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sábado, 22 de junho de 2013

Sério colóquio futriqueiro no Bar São Jorge




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Os pauteiros da PressAA, saíram ontem do Bar São Jorge, um tanto borrachos, e voltaram para a redação. Minutos depois, o proprietário do bar ligou para o editor-assaz-atroz-chefe, e contou que, logo que os gazeteiros saíram, dois jornalistas sérios entraram no boteco e desenrolaram um colóquio futriqueiro. Aí, bateu pra nós, pra nós poder bater pra nossa a patota.

Ainda ontem, telefonaram para nossa redação, dado uma dica perspicaz:

“Tinha manifestante usando a máscara do V, Guy Fawkes, e gritava "Não Violência!". Acho que uma coisa não bate com a outra. Não é bem assim que o personagem acha que as coisas seriam mudadas...

(Não entendemos bem o que o rapaz quis dizer, mas vale o registro)

Outro ligou e disse:

“Escuta: vocês perceberam que, nos primeiros momentos das manifestações, os telejornais chamavam os vândalos de vândalos mesmo. Logo passaram a chamá-los de minorias radicas. E assim ficaram falando durante muitos dias. Agora passaram a chamá-los pelo verdadeiro nome: bandidos! Alternando com baderneiros. Acho que, se o movimento se reverter em favor do governo, eles vão chamar os caras de incompetentes! O que vocês acham...?”

(A linha caiu)

Nós não achamos nada. Pelo contrário, perdemos celulares, uma minicâmera, e até a Brasília amarela da nossa equipe de reportagem foi esculachada.

Mas vamos ao bate-papo que rolou no Bar São Jorge depois de nossa saída:

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Escrevinhador: ― A marcha em São Paulo, nesta quinta-feira, foi convocada pelo MPL, Movimento Passe Livre, para comemorar a vitória obtida com a redução nas tarifas de ônibus e metrô. Era pra ser uma festa. Virou mais uma sintoma preocupante do avanço da extrema-direita nas ruas. Um manifestante mordeu a bandeira do PT. Outras bandeiras foram queimadas. Nenhuma era de partidos de direita, como PSDB ou DEM. Não. O ódio “anti-partido” tem um sentido muito claro. 

Náufrago: ― "A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra." Não sou fã incondicional do velho Mao Tsé-Tung, mas ele tinha lá seus momentos. Esta frase é uma pérola.

Escrevinhador: ― Eu estava lá. Vi de perto. Como já acontecera em outras manifestações nas últimas duas semanas, grupos organizados  e que se dizem “apartidários”, o que, aliás, é um direito de qualquer cidadão, tentaram impedir que os partidos políticos e as organizações sociais erguessem suas bandeiras na avenida Paulista. Agrediram militantes do PSTU, xingaram a turma do PSOL e ameaçaram a militância do PT. Na minha frente, um homem com capacete de motoqueiro e jaqueta de couro tentou bater numa senhora com mais de 60 anos, que carregava uma bandeira vermelha. “O PT não vai sair desse quarteirão, não vamos deixar o PT pisar aqui, é a nossa avenida”, o homem gritava descontrolado.

Náufrago: ― Muitos companheiros estão assustados com o rumo que os protestos de rua tomaram em Sampa. Como a participação da direita fardada foi catastrófica, agora é a direita de jeans que reage ao movimento, com mais argúcia.

Escrevinhador: ― Acho que há bons motivos, sempre, para criticar os partidos. Faz parte da Democracia. O PT, especialmente, pode ser criticado por ter cedido demais aos “acertos de gabinete”. Mas querer impedir, na marra, que partidos e organizações sociais participem de um ato público não tem outro nome: fascismo. 

Náufrago: ― E, também, com uma aparente forcinha do PT. Não dá para acreditarmos que o Rui Falcão mandasse militantes embandeirados para o olho do furacão sem prever que seriam hostilizados. Meu palpite é bem outro: ele queria que acontecesse exatamente o que aconteceu.

Escrevinhador: ― Não é nenhum exagero. Quem estava lá na Paulista sentiu de perto. O clima de ódio era tão grande que a manifestação adotou um formato curioso: em uma faixa da avenida, marcharam o MPL, seguido por UJS, UNE, MST e por militantes de partidos como PT, PSOL, PSTU e PCO, estes três bastante críticos em relação a Dilma e ao PT.



Bate-papo editado pelos pauteiros da PressAA.

