar está sobre a mesa”. Contra o pano de fundo dessa contenção ilegal e ineficaz, permitam-me dizer alto e claro que “a paz está ao nosso alcance”.

Assim, em nome da República Islâmica do Irã, proponho à consideração da ONU, como primeiro passo, o projeto “o Mundo Contra a Violência e o Extremismo” [orig. “the World Against Violence and Extremism (WAVE)”]. Que todos nos unamos nessa “WAVE” [onda].

Convido todos os estados, organizações internacionais e instituições civis a empreender um novo esforço para guiar o mundo nessa direção. Devemos começar por pensar uma “Coalizão pela Paz Duradoura” em todo o globo, em vez das sempre ineficazes “Coalizões para a Guerra” em várias partes do mundo.

Hoje, a República Islâmica do Irã convida todos, toda a comunidade mundial a dar um passo adiante; é um convite para que todos se unam no projeto WAVE: World Against Violence and Extremism [ONDA: o Mundo contra a Violência e o Extremismo]. Devemos todos aceitar o convite, para abrir um novo horizonte, no qual a paz prevalecerá sobre a guerra; a tolerância, sobre a violência; o desenvolvimento, sobre o derramamento de sangue; a justiça, sobre a discriminação; a prosperidade, sobre a pobreza; e a liberdade, sobre o despotismo. Como disse belamente Ferdusi [1], o renomado poeta épico iraniano:

Sê incansável na causa do Bem. Tens de trazer a primavera. O dever? Banir o inverno. [2]

Apesar de todas as dificuldades e desafios, estou profundamente otimista quanto ao futuro. Não tenho dúvidas de que o futuro será radiante, com todo o mundo rejeitando solidamente a violência e o extremismo. Moderação prudente garantirá belo futuro para o mundo. Minha esperança, além de advir de minha experiência pessoal e nacional, emana também da crença partilhada entre todas as religiões divinas de que há um futuro bom e luminoso à espera do mundo. Como ensina o Santo Corão:

Prescrevemos nos Salmos, depois da Mensagem (dada a Moisés), que a terra, herdá-la-ão os Meus servos virtuosos (21:105). [3] 



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Notas dos tradutores
[1] Ferdusi (c.940-c. 1020).
[2] Inglês, Be relentless in striving for the cause of Good / Bring the spring, you must, Banish the winter, you should(tradução de trabalho, sem valor literário, só para ajudar a ler).
[3] Alcorão em português, do Centro Cultural Beneficente Árabe Islâmico de Foz do Iguaçu, tradutor Samir El Hayek, São Paulo, 1415 H. 1994 d.C.
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[*] Paul Craig Roberts (nascido em 03 de abril de 1939) é um economista norte-americano, colunista doCreators SyndicateServiu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da ReaganomicsEx-editor e colunista do Wall Street Journal, Business Week Scripps Howard News Service. Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica.

Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e aguerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginiapós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley na Faculdade de Merton, Oxford University.

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/09/discurso-do-presidente-do-ira-hassan.html

http://is.gd/Ma90FH

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Discursos na ONU: Dilma Paz e Amor; Obama Guerra e Terror; Hassan Rouhani Medo e Esperança; Mujica: “Pensem que a vida humana é um milagre e nada vale mais que a vida" --- Palavra Livre: Brizola, o maragato libertário --- Oxente! O mensalão gaúcho, uai, é mineiro, tchê!



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Dilma e a neutralidade da rede


Coluna Econômica - 27/9/2013


Diplomatas e ex-diplomatas brasileiros ouvidos pelos jornais tiveram dificuldade em avaliar a parte do discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a governança na Internet. 
Surpreenderam-se com a repercussão nos principais jornais do mundo. Mas o fato é muito novo para permitir opiniões mais firmes. 
*** 
É discurso histórico por significar, pela primeira vez, uma proposta de Nação, formulada no principal órgão multilateral do planeta, sobre as formas de controle do maior fenômeno social e político da era moderna: a Internet e suas redes sociais.
Em muitos aspectos, o mercado de opinião é semelhante a outros mercados, especialmente na facilidade para a cartelização.
Mas há algo que o diferencia fundamentalmente dos demais: ele é elemento central para a democracia (ao abrir ou fechar espaço para as manifestações gerais), para a política (ao exercer a manipulação da informação), para a economia (ao permitir a boa ou provocar a má alocação de recursos), para a saúde pública, para os costumes. 
*** 
No século 20, a mídia de massa se fez dentro de modelos de cartelização, a partir do exemplo norte-americano. A expansão do telégrafo significou os primeiros movimentos, ao permitir os ganhos de escala das agências de notícias – inicialmente subordinadas às companhias de telégrafo. Depois, o aparecimento do rádio e da televisão, e as respectivas redes, acabou induzindo à cartelização. 
*** 
Os governos tiveram papel decisivo nesse jogo, ao restringir o acesso de outras empresas e pessoas ao espectro eletromagnético. Com a Internet, essas barreiras caem. O conteúdo da Internet está invadindo todas as mídias. 
Hoje em dia, o Google já é o segundo faturamento publicitário do país, abaixo apenas das Organizações Globo. Sistemas de vídeo sob demanda, como o Netflix ou o próprio Youtube, conquistam cada vez mais o público jovem e, agora, embutidos nos modernos televisores, atrairão cada vez mais a classe média. 
*** 
Google, Facebook, blogs, abriram espaço para um contraponto até então impensável à ação da velha mídia. A Internet trouxe uma explosão de criatividade, no desenvolvimento de aplicativos e de novas formas de organização da notícia. E uma explosão de cidadania, com muitos setores tendo espaço para se expressar. 
O que vai ser o futuro da Internet – se esse espaço de liberdade ou de criatividade, ou se subordinada a novas formas de cartelização – dependerá justamente a governança. 
*** 
Rússia, China e outras nações apelaram para proibir as redes, privando seus cidadãos do melhor, o arejamento de ideias e conceitos, responsável por tantas “primaveras” em sociedades mais fechadas. 
O caminho não passa por aí, mas pela definição de uma governança global, instituições que definam regras gerais a serem acatadas pelos países-membro, como é hoje em dia a OMC (Organização Mundial do Comércio), a própria ONU (Organização das Nações Unidas)

Essa é a importância do discurso de Dilma, defendendo a governança global e a neutralidade da rede. Com a neutralidade, nem empresas de Internet, nem de telefonia, nem grupos de mídia impedirão a livre competi/c econômica e política.

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Brizola, o maragato libertário


Por Davis Sena Filho 

No dia 21 de junho de 2004, Leonel de Moura Brizola faleceu aos 82 anos. Governador do Rio Grande do Sul e duas vezes do Rio de Janeiro, Brizola foi um dos políticos mais emblemáticos e importantes do Brasil no século XX, e caso único de mandatário eleito pra governar em dois estados. Conhecido mundialmente, Brizola, além de ser o responsável maior pela Cadeia da Legalidade que garantiu a posse do presidente João Goulart, em 1961, impediu um golpe militar iminente, que foi “adiado” para o dia 1º de abril de 1964, data considerada como o Dia da Mentira ou do Mentiroso.

Em junho de 2014 completar-se-ão dez anos do desaparecimento do grande político trabalhista gaúcho e brasileiro, presidente de honra da Internacional Socialista, e que, em 1989, quase conseguiu levar o pequeno PDT ao segundo turno das eleições presidenciais, disputa que ficou a cargo do PT, de Lula, contra o candidato da direita, o hoje senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL). Brizola se aliou ao candidato petista, transferiu seus votos do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul quase que integralmente, bem como seus eleitores de outros estados votaram também em massa em Luiz Inácio Lula da Silva.