Para ler a polêmica discussão original na íntegra, acesse o blog da redação desta nossa virtual Agência Assaz Atroz: O Náufrago e o Escrevinhador brindam coquetéis molotov no Bar São Jorge



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Leia Também... (Recebido por e-mail do jornalista pernambucano Ruy Sarinho)

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O dia em que quase vou a nocaute… e a crônica do despertar ‘entre a esperança e o medo’

infiltrados-2
por Sulamita Esteliam
E aí, ainda curtindo a ressaca moral e cívica (Ai, ai, ai …! Isso é memória prostativa, prescritiva ou pró-ativa…)? 
Podem me chamar de paranóica, não tem importância: devo confessar que, ontem, desligado o piloto automático, caí da perplexidade para o estado de choque, e quase vou a nocaute. Salvaram-me minhas ancestrais sertanejas de todos os quintos das Gerais.
Perguntar não ofende: e a Dilma, quando é que vai à TV falar para o povo deste Brasil, quase, em esquizofrenia!?
Bom, tenho muito trabalho, ainda, que está à minha espera desde o primeiro dos últimos dois dias. E hoje é sexta-feira, bolas!
Entonces, com a permissão dos honram este blogue com o acesso, transcrevo crônica de Homero Fonseca, respeitado jornalista e escritor pernambucano. Gentilmente enviada pelo amigo e leitor ilustre, Ruy Sarinho, também pernambucano, jornalista e homem de rádio. É meu Dom Quixote preferido, que ajuda a lavar minh’alma diletante com o bilhete que, antes, reproduzo:
“Doutora A Tal Mineira Sulamita Esteliam (com alma pernambucana, inspirada no Frei Caneca), que também gosta da caneca com chope …
Enviei o seu último artigo, sobre os oportunistas dos protestos, para Roberto Almeida. Ele adorou, já tinha escrito coisas na mesma linha. E mandou para mim, depois, um texto genial de Homero Fonseca, que já foi meu chefe em campanha política. Merece ser postado e espalhado Brasil e mundo afora. Vou gravá-lo com o melhor locutor/intérprete que temos em Recife, Tony Araújo, locutor único da Sintonia, para espalhar em rádios comunitárias e rádios-web. Espero que possa enriquecer o seu Blog, com lado e ideologias definidos.
Um abraço pernambucano,
Ruy Sarinho”
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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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DILMA REPETIU A RETÓRICA DO JARBAS PASSARINHO

A mensagem da presidenta Dilma Rousseff ao povo brasileiro só me deixou uma dúvida: terá o Jarbas Passarinho sido o ghost writer?

Pois a diferenciação entre  manifestantes pacíficos  e minoria autoritária, quem fazia era a ditadura militar. Dilma deveria pagar-lhe direitos autorais.

De quem tem sua história de vida e integra um partido criado por perseguidos políticos, esperava-se um mínimo de equilíbrio e coerência: criticar não apenas os excessos cometido por manifestantes ou provocadores infiltrados entre eles, mas também, e principalmente (porque partida de quem deveria manter a ordem e não estuprá-la), a bestialidade policial que revoltou o Brasil e estarreceu o mundo.

E que dizer do comportamento imoral das polícias que facilitaram saques e depredações, retardando ao máximo o atendimento das ocorrências, porque sua verdadeira prioridade era retaliarem autoridades que os haviam censurado e/ou manipularem a opinião pública?! Isto caracteriza omissão no cumprimento do dever. Tanto quanto a brutalidade desnecessária, teria de ser rigorosamente apurada e punida.

E até quando vai ser ignorada a gravíssima denúncia do jornalista/historiador Elio Gaspari, de que duas dezenas de integrantes da tropa de choque foram os iniciadores deliberados do festival de agressões covardes do último dia 14 em São Paulo? 

Gaspari foi muito claro sobre o que testemunhou: o ato transcorria na mais perfeita paz até que uns 20 brutamontes fardados, sem motivo nem aviso, começaram a atirar rojões e bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Ora, se policiais atuaram como agentes do caos, acendendo o estopim que faria explodir a violência descontrolada, isto também é muito pior do que a ação de qualquer depredador. 

Nada disto foi lembrado pela presidenta, que nem sequer qualificou de bárbara uma polícia que praticou as mais flagrantes barbaridades. Quando a mesma PM vandalizou o Pinheirinho, Dilma, pelo menos, designou corretamente aquilo que havia ocorrido: fora, disse ela, um ato de barbárie. Desta vez, nem isto.

Quanto à defesa dos partidos, soaria bem mais sincera se não fosse o PT que os tivesse desmoralizado (e a si próprio) ao comprar o seu apoio com  uma farta distribuição de ministérios  y otras cositas más. Não seria melhor tentar fazer as suas posições prevalecerem pelos próprios méritos?

Já que optaram pela facilidade dos  acordos podres, os petistas não têm  motivos para se queixarem da péssima imagem das agremiações políticas. Depois de ver o Maluf, o Sarney, o Calheiros,  o Collor, o ACM e outros da mesma laia aos beijos e abraços com o Lula, o que mais o povo poderia concluir sobre os partidos e os políticos?

Precisamos de partidos, sim. Mas não desses que estão aí, vendendo-se no atacado e varejo e até leiloando seu voto nas questões importantes.

Nenhuma reforma política resolverá isto. O que é preciso, o Fernando Collor prometeu quando o entrevistei para a Agência Estado, logo no início da campanha presidencial de 1989: afirmou que, se medidas imprescindíveis estivessem sendo  embaçadas  pelo Congresso, ele iria pessoalmente explicá-las ao povo, exortando-o a pressionar os parlamentares.

Era a receita certa na boca do homem errado. Eleito, não fez nada disto. 

E também se mostraram  presidentes  errados  o Itamar Franco, o FHC, o Lula e a Dilma. Nenhum deles teve a coragem de romper com as práticas fisiológicas, jogando o povo contra os congressistas, se necessário.

Estamos à espera de um presidente que, como os pequenos comerciantes dos filmes de Hollywood, ouse responder aos gangstêres que vêm cobrar-lhes por  proteção... contra eles mesmos: eu não pago! 

O resto é conversa pra boi dormir. Se a Dilma  quiser algum dia coibir pra valer a ação dos corruptos, não precisará ir muito longe: vai encontrar boa parte deles abrigada na base aliada.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A REVOLUÇÃO NÃO É O CONVITE PARA UM JANTAR

"A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra."

Não sou fã incondicional do velho Mao Tsé-Tung, mas ele tinha lá seus momentos. Esta frase é uma pérola.

Muitos companheiros estão assustados com o rumo que os protestos de rua tomaram em Sampa. Como a participação da direita fardada foi catastrófica, agora é a direita de jeans que reage ao movimento, com mais argúcia.

E, também, com uma aparente forcinha do PT. Não dá para acreditarmos que o Rui Falcão mandasse militantes embandeirados para o olho do furacão sem prever que seriam hostilizados. Meu palpite é bem outro: ele queria que acontecesse exatamente o que aconteceu.

Era óbvio que a direita, em qualquer ponto do caminho, tentaria transformar a rejeição generalizada aos podres Poderes numa rejeição individualizada ao Governo Dilma. E é óbvio que a presença ostensiva dos  petistas facilitou a jogada, pois quase todos que estavam na manifestação paulistana eram contra eles, por um ou outro motivo.

Luta política de verdade é assim. Também em 1968 nos defrontávamos com núcleos de estudantes reacionários dos cursos de Exatas da USP, com os agrupamentos fascistas existentes no Mackenzie, etc. A revolução não é o convite para um jantar.

Eu seria capaz de apostar que, já na próxima manifestação, os  indignados  paulistanos restabelecerão o foco correto.

E deixo registrado meu total repúdio à falácia das redes virtuais petistas, que tentam desqualificar em bloco a mais importante luta social brasileira deste século. 

Trata-se de um fenômeno novo e temos de apostar que a vertente revolucionária nele acabará prevalecendo... ou, simplesmente, não há mais esperança para nós. Pois da esquerda palaciana já não podemos esperar nada, em termos revolucionários. 

Ela se tornou definitivamente reformista, empenhada apenas em manter sua atual posição de mera gerenciadora do capitalismo, mediante a distribuição de algumas migalhas a mais para os explorados. E não, jamais, nunca, de maneira nenhuma, a fatia completa do bolo a que eles têm direito.

Bar São Jorge: “Salta um coquetel molotov estupidamente...”





Os periodistas da PressAA, de sacos cheios, cansados de bater cartão de ponto e receber vale em vez de pagamento integral, e não aceitando as desculpas do barão proprietário desta desorganização pasquineira, o qual se prepara para deflagrar um passaralho na redação, alegando que uma crise financeira e econômica assola o Planeta... assim, aderiram aos protestos das multidões e passaram a trabalhar sob regime de greve.

Na hora do almoço, em vez de marmita, os atrozes jornalistas decidiram tentar mais um pendura no Bar São Jorge, onde costumam jogar conversa fora nos happy hours das sextas-feiras.

O proprietário do botequim recebeu os gazetistas escabreado...


...mas acabou cedendo às súplicas dos choramingas.

Sentados e degustando o couvert composto de pão com manteiga e sanduíche de mortadela, rolou um pressuroso papiar dos periodistas pauteiros da PressAA.

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― Então, já chegaram à conclusão sobre a verdadeira origem e o destino dos protestos que abundam e medram... e bota abunda e medra nisso... pelas ruas das principais cidades do Brasil?

― Nós sabemos que essa coisa começou mesmo por causa das elevadas tarifas dos transportes coletivos. Mas agora perderam o controle devido à imensa retirada dos direitos sociais da população nos últimos anos.

― Retirada de direitos sociais?! E desde quando a população desfrutou de plenos direitos sociais?

― Ora, com a transferência da corte portuguesa pra cá, D. João VI abriu os portos às nações amigas, criou o Banco do Brasil pra inglês sacar, mandou construir uma fábrica de pólvora, fundou a Biblioteca Nacional...

― É verdade! E, poucas décadas depois, depois de poucos séculos de chibata, a princesa angelical aboliu a escravidão.

― Mas não fez reforma agrária.

― Claro que não! Muitos jovens abolicionistas eram filhos dos barões escravagistas, eram herdeiros de latifúndios. Uma coisa é expressar gestos fraternais e tentar se redimir dos pecados originais. Outra é abrir mão do suado patrimônio da família, renunciar a heranças...