Contudo, a união entre Brizola e Lula não foi o suficiente para derrotar Collor, que recebeu a adesão de diversos partidos, grandes e pequenos, além de ter o apoio da classe média coxinha e do empresariado urbano e rural, principalmente dos magnatas bilionários da imprensa de negócios privados, notadamente a Globo, que apoiou o candidato da direita durante toda a campanha, bem como editou o último debate há apenas dois dias das eleições quando mostrou, no Jornal Nacional, os melhores momentos de Collor e os piores de Lula.

O episódio foi um verdadeiro escândalo e negado pelas Organizações(?) Globo até há poucos anos, mas reconhecido, posteriormente, pelos profissionais que controlavam na época o jornalismo da televisão de Roberto Marinho, a exemplo de Armando Nogueira e Alice Maria, além do Boni, vice-presidente de operações da emissora, que já deram declarações nesse sentido sobre a edição que favoreceu o candidato dos conservadores e da Globo. O próprio Roberto Marinho anos depois afirmou que interferiu no processo de edição do debate veiculado no Jornal Nacional.

Um crime cometido pela imprensa corporativa, cúmplice efetiva da ditadura, que manipulou e distorceu a informação, a fim de influenciar o eleitorado brasileiro, em um tempo que o Brasil estava a realizar as primeiras eleições diretas para presidente depois de longos 29 anos. Desde o ano de 1960, quando Jânio Quadros foi eleito, os brasileiros ficaram sem o direito constitucional de votar para presidente da República, assim como a maioria das lideranças políticas socialistas, trabalhistas e até mesmo liberais, mas legalistas foi exilada e, consequentemente, afastada do processo político controlado pelos novos donos do poder: a direita e a extrema direita brasileira.

Anteriormente, no ano de 1982, Leonel Brizola foi vítima também de uma conspiração entre a Globo, o SNI e a Polícia Federal do governo do presidente general João Figueiredo. O líder trabalhista quase perdeu as eleições para governador do Rio de Janeiro, no famoso escândalo da Proconsult, cuja intenção era manipular os votos e, por conseguinte, fazer com que o candidato do PDS, Moreira Franco, fosse o vencedor e assumisse o Palácio da Guanabara.

Mais uma mácula na história da Rede Globo, uma empresa privada, de concessão pública, a fazer política e, mais do que isto, a cometer crimes eleitorais com a intenção de interferir no processo eleitoral brasileiro, para que seus interesses econômicos e políticos fossem concretizados. Leonel Brizola percebeu a armadilha e convocou a imprensa para denunciar o jogo sujo perpetrado por órgãos de segurança e pelos jornalistas empregados do magnata bilionário Roberto Marinho.

O escândalo da Proconsult contra a eleição de Brizola pelo povo do Rio de Janeiro e a edição mequetrefe e manipulada do Jornal Nacional que prejudicou Lula há apenas dois dias das eleições presidenciais são os maiores exemplos da ousadia e do atrevimento de empresários autoritários inconformados com a redemocratização do Brasil e que se assemelha ao inconformismo das comunidades de informação e repressão, que, evidentemente, portadores de outros instrumentos de coerção, passaram a boicotar e a sabotar com violência a abertura política, bem como as primeiras eleições diretas da década de 1980.

O trabalhista e maragato Leonel Brizola foi lançado na vida pública pelo estadista Getúlio Vargas, e teve uma carreira política longa, de mais de cinquenta anos. Brizola lutou pelas causas populares e pagou um preço muito alto, pois perseguido pelo establishment, bem como ofendido em sua honra e dignidade, além sua pessoa ser, sistematicamente, desqualificada pelos inimigos partidários e principalmente pelos sabujos da imprensa pagos  pelos seus patrões, os barões da imprensa, para desconstruí-lo e, por sua vez, impedi-lo, entre outras coisas, de ser presidente da República.

Brizola foi um titã vocacionado para a luta em prol da liberdade e do desenvolvimento social do povo brasileiro. Político polêmico e nacionalista, considero que o distanciamento histórico para uma análise precisa de sua vida pessoal e política ser ainda muito curto em relação ao tempo, uma coisa se pode dizer do Velho Briza: era um homem muito corajoso, coerente e de valores perenes.