― Corta essa fita, salta pros dias de hoje. Vocês acham mesmo que o governo atual retirou os direitos sociais da população, como tem esquerdista quiliasta dizendo?

― É como o chapa aí falou: desde quando tivemos plenos direitos sociais?

― Bem ou mal, a segurança pública melhorou.

― Como assim? Não exagera, cara!

― Eu provo. Não faz muito tempo, os protestos de rua eram enfrentados pela polícia com chumbo de verdade. Agora, nas manifestações da classe média, usam balas de borracha. As armas de grosso calibre só podem ser utilizadas nas periferias, em ações de reintegração de posse de lotes favelados, ou no campo, contra índios e invasores de terra.

― Fala sério! Para com essas gozações.

― Isso mesmo, vamos falar sério. Já que lembramos de D. João VI, lembrem-se também de que foi ele quem permitiu atividades de imprensa aqui em Pindorama.

― Pois é! Mas havia censura. Só se podia publicar a favor da realeza. O Correio Braziliense, que era rodado em Londres e enviado pra cá, recebia jabaculê para apoiar a monarquia.

― E nos últimos tempos não houve avanço no setor das comunicações? Não?! Não houve?!

― Houve sim. Agora, o governo tenta cooptar a imprensa destinando as verbas publicitárias para os barões do café-soçaite midiático-nativo, sediado em solo pátrio! Assim, estancou a sangria de divisas. O dinheiro fica aqui mesmo, enterra Brasilis.

― Só vai para os paraísos fiscais o caixa-dois, o por-fora, apesar de ser bufunfa afanada legalmente, através das brechas na legislação.

― Legal, cara! Legal, mermão, legal!

― É dessa forma que corporações detentoras de suportes midiáticos arranjam parceiros além-mar.

― Vamos dar um tempo nessas lorotas, vamos falar seriamente mesmo.

― Tudo bem. Então, alguém responda se for capaz: qual a principal reivindicação dos manifestantes, hoje, nas ruas de todo o Brasil?

― Essa é fácil: passe livre, sem precisar escalar a catraca.

― Tá frio...

― Saúde!

― Ué! Quem espirrou aqui?!

― Tou falando de melhor atendimento nos hospitais e manicômios.

― Acho que é o engavetamento e sepultamento da peque trinta e sete...

― Despoluição do Tietê!

― Higienização dos aeroportos. Aumento das tarifas aéreas, a fim de que a ralé pare de viajar de avião.

― Vocês tão por fora... A principal reivindicação dos revoltosos é o barateamento da gasolina feita com o petróleo do pré-sal.

― Tão é delirando. O que a turba enfurecida quer mesmo é a demonização das comunicações.

― Você quer dizer “democratização”, né?

― Não! É demonização mesmo. Não é demonizá-la amaldiçoando seus efeitos malignos, mas sim torná-la ainda mais demoníaca.

― Num tou te entendo.

 ― Vamos lá. Perdido no meio do turbilhão, havia um único cartaz com a inscrição: “Queremos a democratização dos meios de comunicação”. Assim mesmo, rimando.

― E então?!       

― E então? E então que os vândalos partiram pra cima do coitado que portava o cartaz, tomaram e tascaram fogo no pasquim. Foi aí que o âncora do telejornal deixou de lado a ridícula pieguice de dizer que a maioria é cândida, bonachona, e que os terroristas são minorias radicais... O cara perdeu as estribeiras e gritou furibundo: “Era um terrorista com uma mochila preta nas costas! Mas os pacíficos manifestantes perderam a paciência com ele”.

O ar condicionado do Bar São Jorge está pifado há anos. O calor das fogueiras nas ruas irradiou-se até o interior do boteco, aumentando a temperatura a um nível insuportável. Um periodista já um tanto borracho gritou para o dono do boteco:

― Salta uma cerveja estupidamente...

Raimundo, o garçom rápido no gatilho, arremessou uma garrafa, que colidiu violentamente com a testa do freguês. Este se esborrachou no chão: Pluft! Estendido no meio do salão, o gazetista da PressAA completou:

― ...gelada, cara! Gelada!




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Agora, para se divertir, leiam...



A revolta dos bem nascidos e a “revolução” na tela da Globo

Por Davis Sena Filho

(...)

O Brasil avançou, e muito, em suas conquistas sociais e econômicas. É visível e palpável e somente não reconhece quem não quer enxergar, por motivos ideológicos, partidários, culturais, de ordem preconceituosa, de classe social, que leva à intolerância política e, por seu turno, à contestação vazia, porque falta uma agenda que elenque as reivindicações e que prevê também a abertura de diálogo, de maneira democrática e respeitosa. Não adianta os reacionários de plantão apostarem no golpismo, tão a caráter das classes privilegiadas, que querem impedir a distribuição de renda e de riqueza. Não é de bom alvitre as classes média tradicional e alta, frequentadoras há mais de cem anos de universidades federais e estaduais reeditarem a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, porque a que está a acontecer  é maior, com maior tempo de duração e não tem, insisto, uma ainda uma agenda política para debater o Brasil e dialogar com consciência, com seus interlocutores, que são e têm de ser as autoridades eleitas e não a os donos e os seus empregados do sistema midiático privado.

(...)

A Copa das Confederações já é um sucesso de público e o retorno financeiro vai se concretizar.  A Copa do Mundo de 2014 vai ser uma das melhores. A Globo vai encher a burra de dinheiro, bem como os seus anunciantes, e, malandramente, no Jornal Nacional, vai dizer que os eventos são e serão um fracasso, ainda mais no Governo do PT. Só não dá mais para dizer que o Brasil não sabe construir estádios. Quando essa gente viu os estádios prontos ficou furiosa, porque não imaginava tanta competência. Eles torcem contra o Brasil e tergiversam, distorcem, manipulam e disfarçam seus desprezos e rancores e desamores. Vários grupos e em diferentes capitais gritavam: “Foda-se o Brasil”! Afirmo novamente: todos os países disputam duramente para ter em suas terras eventos esportivos internacionais. Aqui no Brasil é o contrário. O complexo de vira-lata, o DNA de escravagista e a alma subserviente e colonizada impedem, definitivamente, que essa gente reconheça o Brasil e os direitos de seu povo. Vamos ver que tem mais garrafas para vender em 2014. A maioria do povo trabalhador que vota na Dilma, definitivamente, não está a ocupar as ruas. Só não vale golpe de estado midiático, a "revolução" na tela da Globo, como tentaram na Venezuela.

(Clique no título e leia artigo completo no Blog Palavra Livre )

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

CAIU NOSSA BASTILHA

A tomada da Bastilha foi um episódio de enorme importância simbólica, por ter exposto dramaticamente a fragilidade de uma monarquia que caía de podre mas os franceses, por hábito, continuavam temendo; daí o 14 de julho haver se tornado o principal feriado da nação.

Seu resultado prático, contudo, foi apenas a libertação dos sete últimos prisioneiros que nela restavam e a obtenção de um arsenal sucateado (de 15 canhões, apenas três funcionavam...).

Da mesma forma, o que nossos  indignados  acabam de conseguir não foi somente a revogação, em poucas capitais, de mais um reajuste de tarifas do transporte coletivo. Na verdade, eles despertaram um gigante adormecido: o povo brasileiro.

A chegada ao poder do partido que se propunha a representar os explorados teve o efeito nocivo de os desmobilizar; passaram a crer que lhes seria dado de mão beijada o que tinham, isto sim, de conquistar com os punhos cerrados.

Quando o PT se vergou ao poder econômico para conseguir governar,  endireitando  e domesticando-se a olhos vistos, o povo ficou órfão e, pior ainda, desiludido e descrente de sua força.

Limitava-se a resmungar contra a corrupção, contra a inflação, contra as maracutaias da Copa, contra o sucateamento da Saúde e da Educação, contra o caos nos transportes, contra a vida mal vivida e a noite mal dormida...

Em São Paulo, a bestialidade de um governo cujos efetivos policiais permanecem  mentalmente ancorados na ditadura militar despertava reações frouxas, quase irrelevantes face à gravidade de episódios como a ocupação militar da USP e a  barbárie no Pinheirinho.

No entanto, a força da opinião pública é bem maior que a dos brutamontes fardados; foi o que se constatou, primeiramente, em 2011, quando uma tentativa de proibição da Marcha da Maconha acabou em recuo, face à péssima repercussão da  blitzkrieg  que a PM desencadeou em plena avenida Paulista.

O fenômeno se repetiu na semana passada: quando são escancarados ao País --e ao mundo-- os métodos corriqueiros das nossas  polícias democráticas, a batalha pelos corações e mentes está ganha. Só sádicos e psicopatas conseguem presenciar  aquelas agressões covardes sem se revoltarem.

E, desta vez, o exemplo de luta de São Paulo inspirou iniciativas semelhantes em várias outras cidades, que trouxeram à tona demandas reprimidas há mais de uma década e flagraram uma insatisfação generalizada com os governantes do País. 

Foi um divisor de águas: nada será como antes amanhã. A passividade e a prostração terminaram. As cobranças começaram. Novos contingentes revolucionários estão sendo forjados na luta, para um dia oferecerem uma verdadeira solução às carências e aflições do nosso povo.

Desde que sejam pacientes na acumulação de forças e perspicazes na escolha do momento para cada batalha, não tentando acelerar artificialmente os acontecimentos e precavendo-se sempre contra a ação nefasta dos provocadores infiltrados.

Saques e depredações são tudo de que não precisamos neste momento mágico de retomada em larga escala das lutas sociais.