A coragem e a verve ideológica de Leonel Brizola provêm dos rincões do Rio Grande do Sul, que foram banhados de sangue ao longo de sua história, por causa de suas inúmeras revoluções e conflitos armados entre suas elites e facções políticas. Durante a Revolução Federalista, em 1923, seu pai, José de Oliveira Brizola, morreu lutando nas tropas lideradas por Joaquim Francisco de Assis Brasil, que combatiam os republicanos, cujo chefe era o presidente do Rio Grande do Sul, Antônio Augusto Borges de Medeiros.

Os republicanos, chamados de chimangos ou pica-paus, usavam lenços brancos no pescoço. Os federalistas denominados maragatos, usavam o lenço vermelho, que Brizola usou como símbolo de sua luta política por toda sua vida. O legado de seu pai, humilde lavrador, foi sua morte em defesa de suas crenças políticas e sociais. Brizola, de orlgem pobre, perdeu o pai com um ano de idade e recebeu de herança o lenço vermelho, em referência aos maragatos gaúchos ao tempo que uma homenagem ao seu pai.

Foi nesse ambiente ideológico e de guerra entre os gaúchos que Leonel Brizola se fez político. Ele foi o último personagem dos embates riograndenses, que duraram cerca de duzentos anos. O mandatário é considerado o herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas e de João Goulart, única doutrina política e social do Brasil que, realmente e rigorosamente, se propôs a efetivar as reformas de base, no que tange à industrialização, ao trabalho e à soberania do Brasil, a partir da Revolução de 1930. Até hoje o povo brasileiro é beneficiado socialmente e economicamente pelo legado dos trabalhistas, e por isso reconhece o valor desses homens de alma popular e verve guerreira.

O nacionalismo de esquerda de Leonel Brizola, chamado equivocadamente e cinicamente de populismo pela direita partidária, com a cumplicidade da imprensa burguesa, a fim de desqualificar as ideias do grande político, desagradou às elites brasileiras. A partir de 1964, com a assunção dos militares ao poder, por meio de golpe de estado, o perseguiram cruelmente, calando-o, ameaçando-o de morte e exilando-o por 15 longos anos. Investigaram sua vida, incessantemente, e não acharam sequer uma mácula que manchasse seu nome. Chamaram-no de louco, radical, insano e insensato, e, mesmo com as interpéries e os obstáculos, o gaúcho de Carazinho continuou a marchar no caminho de sua vida e de seu destino.
  
Humilharam sua mulher, seus amigos, sua família, seus correligionários e proibiram que seu nome por 15 anos saísse, sequer, nas publicações impressas, nas rádios e nas televisões brasileiras. Era como se Leonel Brizola nunca tivesse um dia existido. Era como se Brizola fosse um ser invisível. A minha geração somente tomou conhecimento da existência de Brizola em 1977, quando começou a recrudescer a luta pela Anistia, que, enfim, foi concedida em 1979, por meio de muita pressão da sociedade organizada.

Vale lembrar ainda aos que têm amnésia que a distensão política no Brasil e na América Latina aconteceu também por causa do presidente dos Estados Unidos, o democrata Jimmy Carter, que pressionou pelo estabelecimento da política de direitos humanos no mundo, além de efetivar a distensão política na América Latina. Carter cobrou do presidente general Ernesto Geisel, por exemplo, o fim do regime de força, o que ocorreu no início da década de 1980.

O presidente norte-americano, ao que me parece, nunca foi estudado a altura pelos nossos historiadores e muito menos é personagem da imprensa associada à ditadura no que diz respeito ao mandatário ter sido fundamental para que houvesse abertura política no Brasil, além da forte pressão interna liderada pelo MDB de Ulysses Guimarães e de setores da sociedade organizada exemplificados na OAB, na CNBB, na ABI, nas universidades e nos principais sindicatos de trabalhadores do ABCD paulista. 