LEIA TAMBÉM, NO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA:
QUEM NASCE PARA REINALDO AZEVEDO NUNCA CHEGA A CARLOS LACERDA (clique p/ abrir)

Em Depoimento a Comissao da Verdade , Vitor Buaiz registra com carinho a importância do PCB


Trecho do depoimento de Vitor Buaiz a Comissão da Verdade da Universidade Federal do ES. Destaque do Trecho: o carinho e importância do PCB.

A luta POPULAR por representante do POVO no CONSELHO do TCES



A sociedade aponta três nomes para concorrer a vaga no Tribunal de Contas

 Andre Luiz MoreiraAlba AguiarWalter Conde


A sociedade está dando uma resposta ao clube fechado que se transformou o Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) e está lançando três nomes, que vão concorrer a vaga aberta com a aposentadoria do conselheiro Marcos Madureira. A proposta é a realização de concurso público para o cargo de conselheiro, acabando dessa forma com as negociatas que garantem um emprego vitalício a um político de carreira.

Estão sendo apresentados como candidatos os advogados André Moreira e Alba Aguiar e o economista Walter Conde, também conhecido como jornalista econômico. Durante reunião realizada na noite desta quarta-feira (19), no Centro de Vitória, o ex-governador Max Mauro( presente )   destacou que a garantia para que os cidadãos participem do processo é da Constituição Federal.



O Tribunal de Contas tem um papel importante por ser o órgão que analisa os gastos do Governo do Estado e dos municípios, atualmente foco de concentração de corrupção. Por falta de uma isenção na fiscalização, o Tribunal de Contas se limita a conferir se a soma das despesas estão corretas, sem conferir a necessidade das mesmas ou se elas eram necessárias. Diante disso, a falta de uma isenção na fiscalização contribui para a corrupção ser generalizada.
  
O que é e Como é O TCES hoje?

Tribunais de Contas são órgãos normativos, sem poder judicante e formados por representantes de assembleias legislativas, no caso dos estados e Congresso Nacional, no caso da União. Deles fazem parte entidades várias, segundo estabelece a lei.

Seus integrantes são indicados pelos chefes de executivos e aprovados pelo Poder Legislativo.

Em tese, lhes cabe fiscalizar as ações e contas dos governos .

No Brasil têm servido como instrumento de negociações político-partidárias e isso os descaracteriza. Há necessidade de uma revisão na lei que permita, por exemplo, a criação de órgãos fiscalizadores. onde haja efetiva participação popular e lhes seja dado o poder de encaminhar governantes a julgamento (ao contrário do que acontece atualmente quando esse poder é limitado.

Não há necessidade de tribunais de contas, mas de comitês populares para fiscalização das contas públicas e a partir dos municípios. Representação sindical, de movimento popular, de entidades da sociedade civil organizada e transparência nas ações desses comitês, ou seja, as irregularidades têm que ser levadas ao conhecimento público.

E, ao mesmo tempo, servir de ponto de partida para o afastamento de governantes envolvidos em irregularidades, de corte das empresas envolvidas em irregularidades, caso do ENGENHÃO no Rio de Janeiro (erro de cálculo, que é básico), limitando a participação de assembleias legislativas, Congresso Nacional, câmaras municipais (alguns municípios têm esses tribunais) e ampliando a participação popular.

Os comitês representativos servirão para aumentar o combate a corrupção e ao mesmo tempo dar ao cidadão maior poder na fiscalização dos governos, devendo ser licito ao cidadão comum participar desses comitês.

Do contrário a corrupção continuará crescente, pois somos um País governador pelas elites e por partidos falidos que formam um clube de amigos e inimigos cordiais.




quarta-feira, 19 de junho de 2013

Começou a circular o drone 2222, que parte direto da Central de Contradesinformação do Brasil



(Foi detonado o blog Agência Assaz Atroz (PressAA), a sede virtual da nossa satírica agência de notícias. Na primeira vez que excluíram este blog, conseguimos recuperá-lo, mas desta vez tudo indica que o Blogger Service não vai devolvê-lo ao público. Lamentamos.)

A nossa Agência Assaz Atroz adquiriu um drone, aviãozinho não tripulado, como aqueles que Obama autoriza que sejam disparados contra os povos do Oriente Médio, matando crianças, adultos e idosos. 

Porém o nosso parte em missão de paz, tendo como finalidade resgatar (pretensão nossa) consciências adormecidas, em iminente perigo de mergulhar na mais profunda treva. Nosso drone também não é tripulado, nem manobrado ou teleguiado; é autônomo, autopropulsionado. Mas dá carona a quem tem mensagem de alerta.

Antes de fazer partir o nosso aviãozinho cibernético, vamos refrescar memórias.

O general  Golbery do Couto e Silva, um dos mentores do golpe civil-militar de 64, dizia que as extremas esquerda e direita políticas e sectárias do Brasil pareciam querer se beijar: “São como as extremidades de uma ferradura, mirando-se, querendo se aproximar uma da outra”, concluía o general, eminência parda dos generais ditadores.

E hoje? O que vemos hoje no Brasil, em se tratando de militância política e legados ideológicos?

Ontem jogaram pra cima de um dos nossos periodistas: “Esse negócio de ideologia é caretice, coisa caduca!”.

Respondemos:  “Caretice mesmo é acreditar que não existe mais esquerda, direita nem meia volta volver. Pensar assim é senilidade precoce ou de quem já está realmente caducando devido a idade”.

E completamos com esta outra mensagem:

Com a queda do Muro de Berlim (1989), a direita neoliberalista cantou loas anunciando o fim do comunismo, do socialismo. Foi além, falou de um tal Fim da História, bradaram que já não existia mais os conjuntos político-ideológicos de esquerda e direita, tudo teria passado a ser “extremo centro” (usei esta esdrúxula expressão na época dos acontecimentos e vi recentemente um sociólogo empregá-la). Na verdade, o que eles queriam dizer era que, a partir dali, passaria a ser tudo farinha do mesmo saco: “Somos todos iguais: corruptos, estúpidos e alienados”. Para as elites endinheiradas, os paraísos fiscais protetores de suas fortunas; para o lumpemproletariado, as pequenas propinas para o feijão com arroz e o televisor com suas novelas, noticiários e programação geral fazendo as cabeças dos pobres infelizes, que ficam cada vez mais matrixiados e mal pagos.


E tem muito jovem na rua dizendo que está participando de uma manifestação “apolítica”. Sabemos que muitos confundem “suprapartidária” com “apolítica”. Mas tudo bem, pois, não faz muitos anos, um jovem cantor-compositor brasileiro clamava: “Ideologia, eu quero uma pra viver!”. Talvez ele não soubesse que tinha uma prontinha, atuante, desde que nasceu: a ideologia burguesa dominante, alienante.

Mas vamos ao nosso Drone da Paz:

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Mensagem recebida por e-mail de nossa colaboradora Urda Alice Klueger:


Vai levar quem tiver a narrativa. A mídia e principalmente a Globo tem a narrativa. Quase toda a diversa pauta das passeatas é a pauta da mídia. Essa pauta é martelada todo dia na programação da TV brasileira e a grande maioria não consegue e não pode pensar fora dessa caixa. Não existem outras narrativas. O Governo do PT e o PT abriram mão de construir os meios para fazer essa outra narrativa. Nosso governo foi covarde até agora no enfrentamento da batalha da mídia. A batalha da narrativa. A mãe de todas as batalhas. Tudo indica que a narrativa da Globo vai domesticar e cavalgar a massa. Já aconteceu antes e a massa também gosta de se ver na TV. O pacífico vira passivo e o porradal serve para a Doutrina do Choque,

É como no boi, tudo se aproveita. Até o chifre.

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Os jovens que não se “contaminaram” com a política realizarão uma obra-prima da política continental: o Golpe de Estado midiático

Os jovens do Movimento Passe Livre são muito simpáticos.

São “puros”: não se deixaram contaminar pela “maldição” da política.

São inflexíveis como os milenaristas: serão os portadores da Justiça, da Harmonia e da Paz.

Sua arma é a Constituição.

E são de Classe Média.


Clique aqui para ler o que Marilena Chauí acha da “classe média”.

Essas manifestações de jovens “puros” ou não dão em nada ou derrubam o Governo.

Na Praça da Paz Celestial não deram em nada.

Na Praça Tahir, no Cairo, derrubaram um ditador decrépito.

No Occupy Wall Street não deram em nada.

Na Plaza Mayor, em Madrid, elegeram um Generalíssimo Franco.

Aqui no Brasil, há uma singularidade.

Uma jabuticaba.

É a concentração da mídia, expressa na exorbitante hegemonia da Globo – clique aqui para ler “jornal nacional, 40 minutos de Golpe na veia”.

Não existe movimento de massa “ingênuo”.

Muito menos onde a Globo e o PiG (*) têm o poder excepcional que preservam, impunemente, no Brasil.

O movimento do Passe Livre ultrapassou o alcance das redes sociais.

Ele foi abduzido pelo PiG – e sobretudo pela Globo.

O Globo convoca as manifestações – dá endereços e tudo.

A GloboNews se auto-intitula Governo e diz o que o Governo deve fazer.

A Globo aberta dá uma de João sem braço: enaltece o caráter pacífico, “constitucional” dos manifestantes – mas desequilibra a cobertura.

A Dilma no jornal nacional fala 4 segundos e o pau na Dilma dura 40 minutos.

Omite que o Haddad abriu espaço para negociar COM os empresários donos de ônibus – enquanto seus repórteres tentam dar a impressão de que ele recuou covardemente.

O que está nas ruas é menos importante do que o que está no espectro eletromagnético – que, como até o Bernardão sabe, pertence ao conjunto do povo brasileiro.

Ainda bem que a Polícia Militar do Alckmin, tão eficiente em Pinheirinho e na USP, demorou uma eternidade para chegar à sede da Prefeitura.

Melhor para a Globo.

O movimento se transformou num surto de vandalismo, num caracazo, no centro de São Paulo – melhor ainda para derrubar a Dilma !