Leonel Brizola lutou bravamente pelos direitos civis do povo, da legalidade constitucional e institucional, bem como se sacrificou pela democracia. Foi combatido, inapelavelmente, e combateu sem pedir arrego, porque como todo gaúcho de caráter e coragem é bom de peleia, o que o levou a nunca desistir de acreditar em um Brasil solidário, justo e democrático. Pagou um preço alto por sua determinação de enfrentar o status quo estabelecido pelas elites. Morreu sem ver o Brasil como em seus sonhos, ou seja, um País para os brasileiros e também para os estrangeiros, que vieram para as nossas terras viver e oferecer suas mãos para trabalhar.

O líder trabalhista acreditava na educação. Somente por intermédio da educação nós sabemos que o povo se torna digno, livre e emancipado. Um povo educado e informado tem força para fiscalizar os maus governos e reivindicar seus direitos. Com a crise econômica e política que o mundo vive atualmente percebemos, então, como o gaúcho Leonel Brizola faz falta. Quando vivo foi desprezado pelas classes dominantes e agora, morto, saberemos justificar, dignificar e honrar seu legado e sua memória. Brizola é um dos líderes da resistência do povo brasileiro, e homens de seu caráter são imprescindíveis para a formação cívica e cultural de uma Nação única e por isto especial como o é a brasileira. Brizola é o maragato libertário. É isso aí.

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25 Setembro 2013

Novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Bastou o novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot,declarar numa entrevista ao Estadão que "Pau que dá em Chico dá em Francisco", que a direitona ligada ao PSDB e, principalmente, aos desvios do PSDB nas privatizações, no mensalão tucano, no propinoduto, no trensalão, nos sanguessugas e vampiros da vida entrou em pânico.

O Estadão foi direto ao ponto logo na primeira pergunta ao novo procurador-geral, trocando apenas mensalão tucano por mensalão mineiro, quando mineiro é o cidadão que nasce em Minas Gerais ou o quem trabalha em minas.
O processo do mensalão está acabando. O senhor vai acelerar o processo do mensalão mineiro?
Pau que dá em Chico dá em Francisco. O que posso dizer é que, aqui na minha mão, todos os processos, de natureza penal ou não, vão ter tratamento isonômico e profissional. Procuradores, membros do Ministério Público e juízes não têm processo da vida deles. Quem tem processo da vida é advogado. Para qualquer juiz e para o Ministério Público todo processo é importante. [Fonte]

A resposta não tardou. No outro dia, o jurista Ives Gandra Martins, eminência jurídica da direita mais direitosa, aquela do Opus Dei, correu à Folha para dizer o que guardou silente durante todo os oito anos do tal mensalão: que José Dirceu foi condenado sem provas. Logo de cara também, mostrou onde está sua preocupação (que, evidentemente, passa longe de Dirceu e do PT):
Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato. Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela -e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do "in dubio pro reo" [a dúvida favorece o réu].[Fonte]

Outro direitoso silente, o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo também atacou o julgamento da AP 470.

Os pitbulls do STF, que vinham sendo endeusados, começaram a ter seus podres expostos. O ex-presidente do STF Nelson Jobim atacou o ministro Gilmar Mendes (a esse respeito, leia aqui O que mais é necessário para que se declare o impeachment de Gilmar Mendes?).

O terror da direita é um só: que se repita o julgamento medieval utilizado no "julgamento do mensalão" quando os réus forem o Fernando, o José, o Geraaaaldo, quando não deixarem os tucanos fugirem pela direita sem passar pelo bafômetro no cangote da Lei, que como disse em boa e primeira hora o novo procurador-geral "Pau que dá em Chico dá em Francisco".
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Sexta-feira, 27 de setembro de 2013