Onde já se viu uma Secretaria de Segurança não saber com a devida antecedência para onde vão 50 mil manifestantes ?  – Clique aqui para ler “Alckmin recuou mais do que bateu”.

E os direitos constitucionais dos não-manifestantes ?

É o Golpe de dois dias que derrubou o Chávez: um Golpe da e na  televisão.

Que poderia ter sido dado ontem, terça-feira, quando Dilma saiu de Brasília para encontrar o Lula em São Paulo, o que, na prática, significou a destituição do ministro zé da Justiça.

A “vacância” do poder, diria o grande estadista paulista Auro de Moura Andrade …

Não há passeatas ingênuas.

Não há 100 mil, 80 mil, 50 mil pessoas ingênuas na rua.

Ou isso não dá em nada, pela inconsistência de suas posições políticas.

Ou serão a bucha do canhão do Golpe contra a Dilma.

A Globo, como se sabe, não ganha eleição.

A Globo dá Golpe.

Deu ao levar a segunda eleição de Lula para o segundo turno, ao montar o jornal nacional com a edição do debate do Lula com o Collor e ao puxar o gatilho do revólver que apontava para o peito de Vargas.

Roberto Marinho não perdoa.

Ele tem interesses.

Ele sabe que “essa gente” que governa o Brasil há dez anos não é de confiança.

E os jovens do Passe Livre, que se banharam no Rio Jordão, são instrumentos ideais para um Golpe – dentro da “Constituição” !



Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


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Hoje no blog da redecastorphoto


A direita argentina, a esquerda brasileira e o apoio a Cuba


por Raul Longo [Também colaborador desta nossa Agência Assaz Atroz]

Pelas esquinas e entre algumas correspondências da internet venho ouvindo rumores de golpe em curso.

(...)

‹‹A expansão dos Estados Unidos sobre o continente americano, desde o Ártico até a América do Sul, é o destino de nossa raça››


Portanto, sem medo e sem susto parti para Foz do Iguaçu, convidado pelos companheiros da Associação José Martí a participar da XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba.

Bons companheiros, agradável viagem e talvez tenha até me lembrado de outras semelhantes, ainda na adolescência, quando se preenchia as horas de estradas cantando bobagens como: “O Brasil vai lançar foguete/ Cuba também vai lançar/ Cuba lança! Cuba lança! Quero ver Cuba lançar!”


Bobagem de garoto, mas então a marchinha me dava uma sensação de identificação à luta pela autonomia do povo cubano. Os anos passaram e, contrariamente, desde 1964 nos tornamos ainda mais subjugados.

(...)

Pelo que comentam os brasileiros que visitam Buenos Aires ou amigos argentinos que me visitam, me é bastante perceptível a consciência da esquerda daquele país e a consistência do apoio aos inegáveis avanços políticos sociais do continente na última década. Já o apoio a Cuba pela esquerda brasileira me pareceu dúbio, pois a maioria dos que se inscreveram para comentários às exposições dos especialistas cubanos mais evocaram seus feitos depondo contra o atual governo do Brasil, do que sugeriram alguma ação que pudesse elevar a compreensão de nosso povo sobre as realidades ali demonstradas.

Um culpou o governo Dilma Rousseff por se aliar aos Estados Unidos no bloqueio à Ilha Caribenha. Por pouco não exigiu uma declaração de guerra, mas pretende imediato rompimento de relações com o ainda ontem maior parceiro comercial do Brasil que hoje ocupa a segunda posição, atrás da China.

Outra, apresentando-se como representante de movimento internacional de esquerda, acusou nossa Presidenta por não aceitar a vinda dos médicos cubanos. Depois de a lembrarem ser o governo Dilma quem os requer e o Conselho Federal de Medicina quem desaprova, decidiu por si que se Dilma realmente pretendesse a atuação dos médicos de Cuba junto às comunidades não atendidas pelos formados no Brasil, nada a impediria.

Mais uma “brilhante” dedução foi a da ativista que recriminou a permissão do governo brasileiro à vinda de Yoani Sánchez, exultando-se pela participação nos manifestos que da Bahia transformaram a agora já esquecida agente da CIA em vedete da mídia nacional por mais de uma semana.

[AA: Quem conta com uma esquerda dessas não precisa de golpistas de extrema direita]

(Clique no título e leia artigo-relatório completo no blog da redecastorphoto)

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E ouça a Rádio Vermelho...


Reinaldo: As manifestações e a cobertura oportunista da mídia


"A defesa do direito de lutar é fundamental para a democracia. foi para isso que derrubamos a ditadura há quase 30 anos e derrotamos nas urnas, em 2002, os candidatos das classes dominantes". Esse foi o tom de mais uma reflexão do jornalista e editor do Vermelho, José Reinaldo Carvalho, ao avaliar as manifestações em São Paulo e no Brasil.

(Clique no título, ouça a Rádio Vermelho e se atualize navegando pelo Portal)

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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