Pente fino da Siemens na Alemanha apontou negócios sujos no Brasil

SIEMENS DETECTOU NEGÓCIOS SUJOS NO BRASIL E QUER TIRAR A PECHA DE SER UMA DAS MAIORES EMPRESAS CORRUPTORAS DO MUNDO

INICIATIVA DE PROCURAR O CADE PARTIU DA MATRIZ DA SIEMENS NA ALEMANHA E A TESE DE CONSPIRAÇÃO - DEFENDIDA PELO GOVERNO ALCKMIN E PARCELA DA MÍDIA PARTIDARIZADA (Estadão à frente) DE QUE FOI O PT E O CADE QUE PROMOVERAM ESTE ACORDO - CAI POR TERRA

UM BASTA NO SILÊNCIO QUE CONSENTE, DIZ SIEMENS
  • Como pode um governo alemão, fiador da grave crise econômica na Europa, exigir austeridade de vários países e, ao mesmo tempo, permitir que uma das maiores empresas alemãs, a Siemens, punida por corrupção em várias partes do mundo, mantivesse  negócios fraudulentos no Brasil, sem que houvesse uma apuração dos fatos? 
  • Como ficam  as demais empresas do cartel metroferroviário que mantiveram contratos nos últimos 17 anos com os governos de SP(gestões Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra) ,  e do Distrito Federal (gestões José Roberto Arruda e Joaquim Roriz)?
  • Como ficam os agentes públicos de SP envolvidos com este esquema de fraudes? Pedro Benvenuto, que repassou informações reservadas para o "consultor" Jorge Fagali Neto, após publicação de denúncia pela Folha, pediu demissão do cargo de secretário-executivo do Conselho de PPPs de SP (veja notícia abaixo).
  • As apurações do governo Alckmin são pra valer ou  jogo de cena?
Nota oficial da Siemens, matéria paga, mostra as razões de a empresa ter feito o acordo de leniência com o Cade.  Ocupando meia página do Estadão desta sexta-feira, logo abaixo das duas notícias sobre a criação da Rede, de Marina Silva 

Informe publicitário - Estadão - 27/09/2013 - Página A5

Denúncia da Siemens ao Cade abre uma nova  era de transparência corporativa no Brasil

Com sua colaboração nas investigações — em ação nos casos de contratos do setor metroferroviário —,  a empresa mostra na prática a aplicação de seu programa de compliance.

“Se más práticas  prejudicam a sociedade e a própria empresa, então não existe outra escolha possível  a não ser a aplicação irrestrita da política 

de tolerância zero”, afirma Fabio Selhorst, vice-presidente de Assuntos Jurídicos & Compliance da Siemens no Brasil.
Praticamente toda a direção foi trocada. Entraram executivos que defendem a ortodoxia da  ação ética e que conduziram um grande  pente-fino nos negócios da empresa, inclusive por meio de auditorias externas. Houve  mais de 250 demissões e 2 mil funcionários  receberam algum tipo de punição.

Ao encontrar indícios suficientes de más práticas no Brasil contra a livre competição no mercado,  por meio de formação de cartel no setor metroferroviário, a empresa delatou o  caso ao Cade, órgão que investiga no País  esse tipo de prática. 

Como o processo corre em sigilo, a Siemens foi autorizada apenas no dia 16 de agosto deste ano a confirmar a autoria das denúncias, após o caso ter sido divulgado pela imprensa. A companhia está colaborando com as investigações desde o início da apuração, já que deu origem a elas.

Para a Siemens, não há outra opção que não seja divulgar o que é descoberto para a autoridade competente. 
Pouco comum, a atitude no Brasil, seguindo exemplos já ocorridos em outros países, causou impacto na mídia e gerou especulações, na maior parte delas, incorretas. 

A Siemens acredita que, para uma sociedade mais transparente e ética, é necessário criar um ambiente limpo de negócios.
“A nossa ação está em sintonia com a mudança que todos desejamos rumo a uma sociedade transparente. Temos de dar um basta no silêncio que consente”, diz Fabio Selhorst.

A íntegra da nota oficial da Siemens neste link

EM VEZ DE COBRAR EXPLICAÇÕES DE CHEFE DO CADE, PSDB DEVERIA COBRAR EXPLICAÇÕES DE SUBORDINADOS DE ALCKMIN

Estadão - 26/09/2013
  • PSDB cobra explicação de chefe do Cade
  • Para petista, ‘relação com deputado não altera apuração’

(Para ler mais notícias no RodapéNews, clique AQUI )
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Publicação: 26/09/2013


Em discurso nesta quinta-feira (26), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) criticou o jornal O Globo pela publicação, no último domingo (22), da matéria “Embargos infringentes podem beneficiar 84 parlamentares no STF”. Na opinião do senador, a matéria coloca “no mesmo saco” todos os parlamentares que são réus de ações penais no Supremo.


– Estou aqui com O Globo, jornal fundado pelo Irineu Marinho, posteriormente dirigido por Roberto Marinho e atualmente dirigido pelos netos do Irineu, os filhos do Roberto, que se dedicam, como verdadeiros moleques, a fazer molecagem na imprensa – disse.



A matéria inclui Requião como um dos possíveis “beneficiados”, já que o senador é processado naquele tribunal por calúnia contra o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.



– Aprendi há muito tempo, com meu avô sergipano, que quando você é mordido por um cachorro, você não bate no cachorro, você bate no dono do cachorro. E o dono dos dois jornalistas que escreveram essa maravilha aqui chama-se Roberto Irineu Marinho. É com ele que eu quero falar desta tribuna – afirmou.



Requião disse que o jornal colocou no mesmo patamar parlamentares processados por crimes diversos, “de delito eleitoral por afixar cartazes em locais não permitidos a peculato, fraudes em licitações, injúria e mais”. Se uma pessoa desatenta ou desavisada ler a matéria, opinou o senador, acaba por acreditar que todos os 84 parlamentares que sofrem processo no STF são corruptos.



– Eu não sou Marinho. Eu não estou devendo milhões de reais para a Receita Federal. Não estou me escondendo no poder de comunicação dos seus jornais. O Globo não se preocupa em separar alhos de bugalhos. Não se preocupa em mostrar as diferenças das acusações contra 84 políticos. Não! Para O Globo, buscar a verdade nos fatos, o fundamento do jornalismo, é apenas um detalhe absolutamente supérfluo – pontuou.



Requião afirmou que os jornalistas de O Globo sequer o procuraram para que ele contasse sua versão sobre o processo no STF, nem pesquisaram seu processo no Supremo, que inclui parecer do Ministério Público favorável a ele.



"Isso é um trabalho que os moleques a serviço do Roberto Irineu Marinho – parece que esse é o nome da peça rara-, esse é um trabalho a que eles não se dão. Repudio esta molecagem de O Globo e dos Marinho, essa reportagem maliciosa, aleivosa, malandra, safada. Não podemos continuar alvos de safadezas como essas, desse jornal safado, dirigido por malandros, que é O Globo", concluiu Requião depois de pedir o apoio dos deputados a seu projeto de lei que estabelece regras para direito de resposta por matéria ofensiva na imprensa.


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GLOBO CENSURA: “MEDICINA CUBANA REVOLUCIONA"


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A frase acima e todo o comentário informativo do jornalista Jorge Pontual, correspondente da Globo em Nova York, foram retirados do site do programa Em Pauta, da Globo News; censura bruta; na tevê, foi ao ar, mas só porque ele falava ao vivo; Pontual, ao lado de Eliane Cantanhêde, deu uma aula sobre o assunto; disse que entrevistou pesquisadora americana Julia Silver para o programa Sem Fronteiras; dali extraiu informações que a Globo detestou; sistema de medicina comunitária foi criado por Che Guevara; médicos cubanos livraram 600 mil africanos da cegueira; Organização Mundial de Saúde recomenda modelo cubano para todo o mundo; "agora, os brasileiros vão desfrutar dessa medicina que revoluciona o modelo tradicional"; tudo foi cortado; furo é do site Tijolaço; assista ao video censurado
(Para ler completo, clique no título)
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Programa Mais Médicos: profissionais e pacientes40 fotos

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27.set.2013 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, (à esq.) dá as boas vindas ao médico angolano, naturalizado português, Francisco Manuel Pegado, participante do programa Mais Médicos, do governo federal, em Salvador (BA) Karina Zambrana/Ascom Ministério da Saúde
Estudiosa da diplomacia médica cubana, a socióloga norte-americana Julie Feinsilver, formada pela Universidade de Yale, é uma exceção em seu país. Admiradora da medicina praticada no país governado pelos irmãos Raúl e Fidel Castro, ela lançou em 1993 o livro "Healing the Masses" ("curando as massas", em tradução livre), no qual abordava o modelo implantado na ilha.
  • Arte UOL
    Saiba qual a proporção de médicos em cada Estado e o panorama em outros países
Hoje, tanto o livro como artigos da socióloga se transformaram em referências para quem quer se aprofundar em medicina cubana. Feinsilver, que vive em Washington, já contou em entrevistas que teria sido vigiada pela CIA e FBI, com direito a telefone grampeado.
"Acho condenável os médicos brasileiros assediarem os cubanos, que foram para o seu país ajudar os mais pobres entre os pobres", disse Feinsilver em entrevista, por e-mail, aoUOL. "Houve protestos por parte de algumas sociedades médicas por causa de um medo infundado: a concorrência." 
(Para ler entrevista completa, clique no título)

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EDITORIAL:



O discurso de Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (24), que tradicionalmente cabe ao Brasil, foi o pronunciamento de uma estadista consciente de seu papel de dirigente de uma nação cuja influência cresce no mundo por ser portadora da defesa da paz, da diplomacia, da convivência pacífica entre os povos do mundo.

(...)

Obama, dirigente de uma nação de poder ainda imenso mas em declínio, falou como o chefe da nação que é hoje a principal ameaça à paz no mundo. 










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No blog da redecastorphoto...

24/9/2013, no blog de Paul Craig Roberts
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Agora, comparem a decência humana do discurso do presidente do Irã e as 45 mentiras do discurso de ObamaPaul Craig Roberts.

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, discursa na 68ª Assembleia Geral da ONU

Sr. Presidente, Sr. Secretário-geral, Autoridades presentes, Senhoras e Senhores

De início, quero apresentar minhas muito sinceras felicitações por sua merecida eleição à presidência da Assembleia Geral, e aproveito o momento para manifestar meu apreço pelos valiosos esforços de nosso ilustre secretário-geral.

Nosso mundo está hoje repleto de medo e de esperança; medo da guerra e das relações regionais e globais hostis; medo da mortal confrontação entre religiões, etnias e identidades nacionais; medo da institucionalização da violência e do extremismo; medo da pobreza e da discriminação destrutiva; medo da exaustão e da destruição de recursos indispensáveis à vida; medo do desrespeito à dignidade e aos direitos humanos; e medo da desatenção à moralidade na vida. Mas, ao lado desses medos, há novas esperanças; a esperança de que povos e elites em todo o mundo comecem a dizer “sim à paz e não à guerra”; e a esperança de que prevaleça o diálogo, sobre o conflito; e a moderação, sobre o extremismo.

As recentes eleições no Irã são exemplo vivo, claro, de uma opção pela esperança, pela racionalidade e pela moderação, declarada pelo grande povo iraniano. A realização da democracia consistente com a religião, e a transferência pacífica do poder executivo, mostram que o Irã é a âncora de estabilidade no que, sem o Irã, seria um oceano de instabilidades regionais. A firme crença de nosso povo e de nosso governo, numa paz duradoura, na resolução de disputas com estabilidade, tranquilidade e em paz, e a confiança absoluta nas urnas como base do poder, da legitimidade e da confiança do povo, sem dúvida desempenharam papel chave, para criar o ambiente de segurança em que vive o Irã.

(Para ler texto completo, clique no título)

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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA



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